BRASIL
MJSP defende regulação responsável da inteligência artificial em audiência pública na Câmara dos Deputados
BRASIL
Brasília, 08/08/2025 – A secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e presidente do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade (CNPD), Lílian Cintra de Melo, representou o Governo Federal em uma audiência pública, realizada nesta quarta-feira (6), pela Câmara dos Deputados, destinada à análise do Projeto de Lei 2338/2023, que estabelece o marco regulatório da inteligência artificial no Brasil.
Em sua fala, destacou o compromisso do Governo Federal com o desenvolvimento de uma regulação equilibrada da inteligência artificial, capaz de fomentar inovação, garantir segurança jurídica e proteger os direitos fundamentais da população brasileira. “O Brasil tem o potencial de ser um fiel da balança nesse debate, inclusive do ponto de vista geopolítico. As decisões tomadas aqui podem influenciar o uso da internet e da inteligência artificial em todo o mundo”, afirmou.
Lílian ressaltou ainda que o Executivo federal tem participado ativamente das discussões desde a fase inicial do projeto, ainda na Comissão de Juristas, e segue colaborando na construção de um texto legislativo robusto e alinhado com os desafios contemporâneos do ambiente digital. Um dos pontos centrais defendidos por ela foi o fortalecimento institucional da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), indicada como coordenadora do Sistema de Governança da Inteligência Artificial (SIA), proposto no PL.
“A ANPD deve ter papel central, não apenas do ponto de vista normativo, mas também operacional. Para isso, estamos viabilizando concursos públicos e buscando espaço orçamentário para sua expansão”, explicou.
Ao final, Lílian Cintra fez um apelo contra a falsa dicotomia entre inovação e segurança. “É possível ter tecnologia de ponta com proteção. Assim como confiamos na aviação civil por sua regulação rigorosa, precisamos garantir que a inteligência artificial chegue à casa do povo brasileiro com segurança, transparência e responsabilidade”, concluiu.
O MJSP seguirá acompanhando os debates legislativos sobre o PL 2338/2023 e reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos digitais, a proteção de dados pessoais e o uso ético das tecnologias emergentes.
BRASIL
MTE participa da liberação de crédito ao programa CAIXA Hospitais
O secretário-executivo do MTE, Francisco Macena, em evento nesta quarta-feira (03) no auditório da Caixa em Brasília com presença do vice-presidente Geraldo Alckmin; o presidente da Caixa, Carlos Vieira; o secretário de atenção especializada à Saúde, Mozart Sales; além de representantes de empresas da área filantrópica de Saúde do país participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa CAIXA Hospitais / FGTS-Saúde.
O CAIXA Hospitais é uma linha de crédito destinada às entidades sem fins lucrativos, inclusive as certificadas como entidades beneficentes de assistência social (CEBAS), e às empresas privadas não filantrópicas, conveniadas com o Sistema Único de Saúde (SUS. Os recursos da linha devem ser aplicados de forma complementar ao Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na reestruturação financeira e em investimentos.
A resolução do FGTS que estabeleceu as diretrizes gerais do Programa FGTS-Saúde foi publicada pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (CCFGTS) em março desse ano, destinando 8,5 bilhões de recursos do Fundo para hospitais filantrópicos e entidades sem fins lucrativos vinculadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), no âmbito do Programa Agora Tem Especialista.
Previsto dentro do PAC Saúde, o FGTS Saúde prevê a destinação dos recursos em crédito às entidades sem fins lucrativos, com juros de até 8,66% e taxa de risco de crédito de até 3,00% ao ano, conforme a Medida Provisória (MP) nº 1.336, de 6 de fevereiro de 2026. A linha foi criada com o objetivo de oferecer condições especiais para que as instituições de saúde possam renegociar dívidas e melhorar sua gestão financeira. Segundo o agente financeiro Caixa, o crédito vai servir a estruturação de dívidas e investimentos das Santas Casas, já tendo sido executados pelo Programa cerca de R$ 2,2 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão já contratados e outros R$ 715 milhões em fase final de contratação.
Na cerimônia de hoje foram assinados contratos com a Fundação José Silveira na Bahia (R$110 milhões), Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos, no Rio (R$ 27,6 milhões), Associação de Combate ao Câncer de Goiás (15 milhões), Sistemas de Saúde Vila Nova, no Rio Grande do Sul (R$ 45 milhões), Fundo Assistencial da Paraíba (R$ 12 milhões), Instituto do Câncer de Londrina, no Paraná (R$ 53 milhões) e Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (R$ 300 milhões) A medida, segundo o Ministério da Saúde, busca reduzir filas, evitar o agravamento de doenças e diminuir afastamentos do trabalho, além de fortalecer a sustentabilidade financeira do setor hospitalar, intensivo em mão de obra, além de contribuir para a preservação de empregos e renda dos trabalhadores.
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