BRASIL
MDIC inicia projeto para mapear bancos de germoplasma e fortalecer indústria de bioinsumos
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O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria (SEV), realizou nesta semana a reunião de lançamento do projeto “Fortalecer a cadeia produtiva da indústria de bioinsumos nacional fornecendo um diagnóstico situacional dos bancos de germoplasma”. A iniciativa é resultado de um Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o MDIC e a Universidade Federal do Paraná (UFPR), em abril passado.
O projeto vai mapear e avaliar os bancos de germoplasma existentes no país, responsáveis pela conservação de material biológico utilizado em pesquisas, inovação e produção de bioinsumos. O trabalho inclui o levantamento das instituições atuantes, análises técnico-operacionais, estudo de referências internacionais e a definição de diretrizes para aprimorar a gestão dessas estruturas.
Para a secretária da SEV, Julia Cruz, o projeto representa um passo importante para fortalecer a infraestrutura de conhecimento que sustenta a indústria de bioinsumos no Brasil. “Com este diagnóstico, queremos enxergar com clareza o que o país já tem em seus bancos de germoplasma e transformar um conhecimento hoje fragmentado em informação acessível a pesquisadores, empresas e instituições”, afirmou.
Além do diagnóstico, o projeto prevê a realização de grupos de discussão, capacitações técnicas e o desenvolvimento de uma plataforma digital que reunirá e disponibilizará as informações coletadas. Ao final dos trabalhos, os resultados serão oferecidos de forma aberta e transparente para toda a sociedade.
A iniciativa se soma a outras ações estratégicas conduzidas pelo MDIC para fortalecer a bioindústria brasileira. Entre elas está o TED recentemente celebrado com o Inmetro para a criação de um laboratório de referência voltado à qualidade e à rastreabilidade de insumos biológicos de interesse da bioindústria.
A reunião de abertura contou com a participação de representantes MDIC, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Estado do Paraná (Fundação Araucária) e da coordenação do projeto.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Operação Narke 6 avança contra lavagem de dinheiro do narcotráfico no Rio Grande do Sul
Porto Alegre, 11/06/26 – Como parte da Operação Narke 6, iniciativa nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para combater o tráfico de drogas, a lavagem de capitais e as organizações criminosas, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na quinta-feira (11), a Operação Apakani. A ação tem como objetivo desarticular um grupo criminoso especializado na ocultação de recursos provenientes do narcotráfico.
Coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), por meio da Delegacia de Repressão ao Crime de Lavagem de Dinheiro (DRLD) e da Divisão de Inteligência Policial e Análise Criminal (Dipac), a ofensiva cumpriu 28 mandados de prisão preventiva, cinco mandados de prisão temporária e 69 mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas de bloqueio de 59 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas e o sequestro de 14 veículos.
As apurações tiveram início em 2023, após a apreensão de 1,3 tonelada de maconha no município de Canoas (RS). A partir das diligências, a Polícia Civil identificou uma organização voltada à distribuição de cocaína e crack em larga escala no Rio Grande do Sul, com atuação interestadual e uso de imóveis alugados para armazenamento de entorpecentes.
As diligências ocorreram em municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, além de empresas localizadas nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Mandados também foram cumpridos em unidades prisionais do Rio Grande do Sul e do Paraná.
Movimentação milionária
Ao longo das apurações, foram implementadas 71 medidas cautelares para quebra de sigilos bancário, fiscal, financeiro e telemático, o que permitiu identificar o funcionamento do esquema financeiro do grupo.
Segundo a Polícia Civil, a organização movimentou mais de R$ 21,3 milhões durante o período investigado. Os recursos eram ocultados por meio de empresas de fachada, aquisição de veículos, movimentações bancárias fracionadas, uso de contas de terceiros e outras estratégias destinadas a dificultar o rastreamento dos valores.
As análises financeira e patrimonial identificaram ainda 21 empresas utilizadas para operacionalizar o esquema de lavagem de dinheiro nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os bens e valores vinculados a essas empresas são alvo de medidas judiciais de indisponibilidade.
Ao todo, a ação mobiliza 299 policiais civis dos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. De acordo com os delegados responsáveis pelo caso, o objetivo é responsabilizar lideranças do grupo criminoso e sua rede de operadores financeiros e logísticos, além de enfraquecer a base econômica que sustenta as atividades ligadas ao narcotráfico.
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