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Hackathon de soluções para a segurança pública entra na fase final
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A proposta é transformar a realidade da segurança pública por meio de inovações tecnológicas. A competição desafia os participantes a desenvolverem projetos em três áreas principais: uma plataforma de colaboração entre cidadãos e polícia; um sistema de rastreamento de objetos roubados; e um sistema de autoavaliação de saúde mental. A fase final conta com a participação de mais de competidores das cinco regiões do País.
Os projetos selecionados para esta etapa decisiva foram avaliados com base em critérios técnicos como criatividade e originalidade, relevância e impacto, execução e funcionalidade, viabilidade de implementação do protótipo, segurança e privacidade, escalabilidade e sustentabilidade. A premiação total do hackathon será de R$ 52,5 mil, distribuída entre os três melhores projetos de cada desafio proposto. Os primeiros colocados receberão R$ 10 mil, os segundos R$ 5 mil e os terceiros R$ 2,5 mil.
O Hackathon — Tecnologias Disruptivas para a Segurança Pública é uma iniciativa pioneira da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
A secretária Nacional de Segurança Pública substituta, Isabel Figueiredo, recepcionou os finalistas na terça-feira, no Palácio da Justiça, em Brasília (DF). As equipes finalistas puderam, de terça-feira até esta quinta-feira (20), aprimorar os protótipos apresentados na fase anterior para apresentá-los à comissão julgadora.
“Quando convidamos a sociedade civil e os profissionais de segurança pública para desenhar projetos, formular normas e desenvolver soluções, estamos fortalecendo a nossa capacidade de construir algo realmente significativo”, disse, considerando que os competidores contarão com o apoio de colaboradores do MJSP e poderão receber orientação de profissionais convidados.
Ela destacou, ainda, que a integração entre sociedade civil e profissionais de segurança pública é essencial para a formulação de políticas efetivas e sustentáveis e que a construção coletiva é um princípio fundamental da democracia e um caminho seguro para o sucesso das iniciativas. “Em uma democracia, precisamos caminhar juntos, compartilhando responsabilidades e perspectivas. É assim que garantimos resultados mais sólidos e eficazes”, completou Isabel.
BRASIL
Luiz Marinho defende em SP redução de jornada para 40 horas semanais com dois dias de folga remunerados
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (14), em São Paulo, a aprovação da proposta que estabelece a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado. A declaração foi feita durante audiência pública da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que debate, nos estados, a PEC 221/2019, voltada ao fim da escala 6×1 no Brasil. “É isso que a PEC precisa definir, o restante deve ser definido por negociação coletiva, na convenção coletiva de cada categoria. Essa discussão da regulamentação deve ser construída entre trabalhadores e empregadores, respeitando especificidades de cada setor”, defendeu Marinho.
Segundo o ministro, a mudança para a escala 5×2 vai gerar mais produtividade, redução do absenteísmo e melhora no ambiente de trabalho. “Já poderíamos estar trabalhando há muitos anos com jornada de 40 horas semanais. A maioria dos países já não utilizam mais a jornada de 44 horas”, afirmou.
Sobre a compensação pedida por algumas frentes do setor produtivo, que desejam desonerações para compensar a redução da jornada, o ministro ressaltou que isso não vai ocorrer. “O fim da escala 6×1 será compensada pelo ganho no ambiente do trabalho, pelo ganho de melhoria da qualidade e da produtividade. Ao reduzir a jornada, se elimina o absenteísmo, evita acidentes e doenças”.
As audiências nos estados da Comissão Especial que discute a PEC 221/2019 continuam por todo o mês de maio, com votação do relatório previsto para o dia 26 de maio.
Ao fim da audiência, o ministro prestigiou o encontro nacional da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que acontece em São Paulo até o dia 16 de maio e reúne sindicalistas de todo o país para debater temas como negociação coletiva, os desafios dos sindicatos, o uso da inteligência artificial e a LGPD no movimento sindical, além da aplicação da norma da NR-1.
Aos participantes, Luiz Marinho destacou a importância da pressão da classe trabalhadora para que medidas como a redução de jornada, fim da escala 6×1 e regulamentação de trabalhadores por aplicativos sejam aprovadas no Congresso Nacional.
“A classe trabalhadora passou por uma reforma trabalhista traumatizante nos governos anteriores e para aprovar mudanças que beneficiem a categoria agora, tem de pressionar o Parlamento, senão elas não saem. Foi assim para a inserção de quem ganha até R$ 5 mil reais por mês no imposto de renda, ganho real no salário mínimo e várias outras conquistas. Hà um clamor do povo trabalhador brasileiro, em especial das mulheres e da juventude, que quer ter mais tempo para a família, cuidar dos filhos. Muitas empresas estão com dificuldade de preencher as vagas quando se fala que a escala é 6×1″, defendeu. “Algumas empresas resolveram antecipar a redução, implantando a escala 5×2, e o resultado é que eles zeraram as faltas, melhoraram a produtividade, o qualidade do seu serviço. O Brasil pode e deve sim cuidar melhor da saúde mental e física dos seus trabalhadores”, complementou.
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