BRASIL
Governo Federal celebra 90 anos do salário mínimo com lançamento de medalhas comemorativas
BRASIL
Ao participar da cerimônia de lançamento oficial das medalhas comemorativas dos 90 anos do Salário Mínimo, realizada na Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (16), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ressaltou a importância da instituição do salário mínimo no Brasil e, sobretudo, da política de valorização de seus valores.
“Se não tivéssemos a política de valorização implementada nos governos Lula e Dilma, o salário mínimo hoje seria de apenas R$ 830,00. Ainda não chegamos a um valor ideal, mas essa valorização já faz muita diferença na vida do trabalhador”, afirmou o ministro.
Segundo Luiz Marinho, o lançamento das medalhas é uma singela homenagem que evidencia a relevância do salário mínimo para a economia nacional. “Ele é hoje a principal referência das políticas públicas e propicia inclusão com dignidade ao trabalhador brasileiro”, destacou.
A solenidade contou com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, que ressaltou a necessidade de o país seguir lutando para que o salário mínimo seja cada vez mais valorizado. O evento marcou não apenas os 90 anos da implementação do salário mínimo no Brasil, mas também os 20 anos da política de reajuste real de seus valores, além do lançamento de duas medalhas comemorativas, uma de prata e outra de bronze.
“O que é importante dizer é que nós não estamos fazendo deste ato uma apologia ao valor do salário mínimo, porque o valor do salário mínimo ainda é muito baixo no Brasil. Estamos fazendo aqui uma apologia à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares que todos nós temos: morar, comer, estudar e ter o direito de ir e vir. E, desde que foi criado, o salário mínimo ainda não preenche plenamente esses requisitos previstos na intenção da lei”, afirmou o presidente.
Lula também destacou que, historicamente, a melhoria da renda dos trabalhadores e das trabalhadoras mais pobres não recebeu a devida atenção. “As pessoas nunca levaram a sério a melhoria da renda dos mais humildes. Pobres são tratados como se fossem invisíveis. Precisamos enfrentar esse debate”, completou.
MEDALHAS COMEMORATIVAS – A cerimônia na Casa da Moeda marcou o lançamento de duas medalhas, uma prata e outra de bronze, comemorativa aos 90 anos do salário mínimo e dos 20 anos do reajuste real do Salário Mínimo. Dividido em quatro partes, a composição tem no centro a figura feminina, símbolo do trabalhador, da igualdade salarial e da justiça, segurando a Carteira de Trabalho e a Constituição.
À esquerda, aparecem Getúlio Vargas e elementos que representam a indústria, o agronegócio e a produção nacional, marcando o início da lei e o avanço econômico do país. À direita, estão o povo e a família brasileira, beneficiários diretos do salário mínimo, e a figura feminina do Real (Efígie da República), símbolo da força da moeda e da estabilidade econômica. No topo, mãos de diferentes cores sustentam o mapa do Brasil, expressando a unidade, diversidade e cidadania do povo brasileiro.
“O salário mínimo é uma referência de dignidade e proteção social para milhões de brasileiros. A medalha que lançamos hoje traz um percurso histórico. Em seu desenho estão representados o trabalhador, a Constituição, a produção nacional, o povo e demais representantes de todo o país. Que essa medalha seja não apenas uma homenagem, mas um símbolo de compromisso permanente do Brasil, com um trabalho digno à justiça social e com o povo brasileiro”, afirmou o presidente da Casa da Moeda, Sérgio Perini.
HISTÓRIA – Criado na Era Vargas, na década de 1930, o salário mínimo é um dos principais instrumentos de promoção da justiça social no país, servindo como referência para o pagamento de benefícios sociais e previdenciários, com impacto direto na melhoria da renda dos trabalhadores e na redução das desigualdades.
Em 2006, o governo federal deu início à política de valorização do salário mínimo, instituída no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Abandonada por governos posteriores, entre 2019 e 2022, a política foi retomada com a Lei nº 14.663/2023, que garantiu aumento real anual do salário mínimo. Diferentemente de reajustes anteriores, que dependiam da decisão de cada governo, a legislação atual tornou a valorização uma regra permanente, conferindo previsibilidade e segurança jurídica ao mercado de trabalho.
Até 2030, a política prevê um teto de 2,5% de ganho real associado ao crescimento do PIB, garantindo a elevação dos salários com responsabilidade fiscal. Ao comparar o valor de janeiro de 2022 com o de janeiro de 2026, o aumento do poder de compra do salário mínimo acima da inflação chega a 11,8% no período, assegurando a correção pelo INPC do ano anterior somada ao crescimento do PIB de dois anos antes.
A política de valorização beneficia diretamente cerca de 62 milhões de pessoas. Apenas com o reajuste de 2026, que elevou o salário mínimo para R$ 1.621,00, estima-se um incremento de R$ 82 bilhões na renda que circula no país.
“A celebração dos 90 anos do salário mínimo representa o resgate do valor dessa remuneração que, mesmo ainda distante do ideal, busca garantir condições dignas de subsistência ao trabalhador brasileiro”, concluiu o ministro.
BRASIL
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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