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MEC lança curso sobre relações étnico-raciais na EJA
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O Ministério da Educação (MEC), em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), lançou o curso e o e-book “Educação de Jovens e Adultos e Educação das Relações Étnico-Raciais” em videoconferência realizada na quinta-feira, 9 de outubro. O objetivo é apoiar profissionais da educação das redes públicas na construção de currículos que promovam a elevação da escolaridade e a qualificação profissional de jovens, adultos e idosos. As iniciativas buscam superar o racismo, reduzir desigualdades e promover a diversidade, assegurando o direito à educação de qualidade para todos os públicos historicamente excluídos.
O lançamento articula duas agendas prioritárias do MEC conduzidas pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi): o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos Pacto (Pacto EJA) e a Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ). A iniciativa integra o Programa Nacional de Formação para a Docência na EJA (ProfEJA) do pacto.
A diretora de Políticas de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos da Secadi, Ana Lúcia Sanches, afirmou que o curso e o programa “se dedicam a analisar toda a subjetividade necessária para as metodologias pedagógicas que se consideram de fato de EJA [educação de jovens e adultos]”.
Sanches ainda informou que, de acordo com o Censo de 2022, as pessoas negras não alfabetizadas no país representam mais de 10% da população brasileira, as pardas 8% e a população quilombola chega a quase 20%. Para ela, os números evidenciam os traços de exploração e de escravização, materializados nas desigualdades socioeducacionais.
“Quando nós olhamos para educação de jovens e adultos do Censo Escolar de 2024, quase 75% dos estudantes são pretos e pardos. É um público que, de fato, representa o racismo estrutural. Então, as políticas de fortalecimento e de qualidade da educação de jovens e adultos passam obrigatoriamente pelo reflexo de uma pauta voltada para uma política antirracista, voltada para as reflexões étnico-raciais”, considerou.
Também participaram da videoconferência de lançamento: a vice-reitora da UFSCar, Maria de Jesus Dutra dos Reis; e a coordenadora do curso, Tatiane Cosentino Rodrigues.
Na oportunidade, ocorreu a aula inaugural “Educação de Jovens e Adultos e Educação das Relações Étnico-Raciais: desafios e caminhos”, com as professoras Dayse Moura, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Ayodele Floriano Silva da UFSCar. O debate foi mediado pela professora e pesquisadora da UFSCar, Maria Caroline de Souza.
Curso – O curso está disponível, gratuitamente, no Ambiente Virtual de Aprendizagem do MEC (Avamec). Já o e-book reúne o conteúdo do curso, incluindo propostas de atividades didáticas que articulam temas das relações étnico-raciais às diferentes áreas do conhecimento.
ProfEJA – O curso “Educação de Jovens e Adultos e Educação das Relações Étnico-Raciais” é o segundo curso da série de 15 formações autoinstrucionais que compõem o programa.
As ações são desenvolvidas em parceria com universidades e institutos federais de todas as regiões do país, que abordam temas como alfabetização de jovens e adultos, juventudes, currículo integrado, práticas pedagógicas e inclusão.
O público potencial inclui 60 mil educadores populares do Programa Brasil Alfabetizado (PBA), professores da EJA das redes públicas, 53 coordenadores pedagógicos, 650 articuladores, 1.300 formadores do Pacto Nacional, além de cerca de 900 mil educandos do PBA, em 2.786 municípios com os maiores índices de analfabetismo do país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



