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Luiz Marinho participa da abertura da exposição pelos 80 anos do SESI em Brasília

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, participou nesta quarta-feira (1º) da abertura da exposição em comemoração aos 80 anos do Serviço Social da Indústria (Sesi), no Sesi Lab, em Brasília. A mostra reúne mais de 400 fotografias, documentos e objetos que retratam a trajetória da instituição e sua contribuição para a educação, a saúde, a cultura e a qualidade de vida dos trabalhadores da indústria brasileira.

Durante o evento, o ministro destacou a importância da preservação dos direitos trabalhistas e manifestou preocupação com o avanço da pejotização, prática que, segundo ele, pode comprometer o financiamento de políticas públicas e de instituições como o Sistema S.

“Há um debate perigoso de desorganização da CLT por meio da pejotização. O problema ocorre quando uma empresa contrata outra empresa terceirizada, que, por sua vez, contrata trabalhadores como MEI. Isso caracteriza fraude trabalhista. Esse modelo enfraquece o FGTS, que financia a habitação popular, o saneamento e a infraestrutura, além de comprometer o Sistema S, cujos recursos têm origem na folha de pagamento”, afirmou Luiz Marinho.

O ministro também defendeu a necessidade de aproximar os jovens da indústria e contestou a ideia de que essa geração não tem interesse pelo trabalho. Segundo ele, os dados do mercado formal de trabalho mostram uma realidade diferente.

“Dizem que os jovens não querem mais trabalhar, mas isso não é verdade. Dos empregos criados, cerca de 80% são ocupados por jovens de até 24 anos. Criou-se uma narrativa que não corresponde à realidade. O que precisamos é oferecer oportunidades, qualificação e perspectivas para que esses jovens ingressem e permaneçam no mercado de trabalho”, afirmou Luiz Marinho.

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“Além de celebrar uma trajetória de oito décadas em áreas tão importantes de atuação, o Sesi olha para o futuro. Nosso compromisso é contribuir com soluções para os desafios atuais do país, da saúde integral à educação do século XXI, com foco em inovação, desenvolvimento e qualidade de vida para os trabalhadores da indústria e suas famílias”, afirmou o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior.

“O Sesi tem um papel fundamental na formação de cidadãos cada vez mais preparados, com uma visão moderna e alinhada às novas realidades que surgem a todo momento. Nosso compromisso é seguir criando as condições necessárias para fortalecer o que é essencial para a indústria: mais produtividade, inovação e competitividade”, destacou o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e diretor do Sesi, Ricardo Alban.

Serviço Social da Indústria (Sesi)

Criado em 1º de julho de 1946, logo depois do fim da Segunda Guerra Mundial e no contexto do pós-guerra e da redemocratização, o Sesi tornou-se uma das maiores redes de desenvolvimento social, com presença em todas as unidades da Federação. Em 2025, a instituição se consolidou como a maior rede privada de educação do país, com escolas presentes em todos os estados brasileiros.

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A rede conta com 468 unidades, das quais 396 são escolas, 71 são unidades de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e uma de ensino superior. Ao todo, o Sesi está presente em 377 municípios brasileiros.

No ano passado, foram registradas mais de 390 mil matrículas na Educação Básica: sendo 9 mil alunos da Educação Infantil, 74 mil do Ensino Fundamental I, 92 mil do Ensino Fundamental II, 85 mil do Ensino Médio e 128.991 da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Exposição

A história da instituição é retratada por meio de uma exposição no Sesi Lab, em Brasília, que será aberta ao público neste sábado (4/7). Os visitantes poderão conhecer, por exemplo, a Carta da Paz Social, documento fundador do Sesi. Elaborado no contexto do pós-guerra e da redemocratização, o texto defende a cooperação entre trabalhadores, empregadores e poder público como caminho para o desenvolvimento nacional.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MEC lança Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos

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O Ministério da Educação (MEC) lançará, nesta sexta-feira, 3 de julho, a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), iniciativa que busca assegurar a oferta qualificada, o acesso, a permanência e o êxito escolar dos estudantes atendidos por essa modalidade de ensino. A cerimônia de lançamento será realizada no auditório do MEC, em Brasília. 

O evento reunirá representantes do MEC e outras autoridades do governo federal. Na ocasião, será lançado o edital de seleção de artigos acadêmicos voltados a pesquisadores surdos, pesquisadoras surdas e ouvintes que desenvolvem estudos sobre educação bilíngue de surdos. Os trabalhos selecionados irão compor os Cadernos Equidade, publicação produzida a partir da parceria entre a Unesco e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi). 

A PNEBS responde a uma demanda da comunidade surda e das redes públicas de ensino ao fortalecer políticas voltadas à garantia dos direitos educacionais e   linguísticos dos estudantes, em consonância com a legislação vigente.  

Atualmente, apenas 12% das redes de ensino dispõem de materiais pedagógicos adequados em Libras. As provas, no formato VídeoLibras, alcançam somente 1,31% dos estudantes e, embora cerca de 51% das escolas possuam Salas de Recursos Multifuncionais, ainda há carência de apoio bilíngue especializado. Além disso, apenas 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue de surdos, reflexo da reduzida oferta de cursos de pedagogia bilíngue no país. 

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Público-alvo – A Educação bilíngue de surdos no Brasil contempla estudantes surdos, surdocegos, com deficiência auditiva sinalizantes, surdos com altas habilidades ou superdotação e surdos com outras deficiências associadas. O atendimento ocorre em diferentes espaços educacionais, como escolas bilíngues de surdos, classes ou turmas bilíngues, escolas comuns e polos de educação bilíngue de surdos. 

Eixos – A PNEBS será estruturada a partir dos seguintes eixos: 

1. Governança e coordenação federativa; 
2. Diretrizes; 
3. Currículo e material didático-pedagógico; 
4. Produção de conhecimento e monitoramento; 
5. Formação; 
6. Reconhecimento, valorização e difusão de experiências inovadoras. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi  

Fonte: Ministério da Educação

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