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Ministro Luiz Marinho recebe dirigente do UFCW para tratar de cooperação sindical entre Brasil e Estados Unidos

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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, recebeu nesta quinta-feira (17), em Brasília, o consultor sênior para Estratégias Globais do Sindicato Internacional dos Trabalhadores do Comércio e da Alimentação (UFCW), Stanley A. Gacek. A audiência teve como foco o fortalecimento das relações sindicais entre Brasil e Estados Unidos, a ampliação de parcerias institucionais e a conjuntura político-econômica atual.

Com mais de quatro décadas de atuação internacional, Gacek é advogado trabalhista especializado em normas e sistemas de relações de trabalho ao redor do mundo. Desde 2016, exerce a função de consultor sênior no UFCW, organização que representa mais de 1,2 milhão de trabalhadores dos setores de varejo, produção de alimentos e atividades correlatas nos Estados Unidos e no Canadá.

“Queremos aprofundar a cooperação com o Brasil, fortalecendo os laços entre o movimento sindical norte-americano e as lideranças brasileiras, especialmente por meio da formação e do intercâmbio”, afirmou Gacek durante o encontro. Ele destacou que a aproximação com entidades brasileiras tem como prioridade o fortalecimento da liberdade sindical, a promoção do trabalho decente e a atuação conjunta em instâncias e fóruns internacionais.

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Um dos destaques da parceria com o UFCW foi a realização de um curso intensivo de formação voltado a jovens dirigentes sindicais brasileiros. A primeira edição do programa, realizada no ano passado, levou 13 lideranças do Brasil para duas semanas de atividades na Flórida (EUA). “Foi uma experiência de alto nível, com avaliações extremamente positivas. Os participantes retornaram motivados e com uma visão ampliada sobre estratégias sindicais em escala global”, destacou Stanley Gacek. Segundo ele, já estão em andamento as tratativas para a realização de uma nova edição do programa no próximo ano.

Desta vez, os organizadores deverão contar com o apoio da Universidade Federal do ABC (UFABC) e de centros de pesquisa sindical, como o  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). “A ideia é criar uma rede de cooperação acadêmica e sindical, promovendo a formação técnica e política de lideranças sindicais com base em evidências e boas práticas internacionais”, explicou  Stanley Gacek.

Luiz Marinho reforçou o compromisso do governo brasileiro com o diálogo social e a cooperação internacional. “A construção de pontes entre o sindicalismo brasileiro e outras experiências mundo afora é essencial para o avanço das políticas de trabalho decente”, afirmou. O ministro também destacou a importância da formação sindical. “Fortalecer a base sindical, por meio da qualificação e do intercâmbio, é uma estratégia fundamental para a valorização do trabalho e a defesa da democracia.”

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Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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MEC apresenta Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta quinta-feira, 30 de abril, reunião com representantes da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais (Consec) para apresentar a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, iniciativa que integra a Política Nacional de Educação Escolar Inclusiva (Pneei). 

Na ocasião, a pasta apresentou dados sobre a educação especial inclusiva no Brasil. Entre os avanços divulgados estava o aumento de 81%, em relação a 2021, de matrículas nessa modalidade de ensino: foram computadas 2,5 milhões de matrículas em 2025. Também teve destaque os investimentos realizados por meio do PDDE Equidade – Sala de Recursos Multifuncionais (SRM)

A secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do MEC, Zara Figueiredo, ressaltou a importância do crescimento de matrículas, ponderando os próximos passos para atender à demanda. “Esse aumento também cria uma pressão maior nas redes, no que diz respeito à oferta adequada de ensino. Precisamos fazer um desenho bem formulado e detalhado das ações que serão tomadas, porque a gestão é fundamental para qualificar a permanência e o aprendizado de alunos nesta modalidade de ensino”, completou. 

