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MEC trabalhou por mais educação superior em 2025

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Em 2025, a educação superior continuou sendo tratada como um direito que transforma trajetórias e fortalece o desenvolvimento do país. Ao longo do ano, o Ministério da Educação (MEC) concentrou esforços em garantir que universidades e políticas de acesso estivessem cada vez mais próximas da realidade dos estudantes brasileiros, com atenção especial à diversidade, à permanência e à qualidade da formação acadêmica. 

Mais do que ampliar estruturas, a atuação do MEC buscou fortalecer o sentido público da educação superior, valorizando o ensino, a pesquisa, a extensão e a inovação como instrumentos de inclusão social e produção de conhecimento. As universidades federais seguiram sendo espaços de formação crítica, científica e cidadã, conectadas às demandas regionais e aos desafios contemporâneos do Brasil. 

Ampliação – A rede federal de educação superior também avançou em sua capacidade acadêmica e científica. O país conta atualmente com 69 universidades federais, 11 novos campi em implantação e 45 hospitais universitários em funcionamento. Os investimentos para a expansão e consolidação das universidades e hospitais universitários somam R$ 5,5 bilhões pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). A previsão é de que, até 2026, o Brasil alcance 47 hospitais universitários em operação, além de outros quatro em construção. 

Novas universidades – Em 2025, o MEC anunciou a proposta de criação de duas novas instituições públicas de educação superior: a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte). Os projetos de lei que formalizam a criação de ambas foram enviados ao Congresso Nacional, em novembro, como parte das iniciativas da pasta para ampliar a oferta e a diversidade do ensino superior público no Brasil. A criação das universidades consolidará o Brasil com uma das maiores redes de educação superior pública do mundo, que passará a ter 71 universidades federais. 

A Unind será estruturada a partir de uma proposta intercultural, que reconhece e fortalece a identidade e os saberes tradicionais, as línguas e as formas de organização dos povos indígenas, articulando esses conhecimentos com a formação acadêmica e científica.  

A UFEsporte, por sua vez, terá como missão a formação acadêmica do esporte brasileiro e a promoção do desenvolvimento esportivo no país. A instituição se dedicará à formação de profissionais de excelência e à produção de conhecimento na área, integrando ensino, pesquisa e inovação para subsidiar políticas públicas, fomentar a inclusão social e consolidar um centro acadêmico e esportivo de referência. 

Acesso ampliado – O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) voltou a crescer em 2025 e reafirmou seu papel como a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil. O exame registrou mais de 4,8 milhões de inscritos e retomou a certificação do ensino médio, solicitada por mais de 98 mil pessoas. Esse crescimento foi possibilitado pelo recurso de pré-preenchimento do formulário de inscrição dos estudantes concluintes da rede pública na Página do Participante, com dados disponibilizados no sistema do CadÚnico e da Receita Federal. O objetivo foi facilitar o processo de inscrição dos estudantes no exame.  

Como forma de apoiar a preparação dos estudantes, especialmente os da rede pública, o MEC ainda lançou o aplicativo MEC Enem, com simulados de questões alternativas por campo do conhecimento, correção automatizada de redação, materiais de reforço (vídeos e apostilas) e assistente virtual. Além disso, o aplicativo possibilita o envio de mensagens diretas aos usuários, tornando-se uma ferramenta estratégica de comunicação com os estudantes. O objetivo da ferramenta é fortalecer a equidade educacional, estimular o interesse pelo exame e oferecer oportunidades concretas para que os participantes ingressem na educação superior. 

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Outras duas novidades sobre o exame são que, a partir de 2026, o Enem será utilizado para a avaliação da qualidade do ensino médio no país; e estudos de viabilidade para aplicar o Enem em países do Mercosul também estão em andamento no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para início previsto a partir do próximo ano. 

Pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), foram ofertadas 261,7 mil vagas em instituições públicas de ensino superior em 2025. O processo resultou na aprovação de mais de 254 mil estudantes e alcançou uma taxa de ocupação de 97,4%, a maior dos últimos sete anos. O resultado reflete o impacto de políticas como a Lei de Cotas e a Política Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), que contribuíram para tornar o perfil dos estudantes das universidades mais diverso e representativo, com a cara da sociedade brasileira. 

Inclusão também na rede privada – As políticas de acesso à educação superior na rede privada seguiram como eixo complementar. Em 2025, o Programa Universidade para Todos (Prouni), que completou 20 anos, ofertou 559,4 mil bolsas de estudo. Desde sua criação, cerca de 3,6 milhões de estudantes já foram beneficiados com bolsas integrais ou parciais para cursar a educação superior na rede privada, sendo a maioria mulheres (56%) e estudantes negros (55%). 

O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) ofertou 112,1 mil vagas em 2025. Com o Fies Social, metade das vagas foi destinada a estudantes inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), garantindo financiamento de 50% ou 100% da mensalidade para quem mais precisa. 

