BRASIL
MME debate medidas para aprimorar gestão de reservatórios em períodos de seca e cheias
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou, nesta quarta-feira (11/3), o workshop “Fortalecimento da Governança da Gestão Integrada dos Reservatórios do Setor Elétrico: Instrumentos e estratégias para melhorar o atendimento a usos múltiplos em situações excepcionais”. O evento reuniu representantes do setor elétrico para discutir instrumentos e estratégias capazes de aprimorar a gestão dos reservatórios em cenários de seca e de cheias, além de fortalecer a comunicação com a sociedade.
Na ocasião, o diretor de programa da Secretaria Nacional de Energia Elétrica (SNEE), Guilherme Godoi, destacou que a gestão dos reservatórios desempenha um papel fundamental para a segurança energética do país. “A gestão dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional envolve desafios importantes, já que são ativos essenciais para a segurança energética do país. Nos últimos anos, eventos hidrológicos extremos associados à variabilidade climática evidenciaram a necessidade de fortalecer a coordenação institucional e aprimorar instrumentos de governança”, disse o diretor.
O workshop realizado foi uma oportunidade de ampliar a articulação entre os diferentes atores envolvidos na gestão dos reservatórios, promovendo decisões mais eficientes, transparentes e previsíveis na operação desses empreendimentos estratégicos.
A programação do workshop foi estruturada em dois painéis técnicos. O primeiro debateu alternativas de instrumentos de gestão e estratégias para mitigar impactos aos usos múltiplos dos reservatórios durante situações excepcionais. Já o segundo painel abordou a comunicação como ferramenta de integração entre a gestão de recursos hídricos e a gestão eletroenergética. A discussão considerou a atualização da Lei nº 9.433/1997 e explorou formas de ampliar a transparência das informações sobre recursos hídricos e fortalecer o diálogo sobre as bacias hidrográficas.
“Seguimos trabalhando para fortalecer a articulação entre as instituições responsáveis pela gestão dos reservatórios do SIN, garantindo decisões mais eficientes, transparentes e previsíveis na operação desses empreendimentos estratégicos. Essa é uma iniciativa que busca identificar instrumentos e estratégias que permitam atender melhor aos diferentes usos da água em situações excepcionais, como períodos de seca ou cheias, reunindo contribuições do setor elétrico, da gestão de recursos hídricos, da academia e dos usuários das bacias para aprimorar a governança, a gestão e a comunicação sobre esses recursos”, afirmou Guilherme Godoi.
A expectativa é que as contribuições apresentadas durante o workshop apoiem as próximas etapas do projeto de modo a contribuir para o fortalecimento da governança e da gestão integrada dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN), conciliando a segurança energética do país com a sustentabilidade e os diversos usos da água.
A iniciativa integra a Ação de Curto Prazo CP11 do Plano de Recuperação dos Reservatórios de Regularização de Usinas Hidrelétricas do País (PRR), coordenado pelo MME. O objetivo é identificar oportunidades de aprimoramento na governança e na articulação entre os diferentes atores envolvidos na gestão dos reservatórios que compõem o Sistema Interligado Nacional (SIN), garantindo maior eficiência, transparência e previsibilidade nas decisões relacionadas à operação desses ativos estratégicos.
Confira aqui a transmissão completa do do workshop
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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