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Lewandowski recebe título de professor honoris causa da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo

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São Paulo, 07/04/2025 – Ex-aluno, professor e vice-diretor da Faculdade de Direito de São Bernardo do Campo (FDSBC), em São Paulo (SP), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, retornou à instituição, nesta segunda-feira (7), para um momento especial. Durante aula magna em que falou sobre sua trajetória e fez reflexões sobre os desafios do sistema de justiça e da segurança pública no Brasil, Lewandowski recebeu o título de professor honoris causa, a mais alta honraria da instituição, em reconhecimento à sua notável carreira acadêmica, jurídica e institucional.

O ministro expressou satisfação em retornar à cidade, destacando sua importância histórica e política no cenário nacional. Ele também ressaltou o papel fundamental da faculdade nos movimentos de resistência à ditadura militar e no processo de redemocratização do Brasil, que resultou na Constituição de 1988. “Minha satisfação e orgulho não é apenas de cidadão honorário, mas de alguém que deu um pouco da vida e esforço para que a cidade pudesse progredir”, disse.

A diretora da FDSBC, professora doutora Priscilla Simonato, afirmou que o título concedido reconhece não apenas o brilhante desempenho do homenageado como aluno e professor da instituição, mas também suas relevantes atuações no Ministério da Justiça e Segurança Pública e no Supremo Tribunal Federal. “A sua contribuição para a justiça e para o fortalecimento do Estado de Direito no Brasil é uma fonte de grande inspiração para toda a comunidade acadêmica”, afirmou.

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Presente ao evento, o prefeito de São Bernardo do Campo, Marcelo Lima, manifestou sua honra em receber o ministro na cidade, destacando sua trajetória exemplar em cargos públicos e sua defesa da democracia. “Nosso ministro sempre atuou com brilhantismo, transparência e preservando algo que é muito importante e fundamental para o País, a democracia”, salientou.

Impactos da IA na sociedade

Na ocasião, Lewandowski também refletiu sobre os impactos da inteligência artificial e das tecnologias digitais na sociedade contemporânea, destacando os desafios éticos, sociais e existenciais que elas impõem. Ele citou questões como a invasão de privacidade, a disseminação de fake news, os relacionamentos virtuais e o uso de robôs para aconselhamento psicológico, levantando dúvidas sobre os limites entre realidade e ficção.

“A academia é o único setor que pode nos salvar dessas incertezas, separar o que é verdade do que não é”, defendeu, explicando que o papel das universidades está na produção, e não apenas na recepção do conhecimento, e incentivando os alunos a pensarem criticamente.

PEC da Segurança Pública

Na oportunidade, Lewandowski apresentou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança pública. A iniciativa é uma aposta do Governo Federal para reformular profundamente o sistema de segurança pública do Brasil que, de acordo com o ministro, é ultrapassado. Ele destacou que o atual modelo, baseado em estruturas locais e fragmentadas, é ineficaz diante da complexidade e expansão do crime organizado, que atua em escala nacional e internacional.

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A PEC tem quatro pilares. O primeiro é relacionado a diretrizes nacionais de segurança. O Governo Federal poderá emitir diretrizes gerais para alinhar ações em estados e municípios, criando um sistema unificado de informações sobre criminalidade.

A ampliação do papel da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal também é um pilar da proposta. A PF terá atribuições mais amplas no combate ao crime organizado e ambiental, e a PRF passará a atuar também em ferrovias e hidrovias, sendo rebatizada como Polícia Viária Federal.

O terceiro pilar da PEC sugere que todos os órgãos de segurança tenham instâncias independentes para fiscalização, visando combater abusos e corrupção, com a criação de corregedorias e ouvidorias autônomas. Por fim, o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) também foi contemplado no texto que, se aprovado, deverá impedir contingenciamentos e garantir recursos para investimentos.

Além disso, a PEC inclui expressamente as Guardas Municipais no rol dos órgãos de segurança pública previstos no Artigo nº 144 da Constituição Federal, formalizando o papel dessas corporações no policiamento ostensivo e comunitário.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba: santuário de lagoas costeiras e biodiversidade preservada no litoral fluminense

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Localizado no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro, abrangendo os municípios de Macaé, Carapebus e Quissamã, o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba reserva aos visitantes uma surpreendente riqueza hídrica e paisagística. Fundada em 1998, a unidade possui um ecossistema caracterizado pelo forte contraste entre o solo arenoso e a abundância dos espelhos d’água.

Ao longo dos seus 44 quilômetros de praias praticamente intocadas, o parque abriga um complexo de cerca de 18 lagoas costeiras de águas límpidas, como as de Carapebus, Paulista, Comprida, de Jurubatiba e Encantada. Caminhar por trilhas sombreadas pela vegetação de restinga nas primeiras horas da manhã ou contemplar o pôr do sol refletido em águas calmas é uma ótima dica.

Esse grande mosaico ecológico serve de refúgio para uma vasta biodiversidade, reunindo espécies raras de flora, peixes, anfíbios e dezenas de aves migratórias e residentes, que utilizam a área como ponto de alimentação e reprodução.

Para os mais aventureiros, a Restinga de Jurubatiba proporciona atividades que vão além dos banhos de lagoa. Passeios de caiaque pelo Canal de Campos-Macaé – obra histórica do século XIX que cruza a reserva – e trajetos percorridos de bicicleta ou a bordo de veículos autorizados revelam a harmonia entre história, cultura local e conservação.

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Jurubatiba representa uma das maiores e mais bem preservadas extensões contínuas de restinga do litoral brasileiro, constituindo também um laboratório vivo para pesquisas científicas e um modelo de ecoturismo sustentável no Estado do Rio.

Como chegar

A principal porta de entrada para o Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba é o município de Macaé ou a capital do Estado. A partir da cidade do Rio de Janeiro (RJ), o acesso terrestre principal utilizas a rodovia BR-101 no sentido Norte, seguindo em direção a Macaé, Carapebus ou Quissamã, em uma viagem de cerca de 3 a 4 horas.

Por se tratar de uma unidade de conservação de proteção integral, há restrições e regulamentações para o acesso de veículos em determinadas áreas. A visitação às trilhas e lagoas é realizada preferencialmente a pé, de bicicleta ou por meio de passeios aquáticos e de veículos credenciados, com acompanhamento de condutores ambientais autorizados pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), garantindo o mínimo impacto ambiental e a total preservação desse verdadeiro tesouro fluminense.

Por André Martins

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Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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