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MDIC e SENAC oferecem 220 vagas em cursos de qualificação em comércio exterior
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A partir desta terça-feira, dia 3 de junho, estão abertas as inscrições para o curso gratuito de qualificação profissional em Assistente de Serviços de Comércio Exterior. São 220 vagas a serem ofertadas em 10 municípios de nove estados.
Com carga horária de 160 horas e certificação reconhecida nacionalmente, as aulas são presenciais. Serão duas datas de inscrições, conforme a localidade: o primeiro período, de 3 a 30 de junho, será para as pessoas que moram nas cidades de Rio Grande (RS), Fortaleza (CE), Joinville e Itajaí (SC), Santos (SP), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA).
Em Paranaguá (PR) e Vitória (ES), as inscrições poderão ser feitas entre 1 e 31 de julho. A data de início das aulas e o horário variam, de acordo com a cidade. Serão ofertadas 20 vagas para cada turma. Veja abaixo:

- Vagas são destinadas a pessoas negras, a partir de 16 anos.
As vagas são destinadas a pessoas negras, a partir de 16 anos. Caso não sejam preenchidas, serão abertas para o público em geral. Em qualquer caso, o requisito básico para participar é ter renda per capita familiar de até dois salários-mínimos e ensino médio concluído ou em curso.
Essa iniciativa faz parte do Programa Raízes Comex e é resultado de uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e já ofertou 200 vagas no primeiro semestre de 2025.
A iniciativa visa capacitar profissionais para atuar em operações de importação e exportação, fortalecendo a diversidade e a competitividade do setor.
“Ao reconhecer a diversidade como um ativo econômico, o Raízes Comex se posiciona como uma ponte para a redução das desigualdades, a conexão de talentos e o fortalecimento da competitividade do comércio exterior brasileiro”, afirma Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do MDIC.
“A oferta desses cursos está totalmente afinada à missão do Senac de educar para o trabalho, de forma inclusiva e inovadora, alcançando um número cada vez maior de brasileiros. Assim, ampliamos as possibilidades de inserção profissional da população negra neste setor estratégico para o desenvolvimento do país e impulsionamos nossa cultura exportadora”, completa o presidente do Sistema CNC – Sesc- Senac, José Roberto Tadros.
Formação
O curso prepara profissionais para atuar como assistentes em comércio exterior, com habilidades em logística, despacho aduaneiro, gestão de custos e documentação. As aulas incluem conteúdos práticos, com foco na empregabilidade em empresas de diversos portes.
Inscrições e informações:
Os detalhes sobre documentação, critérios de seleção e links para inscrição estão disponíveis no site do MDIC.
Sobre o Programa Raízes Comex
O Raízes Comex é um programa do MDIC que tem o objetivo de aumentar a participação de pessoas negras no comércio exterior. Por meio de ações estratégicas, como capacitação e suporte para o desenvolvimento profissional, visibilidade internacional dos produtos e serviços oferecidos por empreendedores negros e reconhecimento de empresas que promovam diversidade racial no comércio exterior, o programa contribui para reduzir desigualdades históricas e estruturais, conectando jovens negros a carreiras no comércio exterior.
Lançado em novembro de 2024, o programa já ofertou, neste período, 920 vagas, de forma online e presencial, em comércio exterior, por meio de várias parcerias: com o Instituto Procomex/ONG Vocação (250 vagas online); o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros (Sindasp/Educomex (250 vagas online); e com o Senac (200 vagas presenciais no primeiro semestre e 220, agora, para este segundo semestre).
Sobre o Senac
O Senac é uma instituição de ensino com ampla atuação na capacitação profissional nas áreas de comércio, serviços e turismo. Os cursos do Raízes Comex são oferecidos via Programa Senac de Gratuidade (PSG), iniciativa que promove inclusão proporcionando a qualificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social e oferecendo uma educação de qualidade para o mercado de trabalho.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



