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MEC participa de ação do Tesouro Nacional para escolas públicas
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O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta quarta-feira, 19 de março, de uma ação do Tesouro Nacional voltada à promoção da educação financeira para estudantes brasileiros da educação básica. Na ocasião, o MEC também recebeu uma placa em agradecimento pela parceria que promove a educação financeira nas escolas e incentiva a aplicação do tema na vida dos alunos e das famílias.
A cerimônia ocorreu durante a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira em Brasília (DF) e contou com a presença de diversas autoridades. O ministério foi representado pelo secretário executivo, Leonardo Barchini, e pela secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt.
Os secretários abordaram as orientações do MEC quanto à educação financeira nas escolas. A ideia é que, por meio dos aprendizados, os alunos possam reconhecer, compreender, analisar criticamente e participar conscientemente das relações econômicas que se manifestam na vida social. As orientações serão voltadas para todos os estudantes, professores e diretores escolares da educação básica.
Para estruturar a iniciativa, o MEC reuniu os principais atores envolvidos nas estratégias de educação financeira, fiscal, previdenciária e securitária, além do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).
“Não existe educação financeira dissociada da justiça social e tributária, já que somente com elas nossos jovens poderão planejar a vida financeira. Então é muito importante que eles tenham clareza e um entendimento do que é a justiça social e a justiça tributária”, apontou Barchini.
A secretária de Educação Básica, Kátia Schweickardt, explicou que as orientações do MEC visam estruturar a educação financeira em todas as etapas de ensino. “A escola é, em muitos momentos, o grande equipamento público nos municípios brasileiros e ela assume um papel fundamental de formar cidadania e consciência crítica na população. Estão sendo desenvolvidos materiais didáticos focados na educação financeira, desde o ensino infantil até o ensino médio, porque não queremos e não podemos deixar ninguém para trás”, completou.
Orientações – As orientações voltadas para a educação financeira fortalecem o compromisso da pasta com a inclusão social e a democratização do conhecimento financeiro, alinhando-se às diretrizes do Plano Nacional de Educação (PNE). Elas também reforçam a integração entre governo, setor financeiro e sociedade civil, demonstrando uma abordagem coordenada para preparar os estudantes para desafios econômicos, e demonstram o papel do MEC como protagonista na formação de cidadãos economicamente conscientes, promovendo sustentabilidade financeira e justiça social.
Nos primeiros dias de abril, será promovida uma reunião técnica com os parceiros e os coordenadores técnicos de educação financeira nos estados, nos municípios e no Distrito Federal. O objetivo é explorar as dimensões da iniciativa do MEC, o documento referencial e as matrizes e encaminhar as orientações para adesão, construção e implementação dos planos de ação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência
A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026.
A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782.
No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas.
A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios.
Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso.
Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade.
Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”.
Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações.
A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais.
A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade.
“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”.
Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência.
A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção.
No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades.
A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão.
Multimídia
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação



