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MDIC lança chamada para instalação de Célula BIM na região Centro-Oeste

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Começa nesta quarta-feira (3/12) e vai até o próximo dia 12 de dezembro o período de inscrições para universidades e institutos federais do Centro-Oeste que estejam interessados em desenvolver a primeira Célula BIM nesta região do país. BIM é a sigla em inglês para “Modelagem de Informação na Construção” – um conjunto de tecnologias que permite criar e usar modelos digitais colaborativos para projetar, construir e operar edificações.

A chamada para as inscrições do Centro-Oeste foi publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta semana. Os detalhes podem ser acessados aqui. O objetivo do edital é selecionar e apoiar a implantação de um laboratório de tecnologia BIM em uma instituição pública de ensino superior.

As Células BIM são laboratórios acadêmicos com grupos de professores e alunos responsáveis pela elaboração de planos voltados à incorporação curricular de processos e tecnologias integradas.

A instituição selecionada terá apoio financeiro e técnico do Projeto Construa Brasil, desenvolvido e coordenado pelo MDIC, com consultoria especializada, capacitação, concessão de bolsas de estudo e equipamentos para montagem de laboratório acadêmico, incluindo estações de trabalho completas com softwares BIM, notebook, drone, óculos de realidade aumentada e kit de robótica.

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Esta ação está alinhada às missões da Nova Indústria Brasil (NIB), em especial à Missão 3 (Infraestrutura e Construção Civil) e à Missão 4 (Transformação Digital), fortalecendo a Estratégia Nacional de Disseminação do BIM (Estratégia BIM BR).

Sobre o Construa Brasil

O Construa Brasil é resultado do Termo de Colaboração celebrado entre o MDIC e a Rede Catarinense de Inovação (Recepeti). O projeto faz parte da Nova Indústria Brasil (NIB).

Todas as suas iniciativas visam desburocratizar, digitalizar e industrializar o setor da construção, promovendo a melhoria do ambiente de negócios, gerando empregos, elevando o PIB nacional e contribuindo para o crescimento da economia brasileira.

Vinte e sete instituições de ensino de 13 estados brasileiros já aderiram ao protocolo desenvolvido pelo Construa Brasil para adoção e disseminação de tecnologias que tornam a construção civil mais rápida, precisa e eficiente.

Para mais informações, acesse: www.gov.br/mdic/construabrasil

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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