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MTE moderniza NR-10 e instala Mesa Estadual do Trabalho Decente no Meio Rural em SP

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O ministro Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, assinou nesta sexta-feira (29), em São Paulo, a atualização da Norma Regulamentadora Nº10 (NR-10), que dispõe sobre a segurança em instalações e serviços em eletricidade. A modernização da NR-10 representa um avanço na proteção da saúde e da vida dos trabalhadores do setor elétrico, oferecendo maior clareza e segurança jurídica para as empresas na implementação das medidas previstas na norma. O novo texto reforça a prevenção de acidentes graves e fatais ao atualizar conceitos, acompanhando a evolução tecnológica, as boas práticas internacionais e o atual modelo de gestão de riscos adotado no país.

Segundo o ministro, a modernização da NR-10 acompanha a evolução tecnológica, as boas práticas internacionais e o atual modelo de gestão de riscos no mercado de trabalho brasileiro. Para ele, a atualização representa um avanço na proteção da saúde e da vida dos trabalhadores do setor elétrico, além de oferecer maior clareza e segurança jurídica às empresas na implementação das medidas previstas na norma. “A atualização ocorreu após um longo diálogo entre as partes e reafirma o compromisso do MTE para a promoção de ambientes de trabalho mais seguros, investindo na prevenção de acidentes, com normas modernas, claras e compatíveis com as transformações tecnológicas do mundo do trabalho”, ressaltou o ministro.

Trabalho Decente no Meio Rural

Outra portaria assinada pelo ministro Luiz Marinho, durante evento na Fundacentro,  com a participação de representações de trabalhadores, empregadores, do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT),  instalou a primeira Mesa Estadual do Trabalho Decente no Meio Rural. A portaria estrutura um canal permanente de diálogo social no meio rural paulista, promovendo alinhamento institucional entre políticas trabalhistas, agrícolas e de desenvolvimento regional. A iniciativa reforça ainda ações de prevenção, orientação e promoção do trabalho decente, com foco na formalização e na melhoria das condições laborais e no fortalecimento do enfrentamento articulado ao trabalho análogo à escravidão e a outras violações de direitos no meio rural.

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 “Nossa missão é evitar que a exploração aconteça e isso não se faz apenas com a fiscalização, é preciso repensar nossas ações para centrar na conscientização – seja de empregadores, trabalhadores e de toda a sociedade – para a importância de proteger as pessoas. A ideia dos Pactos, das Mesas, é provocar e, por meio do diálogo, promover essa conscientização, para não haver necessidade de atuar com a mão forte da fiscalização para proteger o lado mais fraco”, defendeu.

Dados da Seade e do Dieese apontam que cerca de 653 mil trabalhadores atual na área rural em São Paulo, que corresponde a 17% da força de trabalho no Estado. “A mesa busca, a partir dos Pactos que vamos instalar em todo o país e que hoje iniciamos aqui em SP, promover, por meio do diálogo, o trabalho decente aos trabalhadores do campo”, disse Marinho. As entidades presentes ao evento elogiaram a instalação da Mesa e os Pactos para promoção do trabalho decente, exaltando a iniciativa do MTE, por meio do diálogo, resguardar os direitos e proteção dos trabalhadores rurais.

Gestão de riscos

As mudanças na NR-1 e a instalação da Mesa Estadual do Trabalho Decente no Meio Rural reforçam a preocupação do MTE com a proteção dos trabalhadores. A atualização da norma reduz a dependência do uso de EPIs como única barreira de segurança ao organizar as medidas de controle a partir de uma sequência lógica de gestão de riscos, priorizando a eliminação do perigo por meio da desenergização das instalações elétricas, antes da adoção de medidas de proteção coletiva, administrativas e, por último, dos equipamentos de proteção individual (EPIs).

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Reconhece de forma explícita riscos já identificados na prática laboral, como os efeitos do arco elétrico. Com isso, projetos e procedimentos deverão considerar medidas específicas para prevenção desse tipo de ocorrência, ampliando a segurança dos trabalhadores expostos à energia elétrica.

A norma foi organizada em capítulos mais claros e objetivos, estabelecendo distinção entre as obrigações relacionadas a projetos, organização do trabalho, procedimentos, capacitação e documentação. A nova estrutura facilita a compreensão dos requisitos da norma e reduz interpretações divergentes, trazendo maior previsibilidade para empregadores e profissionais da área e fortalece a integração da NR-10 ao Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO), previsto na NR-1. Com isso, permite que os riscos relacionados à eletricidade sejam tratados de forma sistêmica e integrada aos demais riscos presentes nos ambientes de trabalho, ampliando o planejamento e o acompanhamento das medidas preventivas.

A nova norma prevê também treinamentos para os trabalhadores, que passam a ter organização mais estruturada e alinhada às atividades desenvolvidas, considerando o tipo de instalação, o nível de tensão e o setor de atuação. A nova redação também valoriza a prática supervisionada, conteúdos aplicados às condições reais de trabalho e a responsabilidade técnica na formação dos trabalhadores, contribuindo para treinamentos mais efetivos.

 A NR-10 cuida da prevenção de acidentes graves e fatais e sua atualização acompanha a evolução tecnológica, as boas práticas internacionais e o atual modelo de gestão de riscos no atual mercado de trabalho brasileiro.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Ministério do Turismo e BID abrem seleção para consultoria voltada ao financiamento do setor no Brasil

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O Ministério do Turismo, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), abriu seleção para a contratação de uma consultoria especializada em mercado financeiro e instrumentos de fomento. A iniciativa tem como objetivo elaborar um diagnóstico sobre a oferta e a demanda de crédito na área e propor soluções que garantam mais competitividade, sustentabilidade e resiliência climática ao turismo brasileiro.

Organizações interessadas têm até as 17h do dia 5 de outubro de 2026 para enviar suas propostas. O processo de seleção ocorre por meio de um edital de Solicitação de Manifestação de Interesse (SMI), e a instituição escolhida conduzirá os trabalhos por meio de um contrato com duração estimada de seis meses.

Saiba mais clicando aqui

Requisitos

A consultoria deverá comprovar experiência mínima de cinco anos na realização de estudos, diagnósticos ou projetos relacionados ao fomento econômico, instrumentos financeiros, políticas públicas e sustentabilidade. É desejável ainda ter histórico nos setores de turismo, crescimento regional ou finanças climáticas, além de vivência em iniciativas internacionais e capacidade de análise técnica em inglês e espanhol.

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Quem pode participar

Estão aptas a participar consultorias originárias de países-membros ou territórios do BID. 

Para fortalecer as propostas, é permitida a formação de consórcios ou joint ventures (duas ou mais organizações, que se unem para realizar um projeto específico). Nesses casos, o grupo deverá nomear formalmente uma entidade líder como representante responsável por todas as comunicações. A comprovação de capacidade técnica exigirá histórico institucional, corpo de profissionais qualificados e evidências de trabalhos similares já executados.

Inscrição e prazos

As manifestações de interesse devem ser enviadas exclusivamente de forma digital pelo Portal do Proponente do BID. As organizações interessadas devem criar uma conta completa na plataforma, sendo obrigatória a inclusão do Número de Parceiro Comercial (BP Number) no perfil. Todos os documentos devem ser encaminhados em formato PDF.

Em caso de dúvidas, entre em contato com a equipe responsável, pelo e-mail: .

 

Fonte: Ministério do Turismo

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