Como resposta à essa necessidade, o encontro tratou da implementação da Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva, que visa garantir o direito à educação sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades para os alunos que são o público da educação especial. “Desde 2025, o MEC tem trabalhado pela normatização da Rede, sempre em contato com as secretarias de educação e com os demais agentes governamentais”, explicou a secretária. 

“Recolhemos diversas sugestões e adotamos várias medidas para construir uma nova portaria regulamentadora, que será publicada em breve. Esse documento reúne esforços na tentativa de criar um material que atenda a todas as demandas da educação inclusiva e que gere os instrumentos necessários para a implementação da Política Nacional de Educação Especial Inclusiva”, adiantou. 

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O MEC investiu, desde o início dessa gestão, no fortalecimento da educação especial inclusiva. Ao todo, foram destinados R$ 2,3 bilhões para estruturar o Atendimento Educacional Especializado (AEE) e para a formação de professores. Via PDDE Equidade – SRM, transferiu valores de R$ 654,8 milhões entre 2023 e 2025, com previsão de mais R$ 204 milhões em 2026. 

Cadernos – Durante a reunião, o MEC disponibilizou também o primeiro volume dos Cadernos de Gestão da Educação Especial Inclusiva, que buscam apoiar redes de ensino na formulação e implementação de políticas educacionais com foco em equidade. Os materiais funcionam como guias práticos para a gestão, conectando diretrizes nacionais aos desafios concretos enfrentados por estados e municípios. 

A coleção reúne seis volumes, cada um dedicado a uma modalidade: educação de jovens e adultos, educação do campo, educação escolar quilombola, educação escolar indígena, educação especial inclusiva e educação bilíngue de surdos. 

Rede – A Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva será composta por: Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviços; Observatório da Educação Especial Inclusiva; Núcleos de Apoio Técnico e Disponibilização de Materiais; Programa Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo; e Núcleo Intersetorial de Educação Especial Inclusiva:  

  • Centros de Referência em Formação Continuada e em Serviço: serão 27 centros, um em cada UF, que ofertarão formação em serviço de modo contínuo para atender às especificidades das redes de cada estado. 
  • Observatório da Educação Especial Inclusiva: será efetivado por meio de parceria com universidade federal e deverá estar articulado aos centros de formação e à rede de governança. 
  • Núcleos de Apoio Técnico e Disponibilização de Materiais: já estavam previstos em legislação, os núcleos serão responsáveis pela produção de materiais acessíveis, tecnologias assistivas e orientações de profissionais da educação. 
  • Rede Nacional de Autodefensoria contra o Capacitismo: movimento protagonizado por autodefensoras e autodefensores, membros de organizações representativas das pessoas com deficiência intelectual, síndrome de Down e autismo, com a finalidade de realizar ações de sensibilização coletiva sobre o combate ao capacitismo no contexto escolar. 
  • Estratégia de Articulação Intersetorial: rede de governança que contará com 2.003 articuladores intersetoriais para ajudar as redes e escolas em atividades. Eles atuarão como ponto focal do MEC nos territórios, apoiando as redes na elaboração e aprovação de normativos da política, além de promover e coordenar as atividades de formação em cada UF. Haverá também o apoio à Undime e às secretarias estaduais de educação no planejamento e na implementação do Plano de Ação para a formação de gestores e professores, dentre outros. 
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Pneei – A Política Nacional de Educação Escolar Inclusiva, instituída por meio dos Decretos nº 12.686/2025 e 12.773/2025, tem por objetivo reafirmar o compromisso com um sistema educacional inclusivo em todos os níveis, etapas e modalidade, assegurando o direito à educação de qualidade e condições de igualdade com os demais estudantes. A Pneei define como modalidade oferecida na rede regular de ensino, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, para estudantes com deficiência, estudantes autistas e estudantes com altas habilidades ou superdotação, assegurando recursos e serviços educacionais para apoiar, complementar e suplementar o processo de escolarização. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi) 

Fonte: Ministério da Educação

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