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MEC lança curso sobre economia solidária na EJA
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O Ministério da Educação (MEC) lançou, em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba (IFPB), nesta segunda-feira, 15 de dezembro o curso “Integração Curricular da Economia Solidária na Educação de Jovens e Adultos: construção conjunta de saberes sobre economia solidária na EJA”. Após a aula inaugural, a formação está disponível na Plataforma Mais Professores.
Representando a pasta, a diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, Ana Lúcia Sanches, afirmou que a ferramenta foi projetada para proporcionar a ampliação de possibilidades de formação. “A Plataforma Mais Professores é autoinstrucional e criada a partir das diretrizes e dos princípios curriculares que orientam todo o Ministério da Educação. Fica o nosso convite para que façamos desse grande encontro da economia solidária e a educação de jovens e adultos um lugar de outras possibilidades para todo público da EJA”, propôs.
A iniciativa integra o Programa Nacional de Formação para a Docência na EJA (ProfEJA), desenvolvido como parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da EJA, e busca apoiar os profissionais da educação da EJA das redes públicas de ensino na construção de currículos que possibilitem a elevação de escolaridade com capacitação profissional.
O curso tem carga horária de 60 horas, divididas em seis módulos autoinstrucionais, com conteúdos sobre economia solidária como alternativa ética, cidadã e emancipadora de inserção no mundo do trabalho. Com base nos princípios da educação popular e na concepção de trabalho como princípio educativo, o curso estimula a reflexão crítica e o diálogo entre teoria e prática, articulando saberes científicos e populares. Por meio de recursos multimídia e atividades interativas, os participantes são convidados a reconhecer a economia solidária como prática pedagógica e caminho de transformação social.
Contexto – Nas turmas de EJA, é comum que o currículo apareça descolado da vida econômica real dos estudantes e que a escola tenha pouca conexão com as redes produtivas do território. Com isso, os alunos não conseguem visualizar como as aprendizagens transformam- se em competências para gerar trabalho e renda, o que resulta em baixa motivação para continuar estudando.
O curso propõe reintegrar o ensino à prática social, organizando conteúdos em projetos cooperativos (produção, comercialização justa, finanças solidárias, autogestão) que valorizem saberes locais e promovam cidadania econômica. Assim, a escola torna-se polo de inclusão, fortalecendo trajetórias de jovens, adultos e idosos da EJA e dando sentido social ao que se aprende.
O objetivo é oferecer ferramentas para que os professores possam mapear vocações e arranjos produtivos do entorno da escola e trazê-los para o currículo da EJA; converter conteúdos (matemática, linguagens, ciências, humanidades) em projetos interdisciplinares com planejamento, precificação e tomada de decisão coletiva; reescrever rotinas pedagógicas e incluir no projeto político-pedagógico da escola um eixo de trabalho associado e cooperação, com metas e indicadores simples; e criar comunidades de prática entre docentes para partilhar repertórios (modelos, rubricas, portfólios, feiras solidárias).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
BRASIL
Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira
Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.
Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.
“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.
Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.
Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.
“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.
Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente
Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.
Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.
Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.
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