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Grupo de Trabalho do MJSP vai monitorar violência contra jornalistas no processo eleitoral de 2026

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Brasília, 25/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), realizou, na quarta-feira (24), a primeira reunião do Grupo de Trabalho (GT) Eleitoral do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

A iniciativa marca o início das atividades do grupo, criado para analisar casos e padrões de violência contra profissionais da imprensa durante o período eleitoral e formular recomendações voltadas ao fortalecimento da proteção e da liberdade de imprensa no contexto das eleições gerais de 2026.

O Observatório foi criado em 2023 para monitorar casos de violência contra jornalistas e comunicadores sociais, apoiar investigações, produzir dados e sugerir políticas públicas voltadas à garantia do exercício da atividade jornalística. O colegiado reúne representantes do governo federal e da sociedade civil em uma atuação conjunta de prevenção e enfrentamento às violações contra profissionais da comunicação.

A criação do GT ocorre diante do aumento de registros de violência contra jornalistas em períodos eleitorais. O grupo terá a missão de produzir diagnósticos, sistematizar informações sobre ocorrências e elaborar recomendações institucionais para prevenir, mitigar e encaminhar casos de violência física, digital, judicial e simbólica relacionados à cobertura eleitoral.

A secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Loula, destaca a importância da iniciativa para a defesa da democracia e da liberdade de imprensa. “Proteger jornalistas e comunicadores é proteger a democracia. Toda tentativa de intimidar quem informa é também uma tentativa de limitar o direito da sociedade de saber, debater e escolher livremente”, afirma.

Segundo a secretária, o novo grupo representa um avanço na atuação do Observatório diante dos desafios do próximo ciclo eleitoral.
“O período eleitoral exige atenção especial, porque é quando a atividade jornalística exerce papel fundamental para a democracia. Nosso objetivo é fortalecer os mecanismos de prevenção, acompanhamento e resposta aos casos de violência”, ressalta.

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O grupo contará com representantes do Governo Federal e da sociedade civil, além de instituições convidadas, como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e outras entidades que atuam na proteção da liberdade de imprensa e no fortalecimento da democracia.

Cenário eleitoral

Estudos e monitoramentos realizados por entidades especializadas apontam que os períodos eleitorais concentram episódios de hostilidade contra jornalistas e comunicadores sociais. Entre as principais ocorrências estão campanhas de desinformação, assédio coordenado nas redes sociais, agressões verbais e físicas, tentativas de intimidação e ações judiciais usadas para constranger o exercício da atividade jornalística.

Nesse contexto, o GT Eleitoral atuará na identificação de padrões de violência, no acompanhamento de casos e na articulação institucional para fortalecer mecanismos de prevenção e resposta durante as eleições de 2026.

As denúncias recebidas pelo Observatório são registradas por meio da plataforma Fala.Br, canal oficial do Governo Federal para recebimento de manifestações da sociedade.

Confira o passo a passo para registrar denúncia no Fala.Br

Jornalistas e comunicadores sociais que sofrerem violência no exercício da profissão podem registrar denúncia por meio da plataforma Fala.Br.

1. Acesse o sistema

• No navegador do computador, digite https://falabr.cgu.gov.br
• Na tela inicial, selecione a opção “Cidadãos” para registrar denúncia, manifestação ou reclamação

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2. Faça o relato

• No campo próprio, registre o relato de forma clara e objetiva, com todas as informações necessárias para análise
• É possível anexar documentos de texto (.pdf, .doc, .docx, .txt), imagens (.jpeg, .jpg, .png, .bmp), planilhas (.xls, .xlsx) e arquivos multimídia (.mp3, .mp4), até o limite de 30 MB
• Clique em “Avançar”

3. Selecione o tipo e o assunto

• O sistema poderá sugerir automaticamente o tipo de manifestação (Denúncia, Reclamação ou Solicitação)
• Escolha o tipo adequado
• Selecione a esfera: ESFERA FEDERAL
• Digite “MJSP” e selecione “MJSP – Ministério da Justiça e Segurança Pública”
• Escolha o assunto “Denúncia de crime”
• Clique em “Avançar”

4. Informe o local

• Se possível, indique estado e município onde ocorreu o fato
• O preenchimento é opcional, mas contribui para o tratamento da demanda e produção de estatísticas
• O campo “Serviço do Órgão” não precisa ser preenchido
• Clique em “Avançar”

5. Informe os envolvidos

• Sempre que possível, informe dados como nome, CPF, órgão e função exercida
• Clique em “Avançar”

6. Revise e finalize

• Revise todas as informações registradas
• Anexe documentos complementares, como fotos, vídeos, capturas de tela e outros elementos de prova
• Clique em “Finalizar”

7. Guarde o protocolo

• Após a conclusão, o sistema gerará um número de protocolo
• O código permite acompanhar o andamento da manifestação e receber atualizações sobre o tratamento da denúncia

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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“Enquanto houver uma criança explorada, não podemos descansar”, afirma Luiz Marinho no lançamento do IV Plano de Erradicação do Trabalho Infantil

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI), lançou nesta quinta-feira (25) o IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (2026-2035), em cerimônia que contou com a presença de autoridades, especialistas e representantes da sociedade civil. 

O novo Plano orientará as ações do Estado brasileiro pela próxima década, com o objetivo de intensificar a prevenção, fortalecer a rede de proteção e avançar de forma estruturada na erradicação do trabalho infantil no país.

