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Ministério do Trabalho e Emprego lança Campanha Nacional pelo Trabalho Doméstico Decente em Recife

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Com foco no combate às jornadas exaustivas e na valorização do trabalho doméstico, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), lançou oficialmente, no dia 23 de abril, em Recife (PE), a Campanha Nacional Permanente pelo Trabalho Doméstico Decente. A iniciativa tem como objetivo assegurar o cumprimento dos direitos das trabalhadoras domésticas, com ênfase, neste ano, no controle da jornada de trabalho como elemento fundamental para a promoção do trabalho decente.

A campanha destaca a importância de os empregadores registrarem corretamente as horas trabalhadas, coibir práticas abusivas e garantir a aplicação efetiva da Lei Complementar nº 150/2015, que regulamenta o trabalho doméstico no Brasil. A ação faz parte de um esforço permanente do MTE para conscientizar empregadores, fortalecer o diálogo social e promover a dignidade e o reconhecimento dessa categoria profissional.

Representatividade e diálogo social

A abertura do evento foi conduzida pela auditora-fiscal Simone Brasil e contou com a presença de autoridades e representantes de diversos órgãos públicos. A primeira mesa reuniu o secretário de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello; a superintendente regional do Trabalho em Pernambuco, Patrícia dos Anjos; além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), do Ministério das Mulheres, da Justiça do Trabalho, da Advocacia-Geral da União (AGU), da Defensoria Pública da União (DPU) e da OAB/PE.

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Na segunda mesa, o debate contou com a participação de representantes da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD), do Sindicato dos Empregadores Domésticos de Pernambuco (SEDOPE) e da auditora-fiscal Dercylete Lisboa, coordenadora-geral de Fiscalização e Promoção do Trabalho Decente.

Histórico, fiscalização e homenagens

Durante sua fala, Dercylete Lisboa apresentou um panorama dos últimos 11 anos de fiscalização no trabalho doméstico, destacando os avanços conquistados, os desafios que ainda persistem e o papel fundamental dos auditores-fiscais na promoção de condições dignas para a categoria. Representantes da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (FENATRAD) também compartilharam a trajetória da entidade, relatando os principais obstáculos enfrentados pelas trabalhadoras na luta por reconhecimento e garantia de direitos.

Um dos momentos mais emocionantes do evento foi a homenagem à líder sindical Luiza Batista Pereira (in memoriam), ex-presidente da FENATRAD e referência nacional na defesa das trabalhadoras domésticas. A placa de reconhecimento foi entregue ao seu filho pelo secretário Luiz Felipe Brandão. Também foram homenageadas três auditoras-fiscais pioneiras na fiscalização do trabalho doméstico no Brasil: Maria de Fátima Mariz Bruto da Costa, Alcedina Maria Barroso Leal e Felicia Barbosa Ferreira de Mendonça. As homenagens foram entregues por Luiz Felipe Brandão, Lorena Guimarães, Teresina de Lisieux e Dercylete Lisboa.

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Campanha permanente

Embora lançada em abril, em alusão ao Dia Nacional da Trabalhadora Doméstica (27 de abril), a campanha tem caráter permanente. Ao longo do ano, o MTE promove ações de conscientização, distribui materiais informativos, incentiva o diálogo social e realiza fiscalizações em todas as regiões do país, reforçando o compromisso do governo federal com a promoção do trabalho doméstico digno e com a valorização de quem cuida.

 

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais

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O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.

O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.

A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.

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Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.

Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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