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Grande São Paulo amplia integração entre municípios e Governo Federal

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Cotia, 11/5/2026 – Prefeitos, secretários municipais de Segurança Pública e comandantes das Guardas Civis Municipais participaram, na sexta-feira (8), em Cotia (SP), da adesão de sete cidades da Região Metropolitana de São Paulo ao Programa Município Mais Seguro. A iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), executada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), busca fortalecer a atuação local e consolidar as Guardas Civis Municipais no Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

A solenidade reuniu gestores municipais e marcou o início das ações conjuntas com o Governo Federal. Aderiram ao programa Barueri, Cotia, Embu das Artes, Itapevi, Santana de Parnaíba, Osasco e Taboão da Serra, todas classificadas no Grupo 1, com efetivo superior a 200 agentes.

O prefeito de Cotia, Welington Alfredo, destacou a importância de integrar as políticas públicas à realidade local. “O discurso sobre segurança pública precisa chegar na ponta. O Município Mais Seguro é uma oportunidade única para isso”, afirmou. O prefeito também defendeu ações de prevenção. “Se não cuidarmos das nossas crianças e adolescentes, vamos perder. É mais fácil dar um livro na mão deles”, disse.

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A diretora do Susp, Isabel Figueiredo, ressaltou que a iniciativa integra um movimento de retomada do papel das cidades na segurança pública. Segundo ela, o Governo Federal voltou a priorizar a articulação com as cidades e a valorização das guardas municipais após um período de esvaziamento dessa agenda.

“Nós precisamos reconhecer que essa sempre foi uma pauta importante nos governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde o início, houve a compreensão de que, sem município, não se faz segurança pública, com o redesenho do fundo, os convênios, o Pronasci e, depois, o Estatuto das Guardas. Quando voltei, em 2023, encontrei muitos municípios afastados dessa política. Foi preciso reconstruir pontes e retomar o diálogo para recolocar essa agenda como prioridade”, ressaltou.

Durante o evento, foram entregues equipamentos às corporações, entre eles 1.090 kits de armas de incapacitação neuromuscular (taser) e 2.190 espargidores, com investimento de cerca de R$ 4,8 milhões.

Os municípios apresentam diferentes cenários na segurança pública. Santana de Parnaíba registra uma das menores taxas de homicídio entre as cidades participantes, com 1,95 caso por 100 mil habitantes, enquanto Embu das Artes tem índice de 7,98. Itapevi concentra a maior taxa de feminicídios, com 3,36 casos por 100 mil habitantes. Já Osasco se destaca pelo maior contingente populacional, com mais de 728 mil habitantes, e pelo efetivo de 505 guardas municipais.

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Fortalecimento da atuação municipal

Com investimento total estimado em R$ 170,6 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), o Programa Município Mais Seguro prevê ações de qualificação da gestão local, qualificação do uso da força e ampliação de estratégias de prevenção da violência, especialmente em áreas vulneráveis.

Entre as iniciativas estão cursos de policiamento comunitário, capacitação para as Patrulhas Maria da Penha, treinamento para uso diferenciado da força e ampliação do projeto Escuta Susp, voltado à saúde mental dos profissionais.

O programa busca ampliar a integração entre União, estados e municípios, com foco em policiamento comunitário, resolução pacífica de conflitos e atuação orientada por resultados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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​Fórum internacional debate ações e ferramentas de proteção para mulheres viajantes

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A segurança continua sendo o fator preponderante na escolha de destinos para mulheres que viajam sozinhas: seis em cada dez brasileiras já desistiram de uma viagem por receio de violência ou assédio. O cenário desafiador norteou os debates do painel “Segurança Turística da Mulher”, realizado nesta quarta-feira (3), durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O encontro focou na consolidação de ferramentas de proteção e no papel do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas — desenvolvido em parceria com a UNESCO — para reverter esses indicadores.

​A publicação foi estruturada a partir de uma pesquisa nacional inédita com 2.712 brasileiras, conduzida pela jornalista e consultora Anelise Zanoni. “O Guia é um avanço e mostra que existe um caminho importante para garantir que a liberdade de viajar seja exercida plenamente por todas as mulheres”, afirmou a especialista.

