BRASIL
MME reabre prazo de contribuições na consulta pública para proposta de metodologia de seleção de áreas para energia eólica no mar
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) reabriu, por meio da Portaria nº 856, publicada no Diário Oficial da União (DOU) a Consulta Pública que propõe critérios para a seleção de áreas destinadas à geração de energia eólica offshore no país. A iniciativa, assinada pelo ministro Alexandre Silveira, amplia a janela de participação popular e do setor produtivo, permitindo o envio de contribuições até 1º de setembro de 2025, de forma totalmente digital, pelos portais oficiais do MME e do Participa + Brasil.
A proposta de metodologia de seleção de áreas nasceu de uma demanda do próprio MME à Empresa de Pesquisa Energética (EPE), de um instrumento para orientar tecnicamente a definição de áreas no espaço marinho brasileiro para o desenvolvimento dos novos projetos. Essa abordagem considera aspectos técnicos, ambientais, sociais e econômicos, garantindo que o aproveitamento do potencial eólico ocorra de maneira sustentável, ordenada e em consonância com o Planejamento Espacial Marinho (PEM), previsto na Lei nº 15.097/2025.
Antes de chegar à fase de consulta pública, a metodologia foi apresentada e debatida em oficinas realizadas nos dias 5 e 9 de maio de 2025 com o Grupo de Trabalho de Eólicas Offshore. Nesses encontros, instituições do setor puderam sugerir melhorias, que foram analisadas e incorporadas pelas equipes técnicas do MME e da EPE. Agora, o objetivo é ampliar o alcance do debate, envolvendo não apenas especialistas, mas toda a sociedade interessada no avanço da matriz energética renovável brasileira. As atividades do Grupo de Trabalho Eólicas Offshore são frequentemente divulgadas no site do MME, que pode ser acessado aqui.
O documento proposto busca criar um processo transparente e alinhado às melhores práticas internacionais, capaz de lidar com os desafios do uso múltiplo do mar. Isso significa conciliar a instalação de aerogeradores com outras atividades essenciais, como pesca, navegação e preservação ambiental. Ao sistematizar critérios e procedimentos, o MME pretende oferecer segurança jurídica e previsibilidade aos investidores, ao mesmo tempo em que leve em consideração os ecossistemas marinhos e assegura benefícios sociais e econômicos para as comunidades costeiras.
A abertura da consulta pública, e atual reabertura do prazo, não são apenas passos regulatórios, mas uma oportunidade para definir, de forma coletiva e estratégica, o uso sustentável do nosso espaço marinho. Ao participar, cidadãos e empresas contribuem para moldar o futuro energético do país, combinando desenvolvimento econômico, segurança energética e preservação ambiental.
Webinar
Para ampliar o entendimento sobre a proposta e esclarecer a metodologia, o MME e a EPE realizaram, em 11 de julho , um webinar para apresentar os principais pontos da metodologia e detalhar os próximos passos do processo. O evento teve transmissão pelos canais do YouTube do MME, da EPE e pode ser acessado aqui.
BRASIL
Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



