BRASIL
Hospitais Universitários realizarão mais de 10 mil atendimentos
BRASIL
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), e o Ministério da Saúde (MS) realizarão, neste sábado, 5 de julho, um mutirão de atendimentos à população. A iniciativa, intitulada “Dia E”, faz parte do Ebserh em Ação – Agora Tem Especialistas, será realizada nos 45 Hospitais Universitários federais da rede em todo o Brasil. Estão previstos 10,3 mil atendimentos de saúde no país, sendo 1,1 mil cirurgias, 1,3 mil consultas e 7,9 mil exames em diversas especialidades, como Cardiologia, Ortopedia, Oftalmologia e Saúde da Mulher.
A iniciativa contará com turnos extras e envolvimento direto de 2.140 pessoas, sendo 460 residentes e graduandos, além de 1.680 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, professores e demais especialistas. A estratégia reforçará o compromisso com a formação profissional, o atendimento humanizado e as necessidades da população.
O mutirão foi anunciado pelos ministros Camilo Santana (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde), na quarta-feira, 2 de julho. O objetivo é ampliar o acesso da população a cirurgias eletivas e procedimentos diagnósticos e terapêuticos em todo o país. Alinhado ao programa Agora Tem Especialistas, lançado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com o MS, o projeto visa à redução do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2025, a Rede Ebserh já realizou 166 mutirões em todo o país.
“Vamos utilizar essa rede de Hospitais Universitários públicos, que é a maior do hemisfério sul global, para reduzir tempo de espera e garantir um atendimento mais rápido para a população”, afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana. Ele acompanhará o mutirão que será realizado no Ambulatório das Ilhas do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac), ambos em Fortaleza. As duas unidades de saúde fazem parte do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC).
A rede de Hospitais Universitários da Ebserh conta com 87 mil profissionais, mais de 55 mil estudantes de graduação e mais de dez mil médicos residentes. O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, acompanhará o mutirão do “Dia E” no Rio de Janeiro. “Com os mutirões, esperamos conseguir, de fato, diminuir isso que angustia tanto a população brasileira, que é o tempo de espera na fila para ter o seu problema de saúde resolvido”, disse Chioro.
Procedimentos – O mutirão oferecerá uma série de procedimentos à população, entre os quais estão colonoscopias; manometrias anorretais; cirurgias orificiais; cirurgias de catarata e de glaucoma; escleroses venosas não estéticas (tratamento de varizes e outras doenças venosas); exéreses de lesões com reconstrução por retalho (remoção de lesão com reconstrução com pele); colecistectomias laparoscópicas; ultrassonografias; tomografias computadorizadas; ecocardiogramas transtorácicos; holter; eletrocardiogramas (ECG); monitorizações ambulatoriais da pressão arterial (Mapa); exames funcionais respiratórios (espirometria, teste da caminhada e pletismografia); colposcopia; inserção de DIU hormonal e não hormonal; histeroscopias ambulatoriais; ultrassonografia transvaginal; mamografia; entre outros.
Além de ampliar o acesso da população brasileira a cirurgias eletivas e procedimentos diagnósticos e terapêuticos em todo o país, o mutirão promove a aprendizagem dos estudantes de medicina, que testam seus conhecimentos supervisionados por professores e demais profissionais da Rede Ebserh.
Os 45 Hospitais Universitários federais são importantes centros de formação de recursos humanos na área da saúde e prestam apoio ao ensino, à pesquisa e à extensão das instituições federais de ensino superior às quais estão vinculados. Além disso, no campo da assistência à saúde, são centros de referência de média e alta complexidade para o SUS.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do MS e da Ebserh
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Brasil apresenta em Viena coletânea inédita sobre uso da força
Viena, 3/6/2026 – No âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou, nesta quarta-feira (3), em Viena (Áustria), a coletânea Normas sobre o uso da força no Brasil, publicação que reúne os principais marcos legais e orientações que disciplinam a atuação dos agentes de segurança pública.
A publicação reforça o compromisso do Governo Federal com o aperfeiçoamento dos mecanismos de controle da atividade policial, a integridade profissional e o enfrentamento qualificado ao crime organizado.
Produzido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o material reúne, em português, inglês e espanhol, leis, decretos e portarias que orientam a atuação policial no País, incluindo regras para o emprego progressivo da força, o uso de armas de fogo, de instrumentos de menor potencial ofensivo e técnicas de desescalada de conflitos. O documento está disponível no link.
Fórum internacional
O lançamento ocorreu durante a 35ª sessão da Comissão das Nações Unidas para Prevenção do Crime e Justiça Criminal (CCPCJ), principal fórum multilateral das Nações Unidas para formulação de diretrizes e intercâmbio de experiências em prevenção ao crime e justiça criminal. A participação integra os esforços do Brasil para ampliar a cooperação internacional e compartilhar experiências relacionadas ao aperfeiçoamento da atuação policial.
A coletânea foi apresentada pelo diretor substituto do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Márcio Mattos, que destacou a importância do material para dar visibilidade internacional às políticas públicas brasileiras de segurança.
“Esta coletânea oferece à comunidade internacional uma visão abrangente dos avanços normativos brasileiros sobre o uso da força. Ao disponibilizar esse conjunto de normas em três idiomas, o Brasil amplia a transparência de suas políticas públicas, fortalece a cooperação com organismos internacionais e contribui para o intercâmbio de boas práticas sobre um dos temas mais relevantes para a segurança pública contemporânea”, afirmou.
Na mesma ocasião, o MJSP apresentou o projeto Uso da Força e Integridade Policial no Brasil, desenvolvido em parceria com o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e atualmente em fase de formalização.
O projeto representa a dimensão internacional do Projeto Nacional de Qualificação do Uso da Força e apoiará o desenvolvimento de cinco eixos estratégicos: assessoria técnica e produção doutrinária; aprimoramento dos sistemas de dados e indicadores de conformidade; capacitação especializada de profissionais de segurança pública e corregedorias; fortalecimento do Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força (CNMUDF); e disseminação de conteúdos técnicos por meio de um repositório digital acessível às instituições de segurança pública.
Durante o evento, Mattos ressaltou a oportunidade de apresentar à comunidade internacional os avanços promovidos pelo Estado brasileiro no aperfeiçoamento de seus marcos regulatórios e na consolidação de uma atuação policial alinhada aos princípios da legalidade, proporcionalidade e proteção dos direitos humanos.
Desenvolvida pela Diretoria do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp/Senasp), a coletânea busca ampliar o acesso de organismos internacionais, pesquisadores, instituições acadêmicas e parceiros estrangeiros às normas brasileiras relacionadas à atuação policial. A iniciativa reforça o compromisso do país com a transparência, os direitos humanos e a adoção de parâmetros reconhecidos internacionalmente.
O material reúne normas como a Lei nº 13.060/2014, o Decreto nº 12.341/2024 e as Portarias MJSP nº 855 e nº 856/2025. O documento também destaca princípios que orientam a atuação policial, como legalidade, proporcionalidade, necessidade, precaução, não discriminação e razoabilidade.
A publicação contou com apoio técnico do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
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