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Livro sobre neoindustrialização é finalista do Jabuti Acadêmico

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O livro “Neoindustrialização brasileira”, idealizado e organizado pelo engenheiro Sérgio Knorr Velho, está entre os finalistas da segunda edição do prêmio Jabuti Acadêmico. A lista dos finalistas em várias categorias foi divulgada nesta terça-feira (22/7) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

O livro – com 14 artigos escritos por 20 estudiosos, acadêmicos, técnicos e analistas ligados aos setores público e privado – discute as razões da desindustrialização brasileira e a retomada das políticas públicas nessa área, apresentando propostas, limites e desafios da neoindustrialização.

Os autores são Luiz Carlos Bresser-Pereira, Luiz Gonzaga Belluzzo, Tatiana Farah, Verena Hitner, Cristina Reis, Milene Tessarin, André Nassif, Paulo César Morceiro, Celso Pancera, Rafael Dubeux, José Luis Gordon, João Paulo Pieroni, Caetano Penna, Adalmir Marquetti, Pedro Fonseca, Hudson Mendonça, Mario Bernardini, Antônio Carlos Diegues e Jackson De Toni. O coletivo reindustrialização também colabora com um artigo na obra.

Knorr Velho, que organizou a publicação, é servidor público federal de carreira e trabalhou por 10 anos no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Desde 2023, faz parte dos quadros técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

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Ele conta que o livro é resultado de debates iniciados em 2022, com a formação de um coletivo de servidores e acadêmicos que sentia falta de uma discussão mais aprofundada sobre políticas industriais na campanha presidencial daquele ano.

“Fizemos vários encontros virtuais utilizando a plataforma do canal universitário da UnBTV”, recorda. “Na época, a gente falava em ‘reindustrialização’, já que ainda não havia esse conceito de ‘neoindustrialização’, que foi trazido mais tarde pelo presidente Lula e pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, e que a gente incorporou, porque de fato faz mais sentido”, explica.

Alckmin assina o prefácio do livro, que tem 344 páginas e foi publicado em janeiro de 2025, um ano depois do lançamento da Nova Indústria Brasil (NIB) pelo governo federal.

“O livro serve como um importante registro das reflexões essenciais sobre a política industrial, cuja concepção e organização iniciaram-se em 2022. Ele busca explorar a neoindustrialização do Brasil através de um projeto de desenvolvimento que tem como objetivo fortalecer a indústria nacional de maneira inovadora, digital, sustentável e produtiva, com um enfoque especial no bem-estar das pessoas”, diz o organizador.

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 A publicação é da Editora Blucher.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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