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Ministério do Turismo discute ações de fortalecimento do setor com lideranças maranhenses em Barreirinhas (MA)

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Com o objetivo de impulsionar o turismo nos municípios maranhenses, o Ministério do Turismo apresentou, nesta terça-feira (25), o “Programa de Regionalização do Turismo em Ação: Mapa do Turismo até Você!”. A iniciativa itinerante leva conhecimento técnico e suporte especializado a lideranças locais, promovendo a integração de cidades ao Mapa do Turismo Brasileiro – ferramenta estratégica que norteia políticas públicas do órgão do governo federal.

A ação tem o apoio da Secretaria de Estado do Turismo e faz parte da programação do II Encontro de Gestores dos Polos Turísticos do Maranhão, realizado em Barreirinhas (MA). O município é uma das principais portas de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial Natural.

“Esse é um momento importante para nós, de poder estar atuando de perto e tendo esse contato com os gestores municipais, que são efetivamente quem recebe os turistas. E ter todo esse apoio só mostra o quanto as políticas públicas em turismo podem dar certo e são fundamentais para elevar a qualidade de vida de toda a comunidade que se beneficia desse setor tão rico que é o turismo”, pontuou a coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo do Ministério do Turismo, Ana Carla Moura.

Atualmente, 60 cidades maranhenses constam do Mapa do Turismo Brasileiro, sendo 15% delas categorizadas como “Municípios Turísticos”. Outros 81% são classificados como “Municípios com oferta turística complementar”, e 3%, na condição de “Municípios de apoio turístico”.

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“Nossa intenção é que mais destinos turísticos maranhenses avancem em sua estruturação para que, assim, façam parte do Mapa, onde ele terá acesso a recursos federais para impulsionar o setor de forma qualificada, gerando promoção, emprego e renda”, afirmou a secretária nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Cristiane Sampaio.

A inclusão no Mapa do Turismo Brasileiro garante aos municípios não apenas participação na Política Nacional de Turismo, mas também diversas oportunidades. Isso beneficia a gestão pública, que pode apresentar projetos, participar de programas do Ministério do Turismo e ter acesso a linhas de crédito diferenciadas por meio do Fundo Geral do Turismo (Novo Fungetur).

“Estamos trabalhando com todos os gestores, os vários polos turísticos do Maranhão, onde iremos discutir esse envolvimento de todos os polos com o Mapa do Turismo. Porque turismo é desenvolvimento econômico e social. Precisamos desenvolver um olhar junto ao estado, aos municípios e ao Ministério do Turismo, essas três instâncias que fazem o turismo acontecer”, ressaltou a secretária de Estado do Turismo do Maranhão, Socorro Araújo.

Com mais de 70% do turismo do estado sendo feito por moradores do próprio Maranhão, fortalecer parcerias entre as Instâncias de Governança Regionais (IGR) é fundamental, como ressaltou o presidente da IGR Lençóis e Delta, Patrick Araújo. “Esse é um espaço de diálogo com gestores públicos e a iniciativa privada para a integração de ações que construam o turismo maranhense mais forte, mais resiliente, priorizando sempre o setor, já que o estado tem essa vocação turística”, frisou.

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O EVENTO – No primeiro dia do evento, a equipe técnica do Ministério apresentou informações sobre a Lei Geral do Turismo, o Sistema Nacional de Turismo e o Plano Nacional de Turismo, além de promover debates sobre governança e a captação de recursos. Foram realizados, também, atendimentos personalizados, alcançando desde prefeitos e secretários de Turismo a empresários e representantes da sociedade civil ligados ao setor.

O secretário de Turismo de Santo Amaro (MA), Jackson de Souza, destacou o papel do ramo na preservação do meio ambiente. “Temos que focar e desenvolver o turismo em nossa região, pois temos um lugar único em nossas mãos, por meio de um turismo sustentável e consciente para garantir que as próximas gerações possam aproveitar essa riqueza natural”, pontuou.

Durante o Encontro de Gestores, foram lançados, ainda, o Polo Turístico Sertão Maranhense, que se junta a outros 10 polos turísticos locais; e, também, novos roteiros integrados, que vão aprimorar o suporte a visitantes, além de promover um trabalho coletivo de melhoria do turismo maranhense.

Por Fábio Marques

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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