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“Liberdade e Soberania”: mulheres extrativistas de Alagoas trazem a força da pimenta rosa para o Salão do Turismo

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“Eu sou agricultora familiar, mas também sou extrativista desde que eu me lembro que eu era gente”. É com essa frase, carregada de orgulho e história, que Rita Paula dos Santos Ferreira se apresenta. Vinda de Piaçabuçu (AL), cidade banhada pela Foz do Rio São Francisco, ela traz na bagagem mais do que produtos: traz a força de uma cooperativa formada por 99% de mulheres que encontraram no extrativismo a sua autonomia.

A história da cooperativa começou em 2010, a partir de um projeto social focado em um tesouro da região: a pimenta rosa, também conhecida como aroeira. O projeto capacitou as extrativistas locais e, 15 anos depois, o resultado é uma linha de produtos que reflete a diversidade do bioma. Além da pimenta rosa, elas produzem geleia de mangaba, de tamarindo, caju passa e um belíssimo artesanato com a palha do ouricuri, uma palmeira nativa do Nordeste.

Para Rita Paula, cada produto vendido representa muito mais do que sustento. “Produzir representa a sustentabilidade da minha família e a soberania minha como mulher, como extrativista. É poder ter um poder econômico que depende de mim, depende das minhas mãos”, afirma. É um trabalho que, segundo ela, dá visibilidade a mulheres que muitas vezes são invisíveis para a sociedade. “Estar neste espaço, mostrando a nossa cara, mesmo com todas as dificuldades, é gratificante”, completa.

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Essa história de empoderamento e os sabores autênticos de Alagoas estão presentes no Mercadão da Agricultura Familiar, um espaço dentro do Salão do Turismo. Os visitantes do evento, que acontece de 21 a 23 de agosto em São Paulo, tem a chance de conhecer de perto a história de Rita Paula e de suas companheiras de cooperativa. “Eu passo sentimento, eu passo o que realmente a gente está sentindo”, diz ela, ansiosa para compartilhar sua jornada e seus produtos com o público.

MERCADÃO – Para incentivar o turismo de base comunitária e a agricultura familiar, os Ministérios do Turismo (MTur) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) criaram o espaço do Mercadão, ponto de encontro para quem deseja levar um pedacinho do Brasil para casa. O local reúne produtos regionais, gastronomia típica e produções de associações que valorizam a identidade cultural e a criatividade de todas as regiões do país. São 69 expositores que apresentam mais de 300 produtos, entre queijos, geleias, cervejas, cafés, vinhos, farinhas, chocolates, azeites, plantas medicinais e muito mais.

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O EVENTO – Com o tema “Diversidade, Inclusão e Sustentabilidade no Turismo”, o 9º Salão do Turismo reúne as 27 Unidades da Federação em uma grande vitrine de gastronomia, cultura, artesanato, experiências imersivas e oportunidades de negócios. Promovido pelo Ministério do Turismo, o evento integra, também, a estratégia do Feirão do Turismo: Conheça o Brasil, fortalecendo a comercialização de destinos e produtos de todo o país, alinhado ao Plano Nacional do Turismo 2024-2027 e ao Programa de Regionalização, com foco na geração de emprego e renda no setor.

PARCERIA – O 9º Salão do Turismo: Conheça o Brasil, a maior vitrine do turismo brasileiro, é promovido pelo Ministério do Turismo em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de São Paulo. O evento conta, ainda, com o apoio do SESC , SENAC , Sebrae , além de parceiros como Embratur, Itaipu Binacional, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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