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MJSP divulga balanço de operações: 5,2 mil presos e mais de 300 mandados por violência contra mulheres
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Brasília, 06/03/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou, nesta sexta-feira (6), o balanço das Operações Mulher Segura e Alerta Lilás, que integram o Pacto Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, assinado em fevereiro por representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A mobilização resultou na prisão de 5.238 pessoas e no cumprimento de 302 mandados relacionados a crimes de violência contra a mulher.
“Essa quantidade de presos em um período relativamente curto foi possível graças à integração entre forças federais, civis e militares”, declarou o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp/MJSP), Chico Lucas. “Nossa atuação no combate ao feminicídio será perene e constante. A troca de informações entre bancos de dados é um recurso inteligente que se mostrou eficaz e é usado em paralelo com ações de acolhimento, prevenção e repressão”, afirmou.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra mulheres tem sido discutida como prioridade pelo Governo Federal. “Esses números representam a maior operação da história do Governo contra o feminicídio. São ações coordenadas de prevenção, proteção e responsabilização. Por meio dessas e de outras iniciativas públicas, queremos erradicar a violência no Brasil”, destacou.
A secretária nacional de Acesso à Justiça (Saju/MJSP), Sheila Carvalho, anunciou que serão investidos R$ 5 milhões nos próximos meses para lançar uma tecnologia de monitoramento para mulheres em situação de risco.
“A inovação tecnológica será usada para aprimorar os recursos de proteção às mulheres. Uma espécie de ‘botão de risco’ poderá ser acionado por mulheres com medidas protetivas”, explicou.
Sheila também enfatizou as entregas realizadas pelo Governo Federal. “Temos o projeto das Salas Lilás, com foco em municípios com menos de 100 mil habitantes, onde há maior incidência de crimes contra mulheres, e o projeto de reflexão que já atende 2,7 mil homens em tratamento para que a violência não volte a acontecer. Manter as mulheres vivas é nossa prioridade”, completou.
De acordo com a secretária nacional de Justiça (Senajus/MJSP), Maria Rosa Guimarães Loula, a violência contra a mulher ultrapassa as fronteiras do País. Ela demonstrou preocupação com crimes contra estrangeiras, exploração sexual e ataques à liberdade das mulheres.
“Há redes que lucram com o tráfico de mulheres. Em breve, vamos lançar um estudo sobre o que podemos fazer para ampliar o combate a esses crimes. Todas as mulheres em território nacional são prioridade e merecem respeito. Há violências que não são exatamente feminicídio, mas que antecedem esse tipo de crime e precisam ser combatidas”, afirmou.
Também participaram do evento a secretária nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres no Ministério das Mulheres, Estela Bezerra e a secretária executiva do Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes, Maria Helena Guarezi.
Operação Alerta Lilás
O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Antônio Fernando Oliveira, apresentou os principais números da Operação Alerta Lilás, considerada a maior iniciativa da instituição voltada à proteção de mulheres, e destacou situações inusitadas nas abordagens e prisões.
“Foram mais de 27 agressores sexuais capturados e três feminicidas. Cruzamos os dados de foragidos com a movimentação de veículos. A PRF, com sua capilaridade, contribuiu para essas prisões. Esse pacto nacional será levado a sério pela PRF. Um homem não precisa ser mulher para entender o peso de crimes como esses. Os homens devem rejeitar essa conduta, e criminosos têm que sentir a reprovação de toda a população”, afirmou.
Dados das operações
Coordenada pelo MJSP, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março, registrou 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados de prisão.
Em 15 dias, a operação mobilizou 38.564 agentes e 14.796 viaturas em 2.050 municípios. Foram realizadas 42.339 diligências, com acompanhamento de 18.002 medidas protetivas de urgência e atendimento a 24.337 vítimas. Na área preventiva, ocorreram 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram cerca de 2,2 milhões de pessoas.
Para reforçar as ações nos estados, o MJSP destinou aproximadamente R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias a policiais, ampliando o efetivo empregado na operação.
Entre 9 de fevereiro e 5 de março, a PRF intensificou atividades de inteligência e fiscalização nas 27 unidades da Federação para localizar e prender agressores procurados pela Justiça. Ao todo, 302 pessoas foram presas, em flagrante ou por mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres.
Dessas ocorrências, 119 prisões (39,4%) tiveram participação da inteligência da PRF, enquanto 183 (60,6%) resultaram de flagrantes realizados pelo efetivo operacional.
BRASIL
Brasil e União Europeia ampliam parceria em energia e minerais críticos em reunião no MME
O Ministério de Minas e Energia (MME) recebeu, nesta terça-feira (23/6), o comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, em reunião voltada ao fortalecimento do diálogo estratégico entre Brasil e União Europeia em temas relacionados à transição energética, minerais críticos e desenvolvimento sustentável. O encontro reuniu representantes do governo brasileiro e da Comissão Europeia para discutir oportunidades concretas de cooperação e investimentos nos setores de energia e mineração.
