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MEC inaugura CTDI e anuncia investimentos do Projovem
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O Ministério da Educação (MEC) inaugurou, nesta segunda-feira, 31 de março, o Centro de Tecnologia, Desenvolvimento e Inovação (CTDI), vinculado ao Projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&DI) Aranouá, localizado no Campus Manaus Zona Leste do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).
“Este é um projeto inovador, ousado e que está conectado com a realidade atual do mundo do trabalho, que faz tanto uso da inteligência artificial, da tecnologia. Vamos formar profissionais, sejam técnicos, graduados ou pós-graduados, voltados para esse mercado de trabalho, o que pode trazer muitas oportunidades para nossa juventude”, celebrou o ministro da Educação, Camilo Santana.
O projeto foi realizado em parceria com a multinacional Samsung, por meio da Lei da Informática (Lei nº 8.248/1991), que concede incentivos fiscais para empresas que investem em tecnologia da informação, inovação e pesquisa. “A União não deixa de arrecadar, e a empresa é obrigada a investir 5% do seu faturamento em pesquisa, desenvolvimento e inovação. A gente precisa que esses investimentos venham para os institutos federais, para as universidades, para dar oportunidades para todos. Nós vamos trabalhar para que mais parcerias assim possam acontecer”, disse Santana.
O secretário de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, Marcelo Bregagnoli, destacou a importância do novo centro, que reunirá a inovação ao ensino e à aprendizagem. “Aqui, teremos produtos, processos e serviços sendo desenvolvidos, mas, acima de tudo, o centro tem um componente essencial, que é o de proporcionar meios para a permanência estudantil”, considerou.
Na visão do reitor do Ifam, Jaime Cavalcante Alves, o projeto é um exemplo de que parcerias público–privadas podem trazer muitos benefícios para a sociedade. “Esse instituto, esse prédio, não é simplesmente um amontoado de paredes e equipamentos. Ele reflete um movimento em prol do desenvolvimento tecnológico do nosso estado”, afirmou. A palavra “aranouá” significa conhecimento na língua indígena Nheengatu. “E é conhecimento o que realmente acontece aqui. Temos certeza de que daqui sairão cabeças muito ágeis e muito fortes, para o desenvolvimento tecnológico do nosso país”, apontou.
Projovem – Na cerimônia, o ministro Camilo Santana também assinou uma autorização de repasse no valor de R$ 16,6 milhões, até 2027, para a retomada do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem) no Amazonas. O investimento vai atender 17 municípios selecionados. “O Projovem foi interrompido e nós o retomamos. O programa foca nos jovens de 18 a 29 anos que não concluíram o ensino fundamental. Nós vamos, agora, beneficiar 2.760 jovens no estado do Amazonas, oferecendo uma oportunidade para que eles tenham a formação do ensino fundamental aliada à capacitação profissional, para inclusão produtiva”, explicou.
Dos 16,6 milhões repassados para o Amazonas, cerca de R$ 3,3 milhões serão destinados apenas para Manaus, gerando 600 vagas, com bolsa para os estudantes de cursos voltados ao polo industrial e de serviços (Logística, Eletroeletrônica e Comércio). No interior do estado, serão oferecidos cursos de Agroecologia, Manejo Sustentável e Tecnologias Sociais, com foco nas comunidades rurais e ribeirinhas.
Fabiane de Souza, 42 anos, é ex-aluna do Projovem Urbano e contou, durante o evento, que descobriu o programa aos 18 anos. Mãe solo, teve que abandonar os estudos para priorizar a família. “Foi no Projovem que eu concluí o ensino fundamental e ingressei no ensino médio. Depois, fiz uma graduação em Pedagogia. Hoje, sou especialista em educação inclusiva e mestre em Ensino de Ciências pela Universidade do Estado do Amazonas. Eu só tenho gratidão, porque o Projovem realiza nossos sonhos, nos capacita para o mercado de trabalho e para tudo mais na vida”, lembrou.
O programa assume um papel estratégico no Amazonas, estado que enfrenta desafios históricos de acesso à educação e à inclusão produtiva, bem como desigualdades territoriais. Sua implementação oferece respostas concretas a três eixos críticos: combate às desigualdades educacionais; desenvolvimento territorial sustentável; e geração de oportunidades e renda.
Em 2025, o Projovem completará 20 anos como a primeira política pública brasileira com recorte específico para a juventude. Realizado nas modalidades Projovem Urbano e Projovem Campo – Saberes da Terra, a iniciativa foi retomada e reestruturada pela Resolução nº 26/2024. A nova edição reforça o compromisso histórico do programa com os territórios e as populações com maior necessidade.