​O levantamento detalhou que o sentimento de proteção supera critérios tradicionais de consumo, como o preço, na escolha de um destino. O estudo mapeou que os eixos de maior vulnerabilidade ocorrem justamente nos deslocamentos de chegada e partida, como em terminais e transportes por aplicativo, servindo de alerta para a urgência de qualificação no atendimento dessas redes.

​Segundo a especialista, os dados reais não servem para desanimar as viajantes, mas para subsidiar o poder público e o trade na criação de destinos preparados. O guia orienta diretamente hotéis, bares e receptivos a adotarem protocolos claros de suporte. “Isso mostra a importância de destinos preparados, profissionais capacitados e canais acessíveis para acolher e orientar quem precisa de ajuda”, afirmou.

​Mais de 80% das mulheres consideram indispensável que os estabelecimentos saibam acolher e orientar a turista, transformando a estrutura do setor privado em uma rede de proteção ativa. Zanoni lembrou que a publicação também estimula o fim do silêncio, já que 64,8% das vítimas de incidentes relataram não ter buscado ajuda por falta de canais confiáveis.

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​A primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, defendeu que a discussão seja tratada como uma pauta transversal, interligando inteligência, mobilidade urbana e o setor de hospedagem.

​Segundo ela, pesquisas baseadas em evidências dão visibilidade a demandas que antes ficavam invisíveis. “O desafio do poder público, marchando junto com a iniciativa privada, é construir um ambiente onde a mulher exerça sua autonomia com tranquilidade, sem precisar se manter em estado de alerta constante durante os seus momentos de lazer ou de trabalho”, afirmou.

​A especialista em gestão estratégica, risco e operações, Coronel Jousilene de Sales Tavares, destacou que a sensação de segurança é um dos fatores mais determinantes para que as mulheres decidam viajar e aproveitar plenamente os destinos turísticos. Segundo ela, a construção de ambientes mais seguros depende de planejamento, análise de dados e atuação integrada entre segurança pública, setor turístico, comércio e poder público.

​Ao apresentar experiências desenvolvidas na Paraíba, a coronel explicou que o uso de inteligência e monitoramento tem permitido identificar padrões de ocorrências, áreas mais vulneráveis e horários de maior risco. Essas informações orientam ações preventivas e ajudam a direcionar investimentos em tecnologia e policiamento para os locais mais sensíveis.

​Jousilene também chamou a atenção para a importância da denúncia e do fortalecimento dos canais de acolhimento. Segundo ela, o enfrentamento da violência contra a mulher exige resposta das forças de segurança, mudança cultural e capacitação permanente dos profissionais envolvidos no atendimento ao público.

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​A painelista destacou ainda que grandes eventos representam uma oportunidade para testar e aperfeiçoar estratégias de proteção às mulheres. Como exemplo, citou o trabalho desenvolvido durante o Maior São João do Mundo, em Campina Grande, que reúne milhares de visitantes e conta com monitoramento por câmeras, inteligência integrada e ações voltadas à prevenção de ocorrências em áreas de maior circulação.

​Versão internacional

​O lançamento das versões em inglês e espanhol da publicação foi uma das entregas anunciadas durante o debate. A medida amplia o alcance internacional da iniciativa e reforça o posicionamento do Brasil na construção de políticas voltadas à segurança, à informação e à autonomia das mulheres no turismo.

​As versões do guia podem ser acessadas neste link.

​Programação

​A programação desta quarta-feira (3) incluiu os painéis “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que discutiu os impactos do Mundial para os destinos brasileiros; e “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo”, que reuniu empresárias e lideranças nacionais para debater a presença feminina nos espaços de decisão do setor.

​Na quinta-feira (4), a agenda será encerrada com o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, dedicado a temas como afroturismo, turismo indígena e turismo voltado ao público 60+, ampliando o debate sobre representatividade e pertencimento nos destinos brasileiros.

​As inscrições podem ser feitas por meio deste formulário eletrônico.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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