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MDIC realiza oficinas com o governo de Tocantins para elaboração de plano de incentivo às exportações

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Com o objetivo de fortalecer a inserção de empresas tocantinenses no comércio internacional, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o governo do estado do Tocantins realizaram nesta semana, entre os dias 9 e 11 de abril, em Palmas (TO), uma série de oficinas presenciais para a construção do Plano Estadual de Promoção da Cultura Exportadora. A iniciativa integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE), instituída pelo governo federal em 2023, e conta com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

As oficinas, realizadas na sede da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO), fazem parte do processo colaborativo de elaboração do plano estadual, reunindo cerca de 30 representantes de instituições federais e locais. O objetivo é identificar estratégias e ações concretas para impulsionar as exportações regionais, com foco especial nas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs).

Na abertura dos encontros, estiveram presentes o Secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Carlos Humberto Lima, o Coordenador-Geral de Promoção das Exportações da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, Paulo Guerrero, e a Consultora do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Nathalie Tiba. 

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“O plano que vamos construir aqui no Tocantins é fruto de um trabalho participativo, baseado no diálogo e na troca de experiências entre os diferentes níveis de governo e as instituições envolvidas com o comércio exterior. Nosso desafio é transformar o comércio exterior em uma agenda mais inclusiva e presente nos territórios, para distribuir melhor os benefícios da exportação pelo país,” explica Paulo Guerrero.

Durante os três dias de encontro, os participantes irão realizar atividades práticas, como a análise de contexto local, definição de objetivos estratégicos e estruturação do portfólio de ações que irá compor o plano estadual.

O Tocantins é um dos dois estados da Amazônia Legal que participam desta nova etapa da PNCE em 2025, ao lado do Mato Grosso. O trabalho no estado é coordenado pela Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços do Tocantins (SICS), em articulação com o Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE). Atualmente, o Tocantins conta com cerca de 50 empresas mercantis exportadoras (dados de 2024). Os principais produtos exportados são soja, carne bovina e milho, com destaque para os mercados da China, Espanha e Suíça.

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Para o secretário de Estado da Indústria, Comércio e Serviços, Carlos Humberto Lima, a iniciativa representa um avanço na articulação de políticas públicas voltadas à exportação. “Estamos trabalhando para que mais empresas tocantinenses, inclusive as de menor porte, possam acessar o mercado internacional. A participação na formulação da PNCE é uma oportunidade para alinharmos esforços e construirmos um ambiente mais competitivo, inovador e preparado para os desafios do comércio exterior”, afirmou.

A PNCE foi criada com o objetivo de promover a cultura exportadora no Brasil de forma coordenada e estruturada, estimulando o envolvimento dos governos estaduais e de diferentes órgãos e instituições públicos e privados ligados ao comércio exterior. No âmbito da nova PNCE, a construção de planos estaduais de cultura exportadora, em cooperação com atores locais, teve início com um projeto-piloto no Estado do Pará, e em 2024 avançou para Pernambuco e Rondônia.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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