Presenças – Participaram da cerimônia o governador do Amazonas, Wilson Lima; a secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) do MEC, Zara Figueiredo; o reitor da Universidade Federal do Amazonas, Sylvio Mário Puga Ferreira; a secretária de Educação do Estado de Amazonas, Arlete Mendonça; o prefeito de Manaus, David Almeida; o superintendente da Zona Franca de Manaus, João Bosco Gomes Saraiva; o diretor–geral do Campus Manaus Zona Leste do Ifam, David Washigton Freitas Lima; o presidente da União dos Estudantes Secundaristas do Amazonas e Vice Presidente Regional da UBES, Pedro Merin, além de parlamentares e estudantes.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec e da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Clínica veterinária da Unir oferece atendimentos gratuitos
Desde o início do ano, a população de Rolim de Moura, em Rondônia (RO), passou a contar com um novo serviço de clínica veterinária, oferecido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir). A unidade é voltada ao ensino prático dos estudantes e realiza atendimentos a animais dos mais variados portes, de cães e gatos a vacas e cavalos. O trabalho da clínica é dividido em três vertentes: formar profissionais capacitados e preparados para o mercado; fazer o controle populacional de animais e reduzir as zoonoses; e promover campanhas de conscientização da população para a posse responsável.
Encarregada do funcionamento da clínica, a professora Mayra Araguaia explicou como o espaço mudou a realidade do ensino e das atividades para estudantes e professores. Segundo ela, “a inauguração da unidade representou uma mudança para as atividades do campus, principalmente porque permitiu que todas as obrigações dos estudantes ficassem concentradas em um único lugar. Antes, eles precisavam se deslocar com os professores para clínicas parceiras para conseguir fazer exames, cirurgias e demais procedimentos. Agora, eles conseguem fazer tudo na faculdade, o que facilita a organização do trabalho e melhora o aprendizado”.
Para a aluna do 7° período de medicina veterinária, Giovana Holanda, a clínica permite colocar em prática os conhecimentos teóricos que recebe em sala de aula. “Nós temos uma rotina de atendimentos que nos permite realizar, em média, cerca de 25 atendimentos ambulatoriais e aproximadamente dez procedimentos cirúrgicos por semana, de animais domésticos e silvestres. A clínica possibilita que a gente aprenda sobre toda a rotina de um atendimento, desde o exame pré-operatório e a preparação do paciente até a anestesia, os cuidados de antissepsia e o pós-operatório”, completou.
Ela também ressaltou a importância da clínica no crescimento dos estudantes como pesquisadores. Como exemplo, ela destacou a iniciativa que utiliza a pele do peixe tambaqui no tratamento de feridas em cães e gatos. Esse tratamento é uma alternativa utilizada em feridas de difícil cicatrização e feridas extensas, principalmente aquelas em que não é possível fazer uma cirurgia reconstrutiva, já que a pele apresenta grande quantidade de colágeno e de fibras espessas. Por ser uma espécie nativa, o uso do tambaqui também é uma iniciativa sustentável, já que a pele é um subproduto pouco utilizado da indústria do pescado.
Serviços oferecidos – Neste primeiro momento, a clínica está funcionando com uma capacidade reduzida, mas já oferece serviços gratuitos nas seguintes áreas: clínicas médicas de cães e gatos, de animais silvestres e de grandes animais ou de produção; laboratórios de patologia clínica, de biologia molecular e parasitologia e de reprodução animal; bromatologia; atendimento domiciliar; internação; e cirurgia. Está prevista a ampliação da estrutura da unidade até o início do próximo ano.
Além dos serviços descritos, os profissionais da clínica realizam diversos projetos de extensão no local, como a castração de animais com tutores de baixa renda; o atendimento a animais lotados no centro de zoonoses, no qual são feitos os serviços de check-up geral, exames médicos, castração e microchipagem, com a finalidade de deixar o animal pronto para ser adotado; e a parceria com os bombeiros, que oferece atendimento 24 horas para resgate de animais silvestres que sofreram algum tipo de acidente.
Clínicas Veterinárias – Assim como a Unir, diversas outras universidades federais de todo o país oferecem serviços de clínica veterinária. Na maioria dos casos, o serviço é 100% gratuito, mas, em outros, os tutores precisam arcar com alguns custos, como exames de sangue e remédios. Para ter mais informações sobre as formas de atendimento e os serviços prestados é preciso entrar em contato com as universidades.
Universidades Federais – Para enviar as iniciativas e atividades desenvolvidas em sua instituição, basta responder ao formulário da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC. Nele, as universidades devem incluir um texto explicativo sobre o projeto e sua relevância para o atendimento público, bem como fotos e vídeos que ajudem a ilustrar as atividades.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)
Fonte: Ministério da Educação




