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MEC defende equidade racial em Fórum da Undime-RS

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O ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (Secadi), participou do 35º Fórum Estadual de Educação do Rio Grande do Sul e Região Sul, promovido pela União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime/RS). O encontro, que ocorreu de 2 a 4 de abril, em Novo Hamburgo (RS), abordou o tema “Gestão Municipal em pauta: as políticas públicas e a garantia de direitos”. O evento também homenageou a professora Petronilha Gonçalves e Silva.  

Na quinta-feira, 3 de abril, a secretária da Secadi, Zara Figueiredo, ministrou a palestra “Educação para a Diversidade: desafios e possibilidades”, na qual abordou o papel das políticas públicas educacionais na promoção da equidade, da inclusão e no enfrentamento das desigualdades estruturais que atravessam o sistema educacional brasileiro. “A equidade racial é a mais persistente das desigualdades. E vocês, gestores e gestoras, têm nas mãos a chance de fazer história”, afirmou.  

Em sua fala, Zara reforçou a importância de enfrentar o racismo estrutural nas políticas educacionais e destacou a centralidade da equidade racial como princípio orientador da gestão pública.  

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“Pensar equidade é muito recente, mas vocês, gestores, têm na mão essa responsabilidade e vocês que estão começando agora, vocês podem mudar a história”, afirmou a secretária, que também destacou o papel da educação para a diversidade como parte estruturante da política educacional, e não como uma ação pontual ou secundária. “Porque discutir educação para as relações étnico-raciais é discutir educação básica. Então, a educação para as relações étnico-raciais precisa se dar do ponto de vista da estrutura. Significa pensar ritmo, incentivos, formação de professores, gestores, financiamento, indicadores de avaliação.”  

A descontinuidade das ações no campo da equidade racial, bem como da Secadi entre 2019 e 2022, foi criticada por Zara, que defendeu uma retomada efetiva das políticas públicas com orçamento, estrutura e compromisso institucional. Segundo a secretária, não se faz política de equidade sem orçamento. Para ela, políticas públicas de enfrentamento à desigualdade precisam de estrutura.Criar uma política de equidade é pensar em referenciais de implementação para chegar à sala de aula.  

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Durante a participação da secretária no Fórum, foi realizada uma homenagem à Professora Doutora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, referência nacional na luta pela Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER). Zara destacou o legado da educadora, que integrou o Conselho Nacional de Educação (CNE) e foi relatora das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais. “Se vivêssemos em um país onde o racismo não fosse estrutural, a professora Petronilha já teria recebido um Nobel. Antes de ler Angela Davis, precisamos ler Petronilha para compreender a realidade da educação brasileira”, declarou.  

A atuação do MEC no Fórum se dá no sentido de garantir que políticas educacionais como a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq) cheguem aos municípios com respaldo técnico e financeiro, fortalecendo o direito à educação de todas as pessoas.   

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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MEC homologa diretrizes para ensino de arte na educação básica

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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, homologou, nesta segunda-feira, 17 de agosto, as diretrizes para o ensino e o aprendizado da arte na educação básica. Produzida pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), a norma complementa a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), orienta os sistemas de ensino e as escolas e reforça a importância da arte na formação integral dos estudantes brasileiros. O documento trata a arte como campo de conhecimento e destaca que o ensino deve ser organizado em quatro componentes: artes visuais, dança, música e teatro. Evento ocorreu na sede do Ministério da Educação (MEC), em Brasília (DF), e contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente do CNE, Cesar Callegari. 

Ao garantir que as escolas ensinem sobre conteúdos, métodos, processos de criação, referências culturais e formas próprias de produzir conhecimento, as diretrizes buscam combater a noção de que a arte é uma atividade secundária, recreativa ou destinada apenas a complementar festas e datas comemorativas. Além disso, em um mundo cada vez mais dominado por tecnologias e pela instantaneidade, o Parecer CNE/CEB nº 2, aprovado em 19 de março de 2026, estabelece a arte como campo essencial à formação humana, capaz de promover a criatividade, o pensamento crítico e o diálogo com outras áreas. Entre as novas diretrizes estão: 

  • Arte como prática integradora – Deve ser vista como prática educativa com potencial para integrar experiências dentro e fora do ambiente escolar. 
  • Processos criativos e reflexivos – O ensino envolve criação, experimentação, apreciação e reflexão crítica, além da técnica e da reprodução. 
  • Contextualização e análise crítica – Analisar obras em seus contextos históricos, sociais e culturais amplia o repertório cultural dos estudantes. 
  • Desenvolvimento integral do estudante – O ensino de arte favorece o desenvolvimento cognitivo, afetivo, social, cultural e estético dos estudantes. 
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Caberá às redes de educação definirem uma carga horária equilibrada e coerente para cada componente curricular de arte, com a implementação de dois por ano, evitando sobreposições e garantindo a continuidade da aprendizagem. Além disso, as escolas também deverão avaliar as condições físicas e pedagógicas para ofertar os componentes; elaborar planos com metas progressivas para melhorar espaços, materiais e recursos; integrar o espaço escolar com equipamentos culturais e artísticos locais; e fomentar parcerias com a comunidade para enriquecer a educação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE 

Fonte: Ministério da Educação

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