BRASIL
MTE destaca trabalho decente e sustentabilidade na cadeia do cacau durante a ExpoCacau 2025
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) participou da ExpoCacau 2025, realizada em Ilhéus (BA), entre os dias 26 e 28 de agosto, reforçando seu compromisso com o fortalecimento da agricultura familiar, a geração de empregos verdes e a promoção de condições dignas de trabalho no campo.
Por meio da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), o MTE tem atuado para promover o trabalho decente na cadeia produtiva do cacau, com iniciativas de diálogo e cooperação, como o projeto “Inova Cacau 2030”, do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que busca fortalecer a produtividade e a sustentabilidade do setor, além de melhorar as condições de vida dos trabalhadores rurais. O conceito de trabalho decente, formulado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), abrange atividades adequadamente remuneradas, exercidas em condições de liberdade, equidade e segurança, garantindo uma vida digna.
Durante a feira, foram realizadas palestras sobre formas de contratação no meio rural. A Bahia segue como o maior produtor de cacau do país e, apenas no primeiro semestre de 2025, registrou cerca de 36 mil toneladas, consolidando sua liderança nacional.
O coordenador-geral de Diálogo Social e Promoção do Trabalho Decente do MTE, Luiz Henrique Ramos, ressaltou a relevância da participação do Ministério em um evento de caráter majoritariamente técnico como a ExpoCacau. Segundo ele, o MTE vem marcando presença no setor cacaueiro nos últimos anos, oferecendo palestras voltadas para questões trabalhistas e reforçando a importância do trabalho decente para o setor produtivo. Neste ano, o destaque foi a apresentação da auditora-fiscal do Trabalho, Giuliana Cassiano, sobre as formas de contratação no meio rural.
Ramos também destacou como novidade a instalação de um estande do MTE, que possibilitou contato direto e permanente com os participantes. Produtores e trabalhadores buscaram informações, retiraram materiais sobre programas da pasta e dialogaram com a equipe sobre temas como qualificação e trabalho sustentável. “Foi uma oportunidade de aproximar o MTE de um público diverso, em um espaço tradicionalmente ocupado por pautas ligadas à produtividade agrícola, mostrando que o trabalho decente é parte essencial da sustentabilidade da cadeia do cacau”, afirmou.
Ele lembrou ainda que, em paralelo à ExpoCacau, a OIT lançou um projeto em cooperação com a iniciativa CocoaAction, voltado à promoção do trabalho decente no setor. “Esse movimento reforça que o tema está cada vez mais inserido no debate sobre a produção de cacau e deve avançar por meio de iniciativas conjuntas”, concluiu.
ExpoCacau 2025: Inovação, Sustentabilidade e Desenvolvimento
A cidade de Ilhéus foi palco da ExpoCacau 2025, que reuniu cerca de cinco mil participantes no Centro de Convenções. O evento agregou produtores, pesquisadores, empresas, instituições públicas e privadas, além de representantes internacionais, em um ambiente voltado à inovação, sustentabilidade e geração de negócios.
BRASIL
Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.
A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.
Afroturismo
Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas.
Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.
Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.
Turismo 60+
A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.
Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.
”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.
Protagonismo indígena
Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.
Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.
Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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