BRASIL
Governo Federal entrega nova creche em Águas Lindas de Goiás
BRASIL
Mais uma obra da educação foi entregue à população de Águas Lindas de Goiás (GO). A Creche Municipal Jardim Brasília II foi inaugurada na quarta-feira, 9 de abril, com capacidade para atender até 188 crianças, nos turnos matutino e vespertino, ou 94 em período integral. A construção, que teve um investimento federal de R$ 1,2 milhão, segue o padrão arquitetônico do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A entrega representa mais um investimento do Ministério da Educação (MEC) e do Governo Federal na ampliação da oferta de vagas na educação infantil — uma das prioridades da atual gestão.
A unidade integra o Programa Proinfância, que tem como objetivo apoiar a expansão da rede pública de educação infantil, por meio da construção e da equipagem adequada de escolas para atendimento de crianças de 0 a 5 anos e 11 meses. A creche está preparada para receber turmas desde o berçário (creche I) até a pré-escola, com ambientes adaptados às necessidades físicas, cognitivas e sociais da infância.
O projeto arquitetônico foi concebido com base nas diretrizes pedagógicas e nos princípios de inclusão, considerando aspectos ambientais, geográficos, culturais e sociais de cada região. A estrutura da creche conta com salas de atividades, sala multiuso, refeitório, fraldários, espaço para amamentação, lactário, pátio coberto e playground. Também estão previstas rampas de acesso, piso tátil e sanitários adaptados para adultos e crianças com deficiência, conforme a legislação vigente.
Expansão da educação infantil – A inauguração da Creche Jardim Brasília II faz parte do conjunto de ações estruturantes voltadas à expansão da educação infantil no Brasil, especialmente nas redes públicas municipais. Em 2025, o Governo Federal já entregou mais de 60 obras educacionais, com investimento de R$ 50,8 milhões, e a previsão é concluir outras 600 unidades até o fim do ano, totalizando R$ 619,9 milhões em investimentos. Desse total, 24 obras já entregues foram destinadas à educação infantil, e outras 190 creches e pré-escolas devem ser finalizadas nos próximos meses.
Além disso, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), estão previstas 1.178 novas unidades de educação infantil, ampliando significativamente o número de vagas para crianças de 0 a 5 anos em todo o território nacional.
Obras entregues – Entre 2023 e 2024, o MEC e o FNDE entregaram 1.383 obras escolares em todo o Brasil, com foco especial na criação de vagas para a educação básica. Foram 492 unidades de educação infantil, 343 de ensino fundamental, 21 de ensino profissionalizante, além de 452 quadras esportivas e 75 reformas ou ampliações.
Essas entregas resultaram em cerca de 279 mil novas vagas em dois turnos e 139 mil em tempo integral, com investimento superior a R$ 1,5 bilhão.
Confira o número de obras entregues por estado entre 2023 e 2024:
|
UNIDADE FEDERATIVA |
OBRAS CONCLUÍDAS |
|
AC |
8 |
|
AL |
29 |
|
AM |
24 |
|
AP |
6 |
|
BA |
126 |
|
CE |
110 |
|
DF |
7 |
|
ES |
6 |
|
GO |
67 |
|
MA |
109 |
|
MG |
235 |
|
MS |
22 |
|
MT |
44 |
|
PA |
62 |
|
PB |
32 |
|
PE |
92 |
|
PI |
43 |
|
PR |
78 |
|
RJ |
18 |
|
RN |
22 |
|
RO |
17 |
|
RR |
2 |
|
RS |
78 |
|
SC |
37 |
|
SE |
16 |
|
SP |
65 |
|
TO |
28 |
|
Total geral |
1.383 |
Fonte: FNDE
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



