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Ministério do Turismo apresenta Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas em encontro com lideranças femininas do turismo

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, participou, nesta quinta-feira (12.03), de um encontro com lideranças femininas do turismo, da gestão pública e do setor empresarial, no Rio de Janeiro, para a construção de novas oportunidades para o setor. Durante a reunião, o ministro apresentou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, lançado pela pasta no início do mês.

A publicação está alinhada ao Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, que articula políticas públicas voltadas à prevenção da violência e à construção de ambientes mais seguros em todo o país. O pacto é uma ação do governo do presidente Lula para proteção das mulheres.

Enquanto apresentava o Guia, o ministro destacou a importância do protagonismo das mulheres no setor turístico nacional.

“Falar de turismo é falar de oportunidades. Mas também é falar de inclusão, de diversidade e de liberdade. E nesse contexto, o protagonismo feminino é uma peça fundamental em toda a cadeia do turismo. O turismo é um dos setores com maior participação feminina no mercado de trabalho. São milhões de mulheres que atuam diariamente e diversas atividades que fazem o turismo acontecer”.

Feliciano também reforçou que o Guia não se trata apenas de um material informativo, mas representa uma política pública estruturante dentro da regulamentação do Programa de Segurança Turística, de responsabilidade social e de compromisso institucional com a proteção das mulheres.

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“O Guia foi construído com o objetivo de orientar, conscientizar e fortalecer uma cultura de acolhimento e respeito no turismo brasileiro. Queremos que cada mulher que escolha viajar pelo Brasil, seja a trabalho, a lazer ou em busca de novas experiências, e encontre destinos preparados, acolhedores e comprometidos com sua segurança.

HOMENAGEM – Ainda nesta quinta-feira (12.03), o ministro Gustavo Feliciano foi condecorado com a “Medalha da Marinha Mercante”, um reconhecimento dado a personalidades pela contribuição institucional ao desenvolvimento do turismo e da economia no Brasil.

Em discurso de agradecimento, Feliciano citou os esforços do governo do Brasil para o fortalecimento da “economia do mar”.

“É uma grande honra receber uma medalha que simboliza todo o empenho do nosso ministério, sob a liderança do presidente Lula, para impulsionar o turismo no Brasil e, consequentemente, a economia nacional, com reflexos altamente positivos na geração de empregos, renda e inclusão social. Esses esforços incluem o fortalecimento da “economia do mar”, um pilar estratégico do atual governo no sentido de conciliar sustentabilidade ambiental e desenvolvimento”.

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Já pela manhã, o ministro participou da abertura do Turismall, evento que reúne autoridades, operadores, agentes de viagens e representantes institucionais do setor para debater o fortalecimento do turismo como vetor de desenvolvimento econômico, a promoção de destinos brasileiros e o debate sobre o turismo do futuro.

NAVEGAÇÃO SEGURA – Uma parceria entre o Ministério do Turismo e a Marinha do Brasil disponibiliza aos condutores náuticos o aplicativo gratuito NAVSEG, que amplia a segurança na navegação fluvial e marítima no país. A ferramenta permite cadastrar dados do condutor e da embarcação, registrar e compartilhar o Plano de Viagem e acompanhar a posição das embarcações por meio da rede de telefonia celular, possibilitando o monitoramento pela Capitania dos Portos mais próxima.

Voltado especialmente para embarcações de esporte, lazer, pesca, turismo náutico e transporte de passageiros ou carga, o aplicativo também facilita ações de socorro e salvamento. O NAVSEG tem contribuído para a prevenção de acidentes e para respostas mais rápidas em situações de emergência no mar e nos rios.

Por Marco Guimarães
Assessora de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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