ITA – Projetos voltados à excelência e à inovação também ampliaram oportunidades em áreas estratégicas. O MEC avançou na implantação do novo campus Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) no Ceará e alcançou a terceira etapa das obras para implantação da instituição em Fortaleza. O investimento total previsto para as três etapas das obras soma R$ 330,4 milhões, com construções como um segundo alojamento estudantil, prédio administrativo, complexo esportivo, além de obras de urbanização, pavimentação, drenagem e reformas de estruturas já existentes, como o hangar de esportes, a garagem e o hotel de trânsito. A previsão é que a entrega da fase final da obra ocorra até 2026.  

Com currículo baseado em universidades de excelência no exterior, a instituição ofertará cursos inéditos de engenharia de energia e de sistemas. As obras contemplam o bloco acadêmico para os novos cursos, além de laboratórios, salas de aula, biblioteca e alojamentos. Duas turmas já integram os novos cursos do campus em Fortaleza e estão em andamento no campus do ITA de São José dos Campos. Além disso, em 2025, também foi realizado concurso para professores e técnicos do instituto, que atuarão nas duas sedes. 

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Impa Tech – Com o objetivo de atrair jovens talentos para a educação de ponta em matemática, em 2024, foi lançado o Impa Tech  primeiro curso de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) em ciência, tecnologia e matemática aplicada, com sede no Rio de Janeiro (RJ). A iniciativa consolidou-se como uma nova alternativa de formação de ponta em ciência, tecnologia e matemática aplicada. 

Em 2025, o MEC, junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), anunciou o Impa Tech Nordeste, que terá sede em Teresina (PI), para incentivar jovens talentos e descentralizar as oportunidades educacionais no acesso à formação científica de ponta.  

A unidade do Rio de Janeiro contou com investimento do MEC e do MCTI de R$ 51 milhões. Já a unidade de Teresina receberá, a partir de 2026, R$ 17,9 milhões. O ingresso no Impa Tech é feito a partir do resultado em olimpíadas do conhecimento, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), e pelo Enem. 

Assistência estudantil – A garantia do acesso à universidade foi acompanhada pelo fortalecimento das políticas afirmativas e de assistência estudantil. Os investimentos em assistência estudantil cresceram, passando de R$ 1,4 bilhão, em 2021, para R$ 2,7 bilhões em 2025. Em 2025, por meio do Programa de Bolsa Permanência (PBP), foram ofertadas 17,3 mil bolsas para estudantes indígenas e quilombolas, o dobro do registrado em  2022 (8,6 mil), reforçando o compromisso com a inclusão e a redução das desigualdades históricas no ensino superior. 

Desse modo, as políticas afirmativas e de assistência estudantil mudaram o perfil das universidades federais e dos institutos federais desde que foram criadas e seguem avançando. Para 2026, o Governo do Brasil estuda a universalização da assistência a todos os estudantes indígenas e quilombolas. 

Pós-graduação – Na área de ciência e pós-graduação, foram destinados R$ 6,59 bilhões, desde 2023, para o fomento à pesquisa e à produção acadêmico-científica. Em 2023, as bolsas de mestrado e doutorado tiveram reajuste de 40%, além da retomada de programas estratégicos de apoio à pós-graduação e à cooperação acadêmica. 

Programas como Move La America — que concede bolsas para estudantes de mestrado ou doutorado vinculados a instituições de ensino e pesquisa estrangeiras da América Latina e do Caribe, nas modalidades mestrado e doutorado sanduíche no Brasil — contribuíram para a Cooperação Sul-Sul, com a participação de mais de 1,4 mil bolsistas da América Latina e do Caribe que vieram para o Brasil em estágios de curta duração. 

Além disso, o MEC, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), também retomou o programa institucional de bolsas de pós-doutorado no país, com a concessão de 813 bolsas e investimento total de mais de R$ 176 milhões em bolsas e custeio para 36 meses. 

Outro avanço foi a retomada, após dez anos, do Programa Pró-Equipamentos. Em 2025, a iniciativa teve investimento de R$ 139,3 milhões para aquisição de equipamentos de uso compartilhado entre os programas de pós-graduação, beneficiando mais de 207 instituições de ensino superior e mais de 4 mil programas de pós-graduação. 

Com o programa Montevidéu, foi ampliada a cooperação bilateral ou multilateral entre programas de pós-graduação de Instituições de Ensino Superior do Brasil e de universidades membros da Associação de Universidades do Grupo Montevidéu (AUGM). 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu) 

Fonte: Ministério da Educação

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Pampa combina natureza, turismo rural e patrimônio cultural

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O Pampa está presente exclusivamente no Rio Grande do Sul e acompanha boa parte das paisagens do sul e do oeste do estado. Campos, coxilhas, banhados, matas e pequenas áreas de vegetação formam um cenário que também ajuda a contar a história e os costumes da região. Toda essa diversidade se reflete na fauna e na flora, com cerca de 3 mil espécies de plantas, 102 espécies de mamíferos, 476 espécies de aves e 50 espécies de peixes.

