BRASIL
MME acompanha restabelecimento do fornecimento de energia no Paraná após passagem de ciclone extratropical
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) segue acompanhando as ações de restabelecimento do fornecimento de energia elétrica no Paraná, após a passagem de um forte sistema meteorológico, associado a um ciclone extratropical, na tarde da última sexta-feira (7/11). Segundo dados da sala de situação criada para monitorar o atendimento ao estado, 99% das unidades consumidoras encontram-se restabelecidas. O fenômeno, que veio acompanhado de ventos intensos e chuvas fortes, provocou danos à rede elétrica e deixou aproximadamente 290 mil unidades consumidoras sem energia em 18 municípios entre a noite de sexta e a manhã de sábado (8/11).
O município de Rio Bonito do Iguaçu foi o mais impactado, com quase 90% das residências e comércios temporariamente sem energia elétrica, segundo registros das distribuidoras locais.
Apesar dos danos em trechos da rede de transmissão, o MME ressalta que não houve descontinuidade do fornecimento de energia na rede de transmissão. O funcionamento das redundâncias do critério de segurança N-1 garantiu a continuidade do suprimento elétrico, preservando a confiabilidade do sistema mesmo com a ocorrência de falhas em alguns componentes. Os danos mais severos se concentraram na rede de distribuição.
Abaixo, o MME apresenta a atualização do cronograma de restabelecimento das linhas de transmissão:
Eletrosul (Axia)
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LT 525 kV Ivaiporã/Londrina C-1 – 1 torre danificada. Previsão de retorno: 12/11
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LT 230 kV Guarapuava Oeste/Irati Norte C-1 e LT 230 kV Areia/Guarapuava Oeste C-1 – 3 torres danificadas (trecho compartilhado). Previsão de retorno: 14/11
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LT 525 kV Ivaiporã/Salto Santiago C-2 – 5 torres danificadas. Previsão de retorno: 16/11
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LT 525 kV Ivaiporã/Salto Santiago C-1 – Previsão de retorno: 16/11
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LT 525 kV Ivaiporã/Areia C-1 – 6 torres danificadas. Previsão de retorno: 18/11
Engie
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LT 230 kV Guarapuava Oeste/Areia C-1 – 3 torres danificadas. Serviço restabelecido nessa segunda-feira (10/11), às 14h12
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LT 525 kV Ivaiporã/Ponta Grossa C-2 – rompimento de cabo. Previsão de retorno: 11/11
O MME segue em contato permanente com as concessionárias para garantir a segurança operacional e o pleno restabelecimento do fornecimento de energia elétrica no estado.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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