A agenda abordou iniciativas em infraestrutura energética e elétrica, hidrogênio de baixa emissão e seus derivados, combustíveis sustentáveis, descarbonização industrial, além de mecanismos de financiamento e investimentos em cadeias de valor estratégicas. A reunião integra a visita oficial do comissário europeu ao Brasil, realizada entre 18 e 24 de junho, e reforça a convergência entre as prioridades brasileiras e europeias para uma transição energética segura, sustentável e capaz de gerar desenvolvimento econômico.
Durante o encontro, o secretário-executivo do MME, Gustavo Ataíde, destacou que o Brasil reúne condições singulares para receber investimentos, graças à combinação entre abundância de recursos naturais e uma matriz energética predominantemente limpa. Segundo ele, a parceria com a União Europeia é fundamental para transformar o potencial brasileiro em projetos concretos capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento tecnológico.
“Há um alinhamento estratégico importante entre Brasil e União Europeia, e a determinação do ministro Alexandre Silveira é de que aproveitemos o momento de transformar intenções em ações concretas, capazes de gerar investimentos, empregos e renda. O Brasil oferece condições únicas para isso, mas busca parcerias que promovam a agregação de valor local, a formação de capital humano e a transferência de tecnologia”, afirmou.
Segurança jurídica e agregação de valor aos minerais críticos
Ao tratar das oportunidades na mineração, a secretária nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, Ana Paula Bittencourt, ressaltou que o Brasil oferece previsibilidade regulatória, estabilidade institucional e elevados padrões de sustentabilidade. Segundo ela, a diretriz do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é transformar a vantagem geológica brasileira em desenvolvimento socioeconômico e industrial.
A secretária destacou que o desafio atual vai além da expansão da produção mineral e passa pelo domínio tecnológico e pela formação de mão de obra especializada. Também defendeu o fortalecimento das cadeias produtivas para reduzir a concentração global do processamento desses minerais.
“Com um parceiro estratégico como a União Europeia, o Brasil pode avançar em saltos, e não apenas em passos. Temos condições de produzir materiais e insumos industriais de baixa pegada de carbono, aproveitando uma matriz elétrica com cerca de 90% de fontes renováveis”, disse.
O encontro ocorre em um momento de crescente interesse internacional pelas reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras, consideradas estratégicas para setores como mobilidade elétrica, semicondutores, indústria de defesa e tecnologias de baixo carbono. O Brasil detém a segunda maior reserva mundial de terras raras e busca ampliar a agregação de valor às cadeias produtivas associadas a esses recursos.
Hidrogênio de baixa emissão e infraestrutura energética
A secretária substituta de Transição Energética e Planejamento, Lorena Perim, destacou o protagonismo do Brasil como um dos principais polos globais de energias renováveis e ressaltou o interesse de empresas europeias em projetos de hidrogênio de baixa emissão. Segundo ela, o país trabalha para garantir que os investimentos em novas cadeias energéticas resultem em benefícios estruturantes para a economia brasileira. A regulamentação do hidrogênio de baixa emissão, atualmente em fase final de elaboração, deverá contribuir para acelerar decisões de investimento e ampliar a cooperação com parceiros internacionais.
“Nós sabemos que há um grande interesse por parte dos investidores, considerando que o Brasil é um grande hub de energia renovável, mas a nossa regulamentação e as nossas discussões internas sempre passam por internalizar ganhos além de simplesmente a implantação do projeto; nós precisamos trazer parte desse valor, dessa cadeia para o Brasil”, destacou Lorena.
Parceria mira investimentos e resultados concretos
Representando a União Europeia, o comissário para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, destacou que Brasil e Europa compartilham valores e interesses estratégicos e defendeu maior foco na implementação das iniciativas em curso.
“Temos valores compartilhados, competências dos dois lados e determinação. Agora precisamos fazer acontecer. Precisamos acelerar, avançar em medidas práticas e alinhar marcos e propostas específicas”, afirmou.
Síkela também ressaltou o crescente interesse de empresas europeias em investir no Brasil e defendeu a construção de projetos emblemáticos capazes de impulsionar novos investimentos, inclusive em outros mercados da América Latina.
A reunião no MME integra uma agenda mais ampla de aproximação entre Brasil e União Europeia, que inclui iniciativas no âmbito da estratégia Global Gateway e da parceria em matérias-primas críticas. A cooperação busca fortalecer cadeias produtivas resilientes, promover investimentos sustentáveis e ampliar a participação brasileira em segmentos de maior valor agregado ligados à transição energética global.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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