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Municípios debatem educação digital e midiática com MEC
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O Ministério da Educação (MEC) promoveu, nesta quinta-feira, 11 de junho, o webinário “Educação Digital e Midiática no Currículo: orientações e experiências das redes municipais”. O encontro foi transmitido no canal do MEC no YouTube e reuniu gestores, equipes técnicas e educadores de redes municipais de ensino para orientar acerca da atualização curricular necessária à implementação da educação digital e midiática nas escolas, em alinhamento à Estratégia Nacional Escolas Conectadas (Enec).
A iniciativa teve como foco mobilizar especialmente os municípios que possuem sistema próprio de ensino, reforçando a importância da incorporação desses temas aos currículos da educação básica. Durante o encontro, representantes do MEC apresentaram orientações sobre a adequação dos referenciais curriculares às normativas nacionais e promoveram troca de experiências entre redes de ensino que já avançaram nesse processo, entre elas Godofredo Viana (MA), Santo Augusto (RS), Patos de Minas (MG) e Juarina (TO).
O evento também apoiou os municípios no atendimento às exigências da Condicionalidade V do Valor Anual por Aluno por Redução de Desigualdades (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).
A condicionalidade verifica se estados, municípios e Distrito Federal possuem referenciais curriculares alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e se esses documentos incorporam as competências previstas na BNCC Computação e nas Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular de educação digital e midiática.
Durante o webinário, a diretora de Apoio à Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Anita Stefani, destacou a relevância da atualização curricular para garantir os direitos de aprendizagem dos estudantes. “A BNCC Computação, que é um complemento à BNCC, exige uma adaptação curricular mais intensa de todas as redes municipais. Então, quanto mais apoio vocês tiverem, melhor vai ser a garantia, não só dos recursos, mas para que os estudantes recebam esse conteúdo para ter seus direitos de aprendizagem garantidos nesta temática tão importante”, afirmou.
Programação – No painel “Como atualizar o currículo e incorporar a Educação Digital e Midiática”, a especialista em Educação e Tecnologias da Coordenação-Geral de Tecnologia e Inovação da SEB, Larissa Santa Rosa, apresentou orientações para a construção de currículos alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) Computação e às Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares e a integração curricular dessa área de conhecimento.
Segundo ela, a educação digital e midiática deve estar presente ao longo de toda a educação básica, respeitando as especificidades de cada etapa de ensino. Na educação infantil, a proposta é promover uma introdução lúdica, equilibrada e segura ao mundo digital. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o foco está no desenvolvimento da alfabetização digital e das primeiras habilidades de pensamento computacional. Já nos anos finais, a ênfase recai sobre a cidadania digital, a participação social e o uso das tecnologias nos projetos de vida dos estudantes. No ensino médio, o trabalho é aprofundado por meio de reflexões sobre ética, cultura digital, pensamento computacional e análise crítica das tecnologias e das informações.
As orientações apresentadas também destacaram que as redes podem incorporar essas competências de diferentes formas, seja por meio da transversalidade entre os componentes curriculares existentes ou pela criação de um componente curricular específico. Em ambos os casos, a implementação deve assegurar a progressão das aprendizagens, a formação continuada dos professores e as condições adequadas para o desenvolvimento das atividades pedagógicas.
O webinário também apresentou as ações desenvolvidas pelo MEC para apoiar as redes de ensino e os professores nesse processo. Entre elas estão a publicação de guias, materiais orientadores e cursos de formação ofertados pela plataforma Mais Professores. Atualmente, a plataforma reúne 83 cursos na área de educação digital e midiática, que já resultaram em mais de 540 mil certificados emitidos.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica
Fonte: Ministério da Educação
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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial
Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.
Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais.
Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais.
Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.
Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União.
O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola.
Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades.
Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública.
Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis.
Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas.
Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado.
Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar.
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



