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MME reforça o compromisso de impulsionar cadeia produtiva de minerais estratégicos para segurança alimentar
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Desenvolver o setor mineral é estratégico para garantir a segurança alimentar no país, conforme destacado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nesta segunda-feira (30/06) durante o Workshop Fertilizantes 2025: Cenários e Perspectivas. Na abertura do evento, realizado em Brasília, o MME reforçou o compromisso com ações que fortalecem a cadeia produtiva do fosfato e potássio, minerais usados como insumos na agricultura.
Representando o MME, o diretor de Transformação e Tecnologia Mineral do MME, Rodrigo Cota, destacou que o país ainda tem uma forte dependência por insumos para fertilizantes, importando 90% do potássio consumido e 75% do fosfato. De acordo com ele, há uma união de esforços para ampliar a produção nacional: “O governo brasileiro com a ajuda do setor privado já está adequadamente mapeando aquilo que precisa ser feito e efetivamente trabalhando para que a gente desenvolva no Brasil projetos robustos de fosfato e de potássio para garantir a segurança alimentar do povo brasileiro”, afirmou.
Cota enfatizou que o país tem potencial mineral e é uma grande potência agrícola, o que reforça a necessidade de avançar com o desenvolvimento da mineração. O diretor explicou que, para aumentar a oferta mineral, o MME trabalha em ações para ampliar o mapeamento geológico e identificar novas áreas com potencial mineral. Além disso, há um empenho para priorizar os licenciamentos dos projetos minerais, garantindo a proteção ao meio ambiente e às comunidades locais.
Outro eixo de atuação é no incentivo financeiro aos projetos de pesquisa e extração mineral: “Estamos tentando construir junto com o mercado os instrumentos necessários para suportar o financiamento desses projetos”, explicou Cota. Entre as iniciativas, está o Fundo de Minerais Estratégicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Gás para Empregar
O MME também participou de diálogos estratégicos que ocorrem no workshop. Durante o painel sobre financiamento e fomento aos investimentos em fertilizantes, o coordenador-geral de Infraestrutura do Departamento de Gás Natural do MME, Fernando Matsumoto, destacou que a disponibilidade de gás natural a preços competitivos é essencial para viabilizar a produção nacional de fertilizantes nitrogenados. O Programa Gás para Empregar tem entre seus objetivos ampliar o uso do gás no setor industrial, especialmente na fabricação de insumos estratégicos, como fertilizantes e produtos petroquímicos. Para isso, uma das medidas é estruturar a atividade de transporte de gás como um negócio independente da exploração e produção, com remuneração adequada aos riscos envolvidos.
O painel também destacou o Plano Nacional Integrado de Infraestruturas de Gás Natural e Biometano (PNIIGB), elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) sob coordenação do MME. O plano busca organizar a implantação de infraestrutura para garantir que o gás chegue com eficiência aos centros de consumo. Tiveram destaque ainda outras ações do MME, como a harmonização regulatória entre União e Estados e os esforços de integração gasífera com a Argentina, que incluem estudos sobre a importação de gás de Vaca Muerta. O painel foi moderado pelo coordenador-geral de Desenvolvimento Tecnológico e Transformação Mineral, Miguel Leite.
Já a mesa que debateu os Desafios para ampliação do mapeamento geológico teve a moderação do diretor do Departamento de Geologia e Produção Mineral da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME, José Luiz Ubaldino.
O workshop inédito é promovido pelo MME, e pelos ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com realização da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


