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Indicação ao prêmio global marca uma década de excelência brasileira na hostelaria

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Assim como nosso cinema, os hostels do Brasil também frequentam há anos a lista de melhores do mundo na premiação promovida pela plataforma de reservas Hostelworld. O HOSCARs Awards (Hostelworld Customer Annual Ratings, na sigla em inglês) chega à 24ª edição em 2026 com um hostel brasileiro indicado como finalista entre as principais categorias, uma tradição que se repete desde 2015, quando a hostelaria nacional começou a chamar atenção internacional pela qualidade das experiências oferecidas.

“Os hostels existem no Brasil desde o início da década de 1960 com seus altos e baixos nas décadas seguintes. Com o anúncio da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Olímpicos, o mercado de hostels do país começou a crescer e buscar cada vez mais profissionalização, o que abriu caminho para o reconhecimento internacional entre os viajantes e na prêmiação considerada o Oscar da hostelaria”, analisa o jornalista especialista em cultura hosteleira, Diego Bonel, que assinou a curadoria do estande “Experiência Hostel”, no Salão do Turismo 2025, em São Paulo.

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A premiação foi se adaptando às tendências ao longo dos anos e quando o turismo foi paralisado em 2020, a plataforma criou as categorias de voto popular com foco na agenda ESG. Em 2025, das três categorias voltadas ao turismo sustentável (Responsible Travel Award), duas ficaram com hostels brasileiros.

Em 2026, o Longboard Paradise, no Rio de Janeiro, é o hostel brasileiro indicado como um dos finalistas na categoria Eco-Warrior (voltada reconhecer práticas ambientais). O hostel brasileiro, que disputa com representantes de Ruanda, Colômbia, Índia e Taiwan, sustenta a indicação com resultados contínuos em geração de energia limpa, reuso de água, gestão de resíduos e restauração da vegetação costeira.

“O crescimento do espaço da hostelaria no Salão do Turismo nesses últimos três anos mostra o quanto o mercado nacional está maduro. Os mochileiros do mundo todo definitivamente estão de olho nas experiências únicas dos hostels brasileiros”, complementa Bonel.

Os finalistas foram escolhidos por uma comissão externa de jurados e agora, até o dia 19 de janeiro, o público geral pode votar nas melhores iniciativas por esse link.

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Os vencedores das demais categorias serão definidos com base nas avaliações deixadas pelos hóspedes após as estadias. O resultado será anunciado no site e nos perfis sociais da plataforma no fim desse mês. Quem votar participa de um sorteio e pode ganhar um voucher de €250 para se hospedar em hostels ao redor do mundo.

Por Fábio Marques com informações

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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MJSP divulga relatório e recomenda que plataformas exijam alvará para remunerar produtores de conteúdo infantojuvenil

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Brasília, 12/6/2026 – Nesta sexta-feira (12), Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (Sedigi), encaminhou ofício às principais plataformas digitais com recomendações para adequação ao ECA Digital (Lei nº 15.211/2025). 

O ofício foi baseado no Relatório do Comitê Consultivo articulado pelo MJSP, publicado na mesma data. As empresas oficiadas também receberam a íntegra do estudo feito pelo colegiado para diagnóstico e formulação de proposta para a regularização e fiscalização da atividade artística de crianças e adolescentes em ambientes digitais, nos termos da Portaria SEDIGI/MJSP nº 1, de 1º de abril de 2026.

Segundo o documento, a partir de 17 de junho, YouTube, Instagram, Facebook, TikTok, Twitch e Kwai devem se abster de monetizar ou impulsionar conteúdos que explorem, de forma habitual, a imagem ou a rotina de crianças e adolescentes sem autorização judicial. A exigência está prevista no art. 34 do Decreto nº 12.880/2026, que regulamenta o ECA Digital. 

A norma também proíbe veiculação, monetização ou impulsionamento de conteúdos que exponham crianças ou adolescentes a situações violadoras, vexatórias ou degradantes. 

“O objetivo do Comitê Consultivo foi avaliar as novas diretrizes resultantes da vigência do ECA Digital. Ao longo dos meses de abril e maio, foram realizadas reuniões com ampla participação interinstitucional e do setor interessado”, ressaltou o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes. 

A Sedigi recomendou ainda que as plataformas notifiquem todos os perfis sobre a obrigatoriedade de autorização judicial para conteúdos remunerados e adotem meios de verificação dos que já possuem alvará para atividade artística, conforme o art. 149 da Lei nº 8.069/1990. 

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Participaram do Comitê Consultivo representantes da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e da Secretaria de Acesso à Justiça (Saju), além dos Ministérios dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e do Trabalho e Emprego (MTE), e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). 

Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), além de especialistas, pesquisadores e integrantes de organizações da sociedade civil também contribuíram com os debates. 

Principais orientações do Comitê Consultivo

Entre as sugestões apresentadas pelo colegiado, estão: 

•  Adoção de diretrizes nacionais unificadas para o trabalho artístico de crianças e adolescentes em ambiente digital pelo CNJ e pelo CNMP; 

•  Previsão de conteúdo mínimo padronizado para autorizações judiciais, com exigência de consentimento da criança ou do adolescente, salvaguardas sobre frequência escolar, definição de conteúdos permitidos, e cláusula financeira para que eventuais rendimentos sejam revertidos em seu favor; 

•  Centralização da emissão de alvarás judiciais na Vara da Infância e Juventude do domicílio da criança ou do adolescente, permitindo o acompanhamento efetivo do cumprimento das condicionantes previstas na autorização judicial; 

•  Criação de um repositório nacional de alvarás judiciais para atividade artística de crianças e adolescentes em ambiente digital, mantido por solução tecnológica pública, com funcionamento centralizado e interoperável, minimização de dados, preservação do segredo de justiça e consulta automatizada por plataformas, poder público e sociedade civil; 

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Banco nacional de alvarás

Na terça-feira (9), o conselheiro Fábio Francisco Esteves apresentou ao Plenário do CNJ minuta de resolução sobre a autorização judicial para atividade artística de crianças e adolescentes em ambiente digital, elaborada a partir do relatório do Comitê Consultivo articulado pelo MJSP. A votação está prevista para 23 de junho. 

A minuta prevê a criação do Banco Nacional de Alvarás para a Participação de Crianças e Adolescentes no Ambiente Digital (BNAD), permitindo fiscalização e controle social. O juiz responsável pela concessão poderá estabelecer condições para proteger a saúde física, mental e emocional da criança ou do adolescente e preservar sua privacidade e dados pessoais. 

Os alvarás emitidos antes da entrada em vigor da norma permanecerão válidos até o término de sua vigência. Os novos terão validade máxima de 12 meses para crianças e de 18 meses para adolescentes, podendo ser revistos a qualquer tempo. A proposta também traz modelos de autorizações judiciais, com conteúdo mínimo obrigatório e vedação a conteúdos inadequados ou proibidos. 

A concessão do alvará pelas Varas da Infância e Juventude não afasta a atuação dos órgãos de fiscalização do trabalho, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho na apuração de casos de trabalho infantil irregular, fraude trabalhista, exploração econômica indevida e violações relacionadas às condições de trabalho, à saúde, à segurança e à remuneração. 

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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