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Investimento de R$ 7,5 milhões do Ministério do Turismo em Gramado (RS) reforça oferta de atrativos locais
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A cidade de Gramado (RS), famosa pelo seu deslumbrante Natal Luz e um dos principais destinos turísticos do Brasil, passa a oferecer aos visitantes melhores condições de desfrutar dos inúmeros atrativos locais. Com a presença do secretário nacional de Infraestrutura, Crédito e Investimentos do Ministério do Turismo, Carlos Henrique Sobral, e do prefeito municipal, Nestor Tissot, foi inaugurada a pavimentação asfáltica dos acessos ao roteiro “O Quatrilho” e ao Vale dos Pinheiros, iniciativa que diversifica as opções de lazer na região.
Os trabalhos tiveram um total de R$ 7,5 milhões do Ministério do Turismo, além de outros cerca de R$ 2,2 milhões do município. No caso do roteiro “O Quatrilho”, a obra amplia as possibilidades de visitação para além do centro urbano de Gramado. A pavimentação fortalece o turismo rural e a oferta de vivências autênticas, que resgatam a memória, as tradições e o modo de vida do interior, valorizando a identidade local e distribuindo o fluxo turístico na região.
Já a obra de ligação ao Vale dos Pinheiros desempenha um papel estratégico na diversificação da disponibilidade de atrativos de Gramado. A medida consolida o município não apenas como referência em turismo de inverno e gastronomia, mas, também, como um destino de natureza exuberante, ampliando as experiências proporcionadas aos viajantes e favorecendo a procura por atividades de contemplação e diversão ao ar livre.
Representando o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o secretário Carlos Henrique Sobral apontou o impacto positivo das obras apoiadas pelo Governo do Brasil na cidade. “Essas obras, uma parceria com o município de Gramado, melhoram a segurança, aprimoram a ligação aos atrativos e fortalecem a experiência do visitante. E esse volume de investimentos se traduz em mais competitividade para o destino, mais oportunidades para empreendedores e mais geração de emprego e renda à população, uma prioridade do ministro Gustavo Feliciano e do governo do presidente Lula”, ressaltou.
“O Ministério do Turismo reafirma seu compromisso com Gramado e os municípios que transformam investimento público em resultados visíveis para a população e o setor produtivo do turismo. Esse investimento ajuda a consolidar a grande contribuição da cidade e de todo o Rio Grande do Sul aos avanços que estamos alcançando no turismo em todo o Brasil”, acrescentou Sobral, citando dados a exemplo da chegada recorde de 9,2 milhões de turistas internacionais ao Brasil em 2025. No mesmo período, Gramado recebeu 97 mil visitantes estrangeiros, provenientes de 72 países diferentes.
O secretário do Ministério do Turismo também destacou o empenho do Governo do Brasil pela promoção turística do Rio Grande do Sul, tanto no próprio país quanto em eventos do qual a pasta participa no exterior. Carlos Henrique Sobral elencou ações como a presença do Estado nas últimas edições do Salão do Turismo (2023, 2024 e 2025) e, ainda, no estande do Brasil na BTL 2026, em Lisboa (Portugal), quando o Brasil foi o Destino Internacional Convidado e levou para a feira 24 Unidades da Federação coexpositores.
A inauguração dos trabalhos nesta terça-feira em Gramado também teve as presenças da vice-prefeita da cidade, Luia Barbacovi; do secretário municipal de Obras, William Camilo; e de Leonardo Costanzi, supervisor da Representação da Gerência Executiva de Governo da Caixa Econômica Federal em Caxias do Sul (RS), além de parlamentares e representantes do trade turístico local.
ROTEIRO “O QUATRILHO” – Uma história de livro que virou filme, a rota “O Quatrilho” foi construída no final do século XIX pelas famílias Trentin e Dal Ri, que colonizaram a terra e cultivaram a produção de frutas e vinhos na região. Localizado em meio a vales e riachos, o percurso envolve outro grande marco da história local: o Moinho Colonial, um cenário encantador que oferece um mirante e marca turistas com experiências afetivas, histórias, sabores e tradição familiar.
RIO GRANDE DO SUL EM DESTAQUE – Em janeiro de 2026, o Rio Grande do Sul foi a principal porta de entrada dos mais de 1,4 milhão de turistas internacionais que vieram ao Brasil. O Estado registrou quase 367 mil visitantes estrangeiros, posicionando o território gaúcho como o principal acesso de viajantes estrangeiros no país. Nacionalmente, esse fluxo de público injetou US$ 731 milhões na economia nacional, o 3º melhor resultado de janeiro da história, segundo a Embratur.
Por André Martins
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



