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MEC debate juventudes e participação estudantil

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O tema “Juventudes e participação estudantil” foi debatido na segunda-feira, 14 de abril, durante webinário promovido pelo Ministério da Educação (MEC). O encontro integra a Semana Nacional da Convivência, que conta com ações voltadas à promoção de um ambiente escolar acolhedor, seguro e respeitoso, favorável para o fortalecimento de vínculos e a prevenção de situações de violência nas escolas. 

O webinário abordou a escuta ativa das juventudes e suas experiências no cotidiano escolar, reconhecendo a centralidade desses estudantes na construção de ambientes escolares seguros, democráticos e promotores de direitos. A proposta foi debater como a escuta qualificada, o protagonismo juvenil e a valorização das vozes dos estudantes podem contribuir, de forma concreta, para o fortalecimento de vínculos, a mediação de conflitos, a participação cidadã e a convivência democrática nas escolas. 

Transmitido pelo canal do MEC no YouTube, o evento contou com estudantes, grêmios estudantis, coletivos juvenis, educadores, equipes escolares, secretarias de educação, universidades, organizações da sociedade civil e demais interessados na agenda da convivência escolar e da participação das juventudes. 

Na abertura, a coordenadora-geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas do MEC, Thaís Santos, afirmou que o Governo Federal está alinhado ao processo de centralidade dos estudantes no processo educativo. “O nosso objetivo aqui é refletir sobre como fortalecer os espaços de escuta, garantir a participação efetiva dos estudantes na construção das relações escolares, no enfrentamento das violências e na promoção da cultura de paz. A convivência escolar se transforma quando é construída de forma coletiva. E os jovens têm muito para ensinar sobre como queremos que nossas escolas sejam: lugares de respeito, cuidado e pertencimento”, considerou.  

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Em seguida, as discussões foram conduzidas pela pesquisadora e referência em juventudes, violência e educação, Miriam Abramovay. Participaram do debate a ex-presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Jade Beatriz; a representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), Débora Sophia; e a estudante Pamella, representante do Movimento Mapa Educação. 

No webinário, Jade Beatriz reforçou que o espaço concedido pelo MEC, de escuta dos estudantes jovens, é extremamente relevante. Segundo ela, muitos estudantes sabem que existe um grêmio estudantil, mas não conseguem outras instâncias em que possam manifestar suas necessidades. “Ainda é um desafio garantir que as lideranças juvenis consigam ter um suporte parceiro e sejam consolidadas dentro do espaço e do ambiente escolar, entendendo que a gente vive no contexto de um mundo muito desigual. Até chegar na sala de aula, já é um grande desafio, comentou Beatriz 

Realizado durante todo o mês de abril, a Semana Nacional de Convivência é uma iniciativa da Coordenação-Geral de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (CGAVE), da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC.   

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SemanaCom o tema “Eu respeito, você respeita, nós construímos”, a Semana Nacional de Convivência Escolar expressa a compreensão de que a convivência escolar saudável é fruto de uma ação coletiva e contínua, em que cada pessoa tem um papel fundamental na construção de um ambiente respeitoso, seguro e democrático.  

A frase reforça a corresponsabilidade entre estudantes, educadores, famílias e comunidade na promoção do respeito mútuo e da empatia, reconhecendo que é na interação cotidiana que se constroem vínculos, valores e cidadania, e convida ao engajamento individual e coletivo, apontando que a escola que protege e acolhe é construída diariamente, nas atitudes e nas relações que cultivamos. O respeito, portanto, deixa de ser apenas um conceito abstrato e se torna uma prática concreta que transforma a escola em um espaço de pertencimento e paz.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Senacon instaura processo contra 99 Food para apurar descumprimento da Portaria da Transparência

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Brasília, 24/6/2026 – A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), instaurou processo administrativo sancionador contra a 99 Food nesta quarta-feira (24), para apurar o descumprimento da Portaria nº 61, de 24 de março de 2026, que estabelece regras de transparência para plataformas digitais de entrega e transporte. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União.

A medida faz parte do acompanhamento realizado pela Senacon para verificar a implementação das novas obrigações pelas empresas abrangidas pela norma, que determina o detalhamento das tarifas cobradas e a apresentação clara da composição dos valores envolvidos nas operações.

O secretário nacional do Consumidor, Ricardo Morishita, destaca que a transparência prevista na regulamentação não representa uma nova obrigação criada pela portaria, mas a aplicação de um direito já assegurado pelo Código de Defesa do Consumidor.

“A transparência é um direito básico do consumidor previsto no Código de Defesa do Consumidor há 35 anos. Garantir informações claras sobre preços e serviços é fundamental para equilibrar as relações de consumo e permitir que consumidores exerçam a liberdade de escolha”, afirma.

As empresas que, ao final dos processos administrativos sancionadores, tiverem confirmadas infrações às regras previstas na Portaria nº 61/2026 poderão sofrer sanções previstas no Código de Defesa do Consumidor, incluindo multas que podem chegar a R$ 14 milhões.

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Em maio, a Senacon já havia instaurado processos administrativos contra o iFood e a Keeta após identificar indícios de descumprimento das obrigações previstas na norma.

A fiscalização teve início em 24 de abril, após o encerramento do prazo de 30 dias concedido às plataformas para adaptação às novas regras. Desde então, a Senacon passou a avaliar as informações disponibilizadas pelas empresas e verificar se consumidores têm acesso a dados claros sobre a composição dos valores cobrados e repassados.

Transparência na composição dos valores

A Portaria nº 61/2026 determina que aplicativos de transporte e entrega apresentem, de forma detalhada, a divisão dos valores envolvidos em cada operação. O objetivo é ampliar a transparência e permitir que todos os participantes da relação de consumo compreendam como os preços são formados.

Entre as informações que devem ser disponibilizadas estão:

  • o valor total pago pelo consumidor;
  • o valor destinado à plataforma pela intermediação do serviço,
  • o valor repassado ao motorista ou entregador, incluindo gorjetas e adicionais;
  • no caso dos serviços de entrega, a parcela destinada ao estabelecimento comercial.

Segundo a Senacon, a medida busca reduzir a assimetria de informações no ambiente digital e garantir maior clareza nas relações entre consumidores, trabalhadores e empresas.

Direito à informação

Em nota técnica elaborada pela Secretaria, a Senacon destaca que a Portaria nº 61/2026 regulamenta deveres de transparência já previstos no Código de Defesa do Consumidor, especialmente o direito à informação adequada, clara e precisa sobre produtos e serviços.

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A avaliação do órgão é de que, em muitos casos, o consumidor tem acesso apenas ao valor final da corrida ou do pedido, sem visualizar como esse montante é distribuído entre a plataforma, o prestador do serviço e, nos casos de delivery, o estabelecimento comercial.

Para a Secretaria, a ausência dessas informações dificulta a comparação entre serviços, limita a capacidade de escolha do consumidor e pode impedir a identificação de eventuais cobranças indevidas ou práticas abusivas.

A Senacon ressalta ainda que medidas semelhantes já são adotadas em outros países, como França, Alemanha, Espanha e Estados Unidos, onde plataformas digitais possuem obrigações de informar a composição dos valores cobrados dos usuários.

Ainda de acordo com a Secretaria, a regulamentação não interfere na liberdade das empresas para definir preços, mas busca assegurar maior equilíbrio nas relações de consumo e garantir que as decisões dos usuários sejam tomadas com base em informações completas.

A fiscalização permanece em andamento, com análise das medidas adotadas pelas plataformas e acompanhamento contínuo do cumprimento das regras estabelecidas pela Portaria nº 61/2026.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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