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MJSP reúne redes nacionais de combate ao narcotráfico em encontro técnico em Brasília
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Brasília, 24/6/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), realiza, entre 24 e 26 de junho, o primeiro Encontro Técnico da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento ao Narcotráfico (Renarc) e da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe). O evento reúne, em Brasília (DF), unidades especializadas das polícias civis e militares dos 26 estados e do Distrito Federal. A abertura foi realizada no Palácio da Justiça.
Criadas em 2024 e coordenadas pela Senasp, a Renarc e a Renoe têm como objetivos o intercâmbio de experiências, a difusão de boas práticas e a construção de protocolos para atuação conjunta. Por meio delas, o MJSP busca aprimorar a repressão qualificada, desarticular estruturas criminosas complexas e aumentar os resultados operacionais em todo o País. O encontro, promovido pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), busca o alinhamento de estratégias, a padronização de procedimentos e o fortalecimento da interoperabilidade entre as unidades especializadas.
Durante a abertura, o diretor da Diopi, José Anchieta Nery, destacou a importância do engajamento de diferentes operadores de segurança pública na construção de estratégias integradas de combate ao crime. “Devemos ter uma atenção especial ao papel da União como articuladora institucional. Mas também é importante compreender que vivemos em uma Federação enorme. Por isso, é necessário que todos participem desse debate, com alinhamento e profissionalismo”, afirmou. “A integração acontece ao deixar de lado as vaidades institucionais, para visar à finalidade do bem comum”, acrescentou.
Paradigmas e transversalidade
Na esteira das mudanças de paradigmas consideradas necessárias, Anchieta ressaltou a importância da participação de mulheres em posições de liderança na segurança pública. “É importante criar, nas nossas unidades de trabalho, um ambiente cada vez mais favorável à chegada de mulheres em posições de liderança. Quando se trata de combate ao crime organizado e ao narcotráfico, também precisamos receber mais mulheres, especialmente em cargos de liderança”, disse.
O coordenador-geral de Combate ao Crime Organizado da Diopi, Getúlio Monteiro, enfatizou a necessidade de atuação conjunta entre as redes, com respeito às suas atribuições. “A Renarc, com a Polícia Civil, e a Renoe, com a Militar, se fortalecem dentro das suas especificidades, com o diferencial de serem efetivamente ouvidas. Não fazemos nada sozinhos. Por isso, a busca por essa transversalidade, que é traduzida por meio do contato direto entre as redes. Assim, potencializamos, cada vez mais, o nosso fluxo de informações e o trabalho em conjunto”, concluiu.
Atuação
A Renarc tem como objetivo integrar as polícias civis de todos os estados brasileiros no combate ao narcotráfico e às organizações criminosas. Desde a sua criação, a rede contabiliza mais de 5 mil prisões e centenas de toneladas de drogas apreendidas — com prejuízo estimado em mais de R$ 2 bilhões ao crime organizado.
A Renoe busca fortalecer o enfrentamento ao crime organizado por meio da integração das unidades especializadas das polícias militares de todo o País. Nos últimos dois anos, a rede apresentou resultados que indicam prejuízo superior a R$ 1,6 bilhão ao crime organizado, além da apreensão de 721 armas de fogo e toneladas de drogas.
Também participaram da abertura do primeiro Encontro Técnico a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo Ivana David; o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Mato Grosso do Sul e presidente do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas, Romão Avila Milhan Júnior; o presidente do Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares, coronel Renato dos Anjos Garnes; o coordenador-geral de Combate ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal, Raphael Eugênio de Souza; e o chefe do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico da Polícia Civil de Minas Gerais, Rodrigo Macedo de Bustamante.
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GT reúne setor produtivo para debater competitividade e melhoria do ambiente de negócios
Mais de 100 representantes do setor produtivo, entidades e sociedade participaram, na quarta-feira (16/9), de reunião para apresentação dos avanços da Agenda para a Redução do Custo Brasil. Uma das novidades anunciadas foi a mudança do nome para Agenda Brasil Mais Competitivo, em norma a ser publicada.
Pela primeira vez desde a instituição do Grupo de Trabalho, a reunião foi aberta à participação do setor produtivo, de entidades representativas e da sociedade em geral. A iniciativa foi promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) e pela Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Durante o encontro, representantes dos ministérios responsáveis pelos setores de energia e transportes apresentaram a evolução de políticas e iniciativas relacionadas ao ciclo 2023-2025 e os principais avanços em medidas com potencial de impacto sobre o ambiente de negócios e a competitividade.
Energia, gás e logística em debate
A programação da reunião incluiu apresentações de representantes dos Ministérios de Portos e Aeroportos, dos Transportes e de Minas e Energia.
O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Política Nacional Setorial de Identificação Biométrica. Na sequência, o Ministério dos Transportes apresentou o Plano Nacional de Logística 2050. Pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Departamento de Gás Natural apresentou as ações do governo federal no mercado de gás natural e sua importância para a melhoria da competitividade no Brasil.
Também foram apresentadas iniciativas relacionadas ao setor de energia elétrica, com destaque para medidas voltadas à melhoria do sinal de preços, incluindo a Consulta Pública MME nº 218/2026, a regulamentação do curtailment e a regulamentação do Encargo de Reserva de Capacidade (Ercap), de modo a considerar o perfil de carga.
Setor produtivo participa do debate
Após as explanações foi aberto espaço para manifestações dos participantes, ampliando o diálogo entre governo, setor produtivo e entidades representativas. As manifestações destacaram gargalos, especialmente quanto a celeridade nos processos de prestação de serviços públicos, de modo a reduzir entraves que impactam diretamente a atividade produtiva.
Nova Agenda
A Agenda Brasil Mais Competitivo foi apresentada como resultado do trabalho desenvolvido nos últimos anos, especialmente na seleção das propostas que integram a carteira. Dentro do processo foram identificadas melhorias e aprimoramentos regulatórios a fim de enfrentar entraves concretos ao ambiente de negócios e que possam contribuir para o aumento da competitividade da economia brasileira.
A construção da nova carteira se deu por meio de consulta pública que contabilizou mais de 270 contribuições, resultando em novas propostas prioritárias, que se somam aos projetos remanescentes do ciclo anterior e devem ser implementadas ao longo do próximo período.
Assim, a nova Agenda está na etapa de desenho e validação, em conjunto com os ministérios setoriais, dos planos de ação de cada projeto da carteira.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços



