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Ministério do Turismo divulga resultado preliminar dos habilitados ao Prêmio Nacional do Turismo 2025

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O Ministério do Turismo (MTur) divulgou, nesta quarta-feira (16.10), a lista preliminar de habilitados ao 4º Prêmio Nacional do Turismo 2025, marcando o início da fase mais aguardada do projeto. Com 474 propostas recebidas, a edição deste ano se consolida como a maior vitrine de talentos e boas práticas do setor, reunindo projetos e profissionais que estão reinventando o modo de turistar pelo Brasil.

Clique aqui e confira a lista preliminar de habilitados ao Prêmio Nacional do Turismo 2025

A disputa agora segue para a fase de avaliação técnica, que definirá os três finalistas de cada categoria. Ao todo, foram 379 inscrições na categoria Iniciativas de Destaque no Turismo e 95 na categoria Profissionais de Destaque no Turismo, refletindo um setor vibrante, diverso e cheio de inovação.

Para o ministro do Turismo, Celso Sabino, o número expressivo de participantes confirma a força do turismo nacional. “O Prêmio é uma forma de reconhecer e valorizar quem faz o turismo acontecer no país. São iniciativas e profissionais que transformam destinos, geram emprego, renda e promovem o Brasil com criatividade e compromisso. Ver mais de 470 histórias de dedicação e inovação, vindas de todas as regiões, é a prova de que o turismo brasileiro é feito por gente apaixonada”, afirmou o ministro.

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Assim como nas edições anteriores, a categoria “Profissionais de Destaque” contará com votação popular online, permitindo que o público escolha os nomes que mais contribuíram para o avanço do turismo em 2025.

O resultado final será divulgado no dia 4 de dezembro de 2025, durante cerimônia de premiação em Brasília (DF), promovida pelo Ministério do Turismo.

Prazo para recursos – Os proponentes poderão interpor recursos ao resultado preliminar entre os dias 17 e 21 de outubro de 2025, conforme orientações disponíveis nos editais das categorias “Profissionais de Destaque no Turismo” e “Iniciativas de Destaque no Turismo”. Após a análise dos recursos, será publicada a lista final de habilitados, que seguirá para a etapa de avaliação de mérito.

Comissões julgadoras – As comissões do Prêmio são formadas por profissionais e especialistas de destaque no setor turístico, com atuação reconhecida em áreas como gestão pública, pesquisa, inovação, sustentabilidade e promoção do turismo. Os grupos foram designados para avaliar, de forma independente e técnica, os méritos das inscrições e indicar os finalistas em cada categoria.

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Prêmio Nacional do Turismo – A iniciativa é uma parceria entre o Ministério do Turismo (MTur) e o Conselho Nacional do Turismo (CNT). O prêmio homenageia ações inovadoras, excelência em gestão e o impacto positivo de profissionais e prestadores de serviços turísticos comprometidos com o fortalecimento e o desenvolvimento sustentável do setor.

Mais do que reconhecer boas práticas, o Prêmio busca inspirar um compromisso contínuo com a inovação e a qualidade, incentivando iniciativas que possam melhorar as condições do turismo em diferentes territórios.

Por Lívia Albernaz 

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo 

Fonte: Ministério do Turismo

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Mulher Indígena: educação, protagonismo e enfrentamento à violência

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A partir de 2026, o dia 5 de setembro reúne dois marcos dedicados às mulheres indígenas. A data, tradicionalmente reconhecida como o Dia Internacional da Mulher Indígena, passa a ser também o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas, instaurado pela Lei nº 15.382/2026

A celebração internacional foi instituída em 1983, durante a Segunda Reunião de Organizações e Movimentos das Américas, realizada em Tiwanaku, na Bolívia. A data homenageia Bartolina Sisa, mulher indígena aimara que liderou movimentos de resistência ao domínio espanhol no Alto Peru, atual Bolívia, e foi assassinada em 1782. 

No Brasil, a criação da data nacional acrescenta ao 5 de setembro uma dimensão específica de proteção e enfrentamento à violência contra mulheres e meninas indígenas. 

A valorização e a proteção das mulheres indígenas também passam pela garantia de acesso a direitos e pela possibilidade de ocupar diferentes espaços da sociedade. Na educação, essas trajetórias podem ser vistas no ingresso e na permanência das mulheres indígenas em escolas e universidades, onde levam consigo saberes, conhecimentos e experiências construídas em seus territórios. 

Educação e Protagonismo – A trajetória de Luizete Nukini ajuda a mostrar como a educação pode transformar trajetórias individuais e ampliar possibilidades para as comunidades indígenas. Natural de Mâncio Lima, no Acre, e integrante do povo Nukini, chegou à Universidade de Brasília (UnB) para cursar farmácia depois de uma trajetória escolar marcada por limitações de acesso. 

Na infância, Luizete estudou em uma escola composta por apenas uma sala, onde estudantes de diferentes séries compartilhavam o espaço e tinham aulas com uma única professora. Anos depois, já adulta, retomou o projeto de ingressar no ensino superior. Foi aprovada no processo seletivo e passou a integrar a universidade. 

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Para a estudante, a chegada à universidade representa também uma possibilidade de inspirar outras meninas e crianças de sua comunidade a reconhecerem a educação como um caminho possível. “Assim como eu consegui, como eu estou conseguindo, elas também têm essa capacidade, principalmente nós, como mulheres”. 

Hoje, Luizete busca aproximar os conhecimentos adquiridos na formação acadêmica dos saberes tradicionais de sua comunidade. Entre seus futuros projetos está a produção de uma cartilha sobre plantas medicinais, construída a partir do diálogo entre os conhecimentos aprendidos na universidade e aqueles transmitidos pelas demais gerações. 

A experiência também evidencia como a presença de mulheres indígenas em espaços de formação pode contribuir para ampliar referências para outras gerações. Para Luizete, ocupar a universidade representa também a possibilidade de levar novos conhecimentos para sua comunidade e fortalecer os vínculos com os saberes tradicionais. 

A diretora de Políticas de Educação Escolar Indígena no Ministério da Educação (MEC), Rosani Kamuri Kaingang, também destaca a importância da presença de mulheres indígenas em diferentes espaços da sociedade. 

“Apoiar a presença das indígenas mulheres em todos os espaços de poder é garantir o rompimento de um silenciamento histórico e é fortalecer a nossa luta pela valorização das nossas línguas, dos nossos territórios, das nossas culturas e das nossas tradições”. 

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Proteção Contra Violência – A instituição do Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra as Mulheres e Meninas Indígenas estabelece um marco para ampliar a atenção à proteção desse público e ao enfrentamento das diferentes formas de violência. 

A escolha do 5 de setembro conecta essa agenda à memória de Bartolina Sisa e à trajetória histórica de resistência das mulheres indígenas. A data passa, assim, a reunir duas dimensões: o reconhecimento do protagonismo das mulheres indígenas e a necessidade de garantir seus direitos e sua proteção. 

No campo educacional, essa perspectiva também envolve assegurar condições para que meninas e mulheres indígenas possam acessar, permanecer e avançar em suas trajetórias escolares e acadêmicas, preservando os vínculos com seus territórios, culturas e comunidades. 

A data reforça ainda a importância de reconhecer as mulheres indígenas como sujeitos de direitos e protagonistas na construção de seus próprios caminhos, seja nas comunidades, nas escolas, nas universidades ou em espaços de participação e decisão. 

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 Assista ao vídeo:

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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