Durante o evento, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou que o enfrentamento ao trabalho infantil exige o compromisso contínuo e articulado de toda a sociedade. Segundo ele, a superação dessa violação de direitos não depende apenas do poder público, mas da atuação integrada de governos, empresas, sistema de justiça, entidades da sociedade civil, imprensa, trabalhadores e cidadãos. O ministro enfatizou que a construção de uma cultura de proteção à infância deve ser um esforço coletivo e permanente, capaz de mobilizar diferentes setores em torno da garantia de direitos. “Enquanto houver uma criança ou um jovem sendo explorado, não podemos descansar; esse é um compromisso de todos nós e um objetivo que precisa mobilizar toda a sociedade brasileira.”

Luiz Marinho também ressaltou que os Pactos pelo Trabalho Decente nas cadeias produtivas, em desenvolvimento pelo Governo Federal, serão fortalecidos com a inclusão de compromissos específicos de prevenção e combate ao trabalho infantil. A iniciativa busca engajar setores econômicos e empresas em ações de responsabilidade social, promoção de direitos e proteção integral de crianças e adolescentes.

O IV Plano Nacional estabelece diretrizes estratégicas para a próxima década, com foco na integração de políticas públicas, no fortalecimento da fiscalização e na ampliação das ações de prevenção e proteção social. A iniciativa reafirma o compromisso do Estado brasileiro com a erradicação do trabalho infantil como prioridade de política pública e elemento essencial para a promoção da justiça social e do desenvolvimento do país.

A ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, destacou que o enfrentamento ao trabalho infantil exige a incorporação da perspectiva étnico-racial nas políticas públicas voltadas à infância e à adolescência. Segundo ela, crianças e adolescentes negros são os mais afetados por essa violação de direitos e representam 66% das pessoas em situação de trabalho infantil no país, de acordo com a PNAD Contínua de 2024.

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A ministra enfatizou que fatores como pobreza, informalidade, precarização das condições de vida, racismo estrutural e insuficiência de políticas públicas territorializadas atuam conjuntamente para perpetuar esse cenário. Rachel Barros afirmou ainda que o IV Plano Nacional resulta de um amplo processo participativo e fortalece a atuação integrada entre diferentes áreas do governo e da sociedade. Para ela, a articulação intersetorial e a transversalidade das políticas públicas serão fundamentais para enfrentar os desafios ainda persistentes e garantir a plena efetivação de direitos de crianças e adolescentes. 

O coordenador da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (CONAETI), Roberto Padilha, destacou que o IV Plano Nacional representa a renovação do compromisso do Estado brasileiro com a garantia dos direitos de crianças e adolescentes. Segundo ele, o trabalho infantil permanece como uma das mais graves violações de direitos humanos, com impactos profundos no desenvolvimento físico, emocional e educacional, além de perpetuar ciclos de pobreza e desigualdade.

A coordenadora do Programa de Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Maria Cláudia Falcão, afirmou que o IV Plano Nacional surge em um momento decisivo para o país retomar o ritmo de redução do trabalho infantil após os impactos das crises econômicas, sociais e sanitárias dos últimos anos. Segundo ela, cada edição do plano respondeu aos desafios de seu tempo e contribuiu para retirar milhões de crianças do trabalho infantil, ampliando o acesso à educação e à proteção social.

A integrante do Comitê de Participação de Adolescentes (CPA) do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Ellen Hipólito dos Santos, 18 anos, representante de Sergipe, destacou a importância da participação de crianças e adolescentes nos espaços de decisão sobre políticas públicas. De acordo com Ellen Hipólito, esse grupo não deve ser visto apenas como beneficiário, mas como sujeito de direitos capaz de contribuir ativamente na formulação, implementação e monitoramento das políticas.

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Ellen ressaltou que o CPA tem sido um espaço fundamental de debate sobre violações de direitos, especialmente o trabalho infantil, reforçando a importância da escuta qualificada das vivências da infância e da adolescência para tornar as políticas mais efetivas. Ela defendeu ainda que a participação de crianças e adolescentes esteja presente em todas as etapas do IV Plano Nacional, desde a elaboração até a execução e o acompanhamento. Ao encerrar, destacou que os resultados dependem da implementação concreta das diretrizes, lembrando que “o real não está nem na saída nem na chegada, ele está durante a travessia”, reforçando a centralidade da execução contínua das políticas públicas.

Também participaram do lançamento o procurador-geral do Trabalho do Ministério Público do Trabalho (MPT), Gláucio Araújo de Oliveira; a secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, Katerina Volcov; o conselheiro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Antonio Pasin; o diretor do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Régis Espíndola; a diretora executiva nacional do SEST SENAT, Nicole Goulart; e a secretária nacional da Criança e do Adolescente da União Geral dos Trabalhadores, Iara Alvarenga Freire.

Após o lançamento do IV Plano Nacional, foi realizada uma mesa de diálogo com especialistas sobre políticas e ações voltadas à erradicação do trabalho infantil, com destaque para o papel dos Planos de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, dos fluxos de atendimento a crianças e adolescentes em situação de trabalho infantil e das Comissões de Erradicação do Trabalho Infantil.

Confira a transmissão do lançamento do IV Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (2026-2035) no seguinte link:  https://www.youtube.com/watch?v=ym-TRqgLcSg

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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