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Governo Federal garante recursos para obras no edifício Docas

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Brasília, 11/07/2025 – O Governo Federal garantiu os investimentos para a reforma do edifício Docas André Rebouças e reforça o compromisso com a valorização da cultura de matriz africana. Os recursos são do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Publica (MJSP), para a execução da obra de restauração e requalificação do edifício histórico, localizado na região da Pequena África, no Rio de Janeiro (RJ).

A articulação foi realizada pelo Ministério da Cultura, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Fundação Cultural Palmares. O projeto contará com um investimento de R$ 86,2 milhões e foi apresentado ao Comitê Gestor do Cais do Valongo.

A iniciativa, proposta e coordenada pelo Iphan, representa um marco na valorização da memória e da cultura de matriz africana no Brasil. O antigo edifício histórico Docas D. Pedro II, que hoje leva o nome do engenheiro negro André Rebouças, responsável pelo seu projeto, remonta à segunda metade do século XIX e é o único remanescente do antigo complexo de docas que modernizou o Porto do Rio de Janeiro. Símbolo da engenharia nacional e da luta por equidade racial, a construção foi realizada sem o uso de mão de obra escravizada e carrega significados profundos ligados à resistência negra. O prédio foi tombado pelo Iphan em 2018 por seu valor histórico e etnográfico.

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A requalificação do espaço visa promover a valorização da cultura afro-brasileira e aproximar o público da história e do patrimônio arqueológico da região, que também abriga o Cais do Valongo, principal porto de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas. O anúncio deste investimento ocorre na semana em que o reconhecimento do Sítio Arqueológico Cais do Valongo como Patrimônio Mundial pela Unesco, em 9 de julho de 2017, completa oito anos. O título reconhece a inestimável contribuição dos africanos e de seus descendentes à formação e ao desenvolvimento cultural, econômico e social do Brasil e das Américas e valoriza a memória e a cultura de matriz-africana no continente.

Com cerca de 14 mil metros quadrados, o novo complexo será um dos maiores da América Latina dedicados à memória da população negra, destacando-se pela articulação entre educação, ciência, cultura e preservação. Entre 2020 e 2024, o Iphan investiu R$ 1,3 milhão na elaboração do Projeto Executivo que irá viabilizar a futura obra. O objetivo é preparar o espaço para abrigar importantes equipamentos culturais, que irão valorizar a herança africana e impulsionar o desenvolvimento social e cultural da região.

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O equipamento abrigará o Centro de Interpretação do Patrimônio Mundial Cais do Valongo, ações voltadas à valorização da herança africana e à memória de André Rebouças, em homenagem ao engenheiro autor do projeto original do prédio; além do Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana (LAAU), sob a coordenação do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), que terá a função de preservar e estudar mais de 1.500 peças arqueológicas encontradas na região portuária, incluindo artefatos do Sítio Arqueológico Cais do Valongo.

A ação se integra a outras realizadas pelo Governo Federal para valorizar a região da Pequena África, como a Iniciativa Valongo, do BNDES.

O edifício é sede da Representação Regional da Fundação Cultural Palmares no Rio de Janeiro, que mantém a responsabilidade pela gestão do imóvel. A implantação dos novos equipamentos culturais no espaço Docas André Rebouças deve impulsionar não apenas a cultura, mas também a economia e o turismo da região.

Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP)
Ministério da Cultura (MinC)
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)
Fundação Cultural Palmares (FCP)

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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MEC abre adesão ao Sisu+ para instituições públicas

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O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira, 29 de abril, o Edital nº 29/2026 que estabelece o cronograma e os procedimentos para adesão das instituições públicas de educação superior ao Sisu+ 2026, etapa complementar inédita do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). A iniciativa tem como objetivo ampliar a ocupação de vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo. 

Podem aderir ao Sisu+, exclusivamente, as instituições públicas e gratuitas de educação superior que participaram da etapa regular do Sisu 2026. A formalização ocorre por meio da assinatura eletrônica de termo aditivo ao termo de adesão da etapa regular, via sistema Sisu Gestão. 

Etapa complementar – O Sisu+ não é um novo processo seletivo, mas uma extensão da etapa regular do Sisu 2026. A iniciativa é realizada após o encerramento de convocações da lista de espera e a conclusão de eventuais processos seletivos próprios das instituições. 

As vagas ofertadas pelas instituições nessa etapa devem estar formalmente classificadas como disponíveis, seja por desistência, não confirmação de matrícula ou encerramento de todos os prazos previstos. 

Para os candidatos, o Sisu+ também amplia as possibilidades de escolha no âmbito do mesmo processo seletivo. Contudo, poderão participar da etapa complementar apenas os candidatos que tenham participado da etapa regular do Sisu 2026. 

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Nessa nova etapa, será permitido atualizar informações socioeconômicas, alterar modalidades de concorrência e escolher até duas opções de curso, independentemente das opções indicadas durante a etapa regular realizada em janeiro. 

Por integrar o mesmo processo seletivo do Sisu 2026, o Sisu+ observará as mesmas regras gerais de elegibilidade aplicáveis aos candidatos. O sistema de inscrição do Sisu realizará automaticamente a seleção das edições do Enem que atendam simultaneamente a tais exigências, desconsiderando aquelas em que o candidato tenha participado como “treineiro” e/ou tenha obtido nota zero na prova de redação. 

Algumas instituições de educação superior podem estabelecer notas mínimas para determinadas áreas do conhecimento do Enem em seus cursos. Se a nota do candidato não atender a esses critérios, o sistema exibirá uma mensagem indicando não ser possível concorrer às vagas naqueles determinados cursos. 

Cronograma – De acordo com o edital do Sisu+, o período de adesão das instituições ocorrerá de 4 a 29 de maio. As inscrições dos candidatos e a divulgação dos resultados ocorrerão em etapa posterior, a ser detalhada em edital específico. 

Otimização de vagas – A criação do Sisu+ destaca a estratégia do MEC de aprimorar o modelo do Sisu, ampliando oportunidades de acesso à educação superior e garantindo maior eficiência na ocupação das vagas ofertadas pelas instituições públicas. 

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Com o modelo anual do Sisu, a etapa complementar passa a atuar de forma residual, voltada ao preenchimento das vagas eventualmente disponíveis após a etapa regular do processo seletivo, com o objetivo de ampliar as oportunidades de ingresso na educação superior pública. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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