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MEC participa de painel sobre educação e formação

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O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta quinta-feira, 9 de outubro, do painel “Diplomas em extinção? Como a educação deve evoluir? Quais formações serão obsoletas ou indispensáveis?”. O debate integrou a programação do Festival Curicaca, evento que ocorre junto com a 5ª Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica (SNEPT), em Brasília (DF). O painel discutiu o futuro da educação em meio às transformações e às inovações do mundo contemporâneo. 

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, afirmou que a educação profissional e tecnológica (EPT) é uma oportunidade para a juventude, que busca disciplinas de caráter mais prático em sala de aula. “Com a formação profissional, o jovem desenvolve habilidades técnicas e competências socioemocionais aliadas à formação cidadã, à inovação e ao empreendedorismo. A EPT também representa estabilidade, pois gera mais oportunidades de emprego, maior renda e qualidade de vida”, disse o gestor.  

Bregagnoli ainda destacou a importância de uma modernização da grade curricular para esses jovens estudantes, que deve focar na atratividade para a continuidade dos estudos e na flexibilização do currículo. 

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Nesse cenário, o secretário de Educação Superior do MEC, Marcus David, acrescentou que a expansão da educação em 2025 proposta pela pasta leva em conta o surgimento das novas tecnologias e um ajuste curricular na oferta dos novos cursos. Ele destacou a importância do diploma e da formação para os jovens, que hoje têm uma maior resistência em relação à educação convencional. 

“O processo de aprendizagem na universidade não é só aquisição de conhecimento. A vivência universitária vai além do que o aluno recebe em sala de aula, pois estimula outras competências. Além disso, pesquisas mostram que os anos dedicados à educação e à formação interferem na renda das pessoas no futuro”, disse David. 

Também participaram do debate o superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Felipe Morgado; a reitora do Instituto Federal de Brasília (IFB), Veruska Machado; e o reitor da Universidade Católica de Brasília (UCB), Manuel Furriela. O painel foi mediado pela apresentadora Maria Paula Fidalgo. 

Semana Nacional da EPT – A 5ª edição da SNEPT é uma iniciativa do MEC, por meio da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec), e está sendo realizada em conjunto com o Festival Curicaca, evento promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) que conta com programação gratuita até sábado, dia 11 de outubro. 

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Nesta edição, os visitantes puderam conhecer 400 projetos de 62 instituições que ofertam cursos técnicos e tecnológicos em todos os estados brasileiros. A SNEPT tem como objetivo a divulgação da EPT no país e este ano discutirá o tema “Juventudes que inovam, Brasil que avança”.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Setec  

Fonte: Ministério da Educação

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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino

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O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.  

Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade. 

O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.   

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As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.  

Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:  

Secretarias municipais 

2024 

2026 

Índices 

Brasil 

Brasil 

Geral 

26,6 

34,7 

Institucionalização 

38,7 

55,8 

Formação 

20,4 

28,7 

Gestão 

26,0 

27,0 

Material Didático 

31,1 

34,2 

Financiamento 

20,6 

39,9 

Avaliação e Monitoramento 

45,0 

60,2 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).  

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.   

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As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.  

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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