Para quem visita a região, o Pampa oferece experiências variadas: turismo rural em estâncias, cavalgadas, observação de aves, passeios pela natureza, cicloturismo, visitas a vinícolas e produtores de azeite, além de gastronomia e cidades que preservam parte da história do Rio Grande do Sul.

Campos, estâncias e sabores

Na Região Turística Pampa Gaúcho, municípios como Bagé, Caçapava do Sul, Candiota, Dom Pedrito, Lavras do Sul, Pinheiro Machado e Santana do Livramento combinam as paisagens de campos e coxilhas com experiências ligadas à vida no campo e à produção de vinhos e azeites.

Em Bagé, a paisagem do Pampa divide espaço com prédios históricos e atividades culturais. O município faz parte do Caminho Farroupilha Cultura & Tradição Gaúcha e oferece roteiros de cicloturismo. Entre os atrativos estão a Casa de Cultura Pedro Wayne e a Cidade Cenográfica de Santa Fé.

Já Caçapava do Sul reúne natureza e história. A cidade foi a segunda capital da República Rio-Grandense durante a Revolução Farroupilha e faz parte do Caminho Farroupilha. As formações rochosas e os campos da região da Campanha completam o cenário.

O vinho também faz parte da experiência no Pampa. Em Santana do Livramento, a Rota da Ferradura dos Vinhedos reúne vinícolas, propriedades rurais e paisagens típicas da região. O município oferece passeios por estâncias, museus e antigas charqueadas, locais de produção de charque (carne bovina salgada e seca).

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Natureza e identidade cultural

Na Região Turística Fronteira, municípios como Alegrete, Barra do Quaraí, Itaqui, Manoel Viana, Quaraí, São Gabriel e Uruguaiana mostram uma outra face do Pampa, marcada pela relação entre natureza, história e cultura da fronteira. Turismo rural, estâncias, gastronomia e tradições gaúchas fazem parte das experiências oferecidas aos visitantes.

Um dos destaques naturais é a Área de Proteção Ambiental Ibirapuitã, que abrange os municípios de Alegrete, Quaraí, Santana do Livramento e Rosário do Sul. A unidade protege ambientes naturais e elementos ligados à cultura do gaúcho da fronteira e tem entre seus objetivos o incentivo ao turismo ecológico. Entre os atrativos estão o Rio Ibirapuitã, a Lagoa do Parobé, o Balneário Caverá, a Ruína dos Cambraias, o Cerro de Tarumã e o Morro das Caveiras.

No extremo oeste do estado, o Parque Estadual do Espinilho, em Barra do Quaraí, protege uma vegetação característica da região. Com 1.617 hectares, o parque reúne campos com árvores espalhadas e espécies como espinilho, inhanduvá, algarrobo e quebracho-branco. O espaço permite atividades de turismo ecológico, educação ambiental e observação de aves.

Em Uruguaiana, às margens do Rio Uruguai, natureza, história e vida rural se encontram. A cidade oferece um roteiro histórico-cultural pelo centro e mantém referências às antigas estâncias jesuíticas. A produção de vinhos, queijos artesanais e a criação de cavalos fazem parte das experiências locais.

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Patrimônio, águas e paisagens do Sul

O Pampa também se aproxima das paisagens de lagoas e do litoral na chamada Costa Doce. A região reúne municípios como Pelotas, Rio Grande, Jaguarão, Piratini, Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul e Tavares, onde patrimônio histórico, lagoas, turismo rural e cultura se encontram.

Em Pelotas, as antigas charqueadas ajudam a contar a história da cidade e da economia da região. O município é conhecido pelos doces de tradição portuguesa e faz parte do Caminho Farroupilha Cultura & Tradição Gaúcha.

Em Rio Grande, a relação com as águas é um dos destaques. A cidade fica na margem sul do estuário que liga a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico e reúne museus, prédios históricos, o balneário Cassino e os Molhes da Barra (estruturas que protegem a entrada do porto).

Em Jaguarão, o patrimônio arquitetônico é um dos principais atrativos. O Conjunto Histórico e Paisagístico da cidade é protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Entre os espaços preservados está o Teatro Esperança, inaugurado em 1898 e reconhecido como patrimônio histórico do Rio Grande do Sul e, posteriormente, como parte do conjunto protegido em nível nacional.

Já em Piratini, o visitante pode conhecer parte da história política e social do século 19 pelas ruas, casarões e espaços ligados à Revolução Farroupilha. A cidade foi capital da República Rio-Grandense e mantém atrativos como a Casa de Garibaldi, a Casa de Camarinha e a antiga Cadeia Municipal.

Por Isadora Lionço

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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