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MEC cria comissão para implantar a Unind

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Logo após a sanção da lei de criação da Universidade Federal Indígena (Unind) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ocorrida na última quinta-feira, 28 de maio, o Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta segunda-feira, 1º de junho, a Portaria MEC nº 501/2026, que cria a comissão de implantação da nova instituição de educação superior. 

A comissão terá papel decisivo e atuará nas fundações estruturais da Unind. Entre as suas competências, a comissão deverá realizar debates e estudos técnicos, além de ser responsável por elaborar documentos essenciais, como o estatuto, o regimento geral e o projeto pedagógico institucional. A equipe também definirá toda a estrutura acadêmica e organizacional e vai propor o modelo de governança da 70ª universidade federal brasileira. 

Composição plural e representativa – Para garantir que a implantação atenda às necessidades dos povos originários e conte com a expertise do meio acadêmico, a comissão será formada por representantes titulares e suplentes de diferentes esferas. A composição estabelecida pela portaria conta com:  

  • MEC: seis representantes, incluindo a Secretaria-Executiva (SE), a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) e a Secretaria de Educação Superior (Sesu), que exercerá a secretaria-executiva do grupo.  
  • Oito membros indicados pelo Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI).  
  • Dois representantes do Ministério dos Povos Indígenas (MPI). 
  • Dois da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).  
  • Cinco representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). 

Funcionamento e prazos – A comissão terá autonomia para escolher sua presidência e vice-presidência, mediante aprovação de maioria simples dos membros. As reuniões do grupo ocorrerão uma vez por mês, podendo haver convocações extraordinárias por parte da presidência.  

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Para enriquecer as discussões, a comissão também poderá convidar especialistas e representantes de outras entidades públicas, privadas, indígenas e indigenistas para contribuir com os debates, atuando sem direito a voto.  

Um cronograma detalhado de trabalho ainda será estabelecido pelo colegiado e encaminhado ao ministro da Educação, Leonardo Barchini. A comissão terá o prazo de duração de um ano, contado a partir da sanção da lei que criou a Unind, período que poderá ser prorrogado por mais um ano, se necessário. A participação na comissão é considerada prestação de serviço público relevante e seus integrantes não serão remunerados.  

Unind – A Universidade Federal Indígena tem como objetivos produzir conhecimentos científicos e técnicos voltados ao fortalecimento cultural, à gestão territorial e ambiental e à garantia dos direitos indígenas, em diálogo com os conhecimentos e saberes tradicionais; desenvolver pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e promover extensão universitária; valorizar e incentivar as inovações tecnológicas apropriadas aos contextos ambientais e sociais dos territórios indígenas; promover a sustentabilidade socioambiental dos territórios e dos projetos societários de bem viver dos povos indígenas; e valorizar, preservar e difundir os saberes, culturas, histórias e línguas dos povos indígenas do Brasil e da América Latina.  

A instituição deve iniciar as atividades acadêmicas em 2027, com a oferta de dez cursos de graduação voltados às áreas consideradas estratégicas para os povos indígenas, como gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores, além de áreas estratégicas para autonomia e atuação profissional. Os demais cursos e possíveis novos campi deverão ser implementados gradativamente. 

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Histórico – A criação de uma universidade indígena é uma demanda histórica que começou a ser debatida no âmbito da Comissão Nacional de Educação Escolar Indígena (CNEEI) do MEC ainda em 2010. Em 2014, o ministério instituiu um grupo de trabalho para realizar estudos sobre a criação de uma instituição de educação superior intercultural indígena.  

O debate ganhou novo impulso em 2023, quando o então ministro da Educação, Camilo Santana, e a ministra dos Povos Indígenas à época, Sônia Guajajara, reuniram-se com representantes do FNEEI e pactuaram a retomada da proposta. Em 2024, o MEC criou um novo grupo de trabalho, coordenado pela Secretaria de Educação Superior (Sesu), para elaborar estudos técnicos sobre a viabilidade da instituição. Como parte desse processo, foram realizados 20 seminários de consulta prévia com os povos indígenas, conforme prevê a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).  

Os encontros ocorreram em todas as regiões do país, reunindo 3.272 participantes entre indígenas, lideranças, pesquisadores e professores universitários. Os seminários resultaram em um relatório consolidado que apontou a viabilidade da criação de uma universidade multicampi e recomendou Brasília como sede inicial da instituição. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC Livros: conheça os dez títulos líderes de acessos

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O Ministério da Educação (MEC) divulgou os dados de uso do MEC Livros, plataforma gratuita de empréstimo digital integrada à conta Gov.br. O serviço reúne obras em domínio público e títulos contemporâneos licenciados para leitura online. Segundo o balanço, a plataforma registra mais de um milhão de usuários, 618.677 empréstimos virtuais e 384 mil horas de leitura.

Para utilizar o serviço, o usuário deve baixar o aplicativo no celular ou acessar a página na web, validar a entrada com os dados do Gov.br e escolher o título. O catálogo reúne cerca de 25,1 mil obras publicadas e permite leituras imediatas. 

Ranking das obras mais procuradas

O levantamento refere-se aos dez títulos mais emprestados nos últimos 30 dias na plataforma: 

  1. Torto arado – Itamar Vieira Junior (3.704 empréstimos);
  2. Noites brancas – Fiódor Dostoiévski (3.376 empréstimos);
  3. A vegetariana – Han Kang [Prêmio Nobel de Literatura 2024] (2.385 empréstimos);
  4. A cabeça do santo – Socorro Acioli (1.852 empréstimos);
  5. Crime e castigo – Fiódor Dostoiévski (1.588 empréstimos);
  6. Noites brancas – Fiódor Dostoiévski / Tradução alternativa (1.040 empréstimos);
  7. Oração para desaparecer – Socorro Acioli (976 empréstimos);
  8. Chico Bento: natureza e os biomas brasileiros – Mauricio de Sousa (969 empréstimos);
  9. Capitães da areia – Jorge Amado (763 empréstimos);
  10. Harry Potter e a pedra filosofal – J.K. Rowling (699 empréstimos). 
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Mais de 139.091 livros foram lidos integralmente pelos usuários (com conclusão de 90% ou mais do conteúdo). Nesse indicador de leituras finalizadas, o destaque fica com a obra nacional A cabeça do santo, que registra 8.981 conclusões, seguida por A vegetariana, com 5.616 leituras completas. 

Canais de acesso Os acessos à plataforma ocorrem tanto pela versão web quanto pelos aplicativos para dispositivos móveis. A interface web responde por 52% do tempo de uso (199.116 horas), enquanto o aplicativo para sistemas Android acumula 37% (142.410 horas), e o sistema iOS soma 11% (44.009 horas). 

Na divisão por regiões, o estado de São Paulo lidera em número de cadastros, com 227.121 usuários, seguido por Rio de Janeiro (91.523), Minas Gerais (88.898), Bahia (61.975) e Ceará (54.560).

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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