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MEC realiza formação de articuladores do Proec no RJ

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O Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), promoveu na quarta-feira, 27 de agosto, um encontro estadual para formação dos articuladores do Programa Escola e Comunidade (Proec). O evento foi realizado na sede do MPRJ e contou com a participação de secretários de Educação, articuladores e diretores escolares das secretarias municipais de Educação do estado do Rio de Janeiro, bem como da rede estadual de ensino. 

A formação dos articuladores constitui eixo fundamental para que cada município possa consolidar práticas de gestão democrática, ampliar a participação da comunidade escolar e fortalecer a política educacional de forma colaborativa e transparente. 

A abertura do encontro reuniu autoridades que destacaram a relevância da cooperação institucional para o fortalecimento da educação básica. Compuseram a mesa a diretora de Formação e Valorização dos Profissionais da Educação, Rita Esther Ferreira de Luna; a coordenadora-geral do Centro de Apoio Operacional de Educação do MPRJ, Dra. Bianca Mota; e o coordenador-geral de Formação de Gestores e Técnicos do MEC, Roberto Junior. 

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Em suas falas, foi ressaltado que a parceria entre MEC e MPRJ representa um passo estratégico para a consolidação do programa no estado, reforçando a importância da gestão democrática e do engajamento comunitário no cotidiano escolar. A programação possibilitou, ainda, uma imersão nos eixos estruturantes do Proec.  

Roberto Junior apresentou as ações voltadas ao fortalecimento da participação dos conselheiros escolares no Proec, por serem instâncias fundamentais para a participação da comunidade nas decisões da escola. Em seguida, Yan Lima, coordenador de projetos da Diretoria de Formação Docente e Valorização dos Profissionais da Educação do MEC, destacou os avanços do PDDE Escola e Comunidade, enfatizando o impacto positivo dos projetos de formação financiados pelo programa na melhoria das práticas escolares e no fortalecimento dos vínculos entre escola e sociedade. 

No período da tarde, os participantes tiveram acesso a oficinas temáticas conduzidas por especialistas. O professor Felipe de Brito Lima ministrou a palestra “Pense Antes de Compartilhar: o poder da informação e o perigo das fake news”, alertando para os riscos da desinformação no ambiente escolar.  Essa oficina deverá ser realizada por todas as escolas que tiveram os seus planos de trabalho financiados pelo Proec no Ciclo 2025.  

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Na sequência, a professora Jéssica Morito apresentou a oficina “Prevenção à Violência: desafios da comunicação nas relações do cotidiano no ambiente escolar”, com foco na promoção de uma cultura de paz e de diálogo nas unidades de ensino. A atividade foi selecionada para ser realizada no Ciclo 2025, por mais de 2 mil escolas em todo o país. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)  

Fonte: Ministério da Educação

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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