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NIB ganha mais R$ 41 bilhões e chega a R$ 548 bi de financiamentos até 2026

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O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, anunciou nesta segunda-feira (26), em cerimônia na sede do banco, no Rio de Janeiro, o aporte de mais R$ 41 bilhões da instituição no Plano + Produção – ferramenta que financia projetos relacionados às seis missões da Nova Indústria Brasil (NIB) e que agora soma R$ 548 bilhões em recursos.

Com o aporte de R$ 41 bi, a participação do BNDES na NIB sobe para R$ 300 bi. Também participam do Plano + Produção a Caixa, o Banco do Brasil, o Banco do Nordeste (BNB), o Banco da Amazônia (Basa), a Finep e a Embrapii.

Durante o evento, em comemoração ao Dia da Indústria, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou ainda a expectativa de aprovação do Acredita Exportação, no Congresso, e declarou apoio às medidas fiscais anunciadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também presente à cerimônia.

Também participaram da abertura a ministra das Relações Institucionais, Gleise Hofmann, e o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

“A indústria é fundamental por pagar salários mais altos, agregar valor e estar na ponta da inovação”, afirmou Alckmin em sua fala, lembrando como o crescimento de 3,8% na indústria de transformação em 2024 ajudou a levantar o PIB brasileiro, que fechou o ano com crescimento de 3,4%. Sobre as medidas anunciadas pela Fazenda, frisou: “Haddad terá nosso apoio integral no que for preciso, entre contingenciamentos e esforços fiscais, para não ter déficit”, afirmou Alckmin.

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O ministro relembrou vários programas do MDIC e do governo, responsáveis por esse crescimento, e disse estar otimismo quanto à aprovação do Acredita Exportação no Senado.

“O projeto deve ter aprovação essa semana e é um estímulo a mais para a pequena empresa conquistar mais mercado ao poder exportar mais”, declarou. O Acredita Exportação visa estimular as micro e pequenas empresas exportadoras, com a devolução de 3% do valor do crédito tributário.

Investimentos mais que dobraram

Durante o evento, o presidente do BNDES fez uma análise dos desafios do cenário econômico global, entre eles o de apostar em uma nova era de industrialização.

“Ou construímos uma relação mais criativa entre estado e mercado ou dificilmente países em desenvolvimento poderão reconstruir suas indústrias e superar seu hiato tecnológico, que não é pequeno nas relações internacionais”, disse.

Ele destacou o papel do banco no crescimento da indústria brasileira em 2023 e 2024. “De 2022 para 2024, nós aumentamos em 132% o crédito para a indústria brasileira, ou seja, mais do que dobramos o volume de crédito”.

Ao final sugeriu ao governo montar um programa capaz de atrair cientistas e especialistas brasileiros, que trabalham nos Estados Unidos, de volta ao Brasil. “Temos que fazer um programa para atrair cérebros e pesquisadores que estão querendo sair dos EUA, de modo que possamos trazer de volta brasileiros talentosos em áreas estratégicas”.

Reforma tributária

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Já o ministro Fernando Haddad, em sua fala, afirmou que a reforma tributária aprovada no Congresso, cujos efeitos só serão sentidos a partir de 2027, será um dos grandes legados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a indústria.

“Os efeitos serão extraordinários, começando pela desoneração do investimento, que será de 100%”, apontou. “Com a reforma, vai ser possível contratar mais pessoas para aumentar a produtividade da indústria”.

Haddad ainda elogiou a liderança de Alckmin à frente do MDIC. “O que está acontecendo na indústria e o trabalho do MDIC tem que ser valorizado, assim como o papel do BNDES na recuperação da indústria deve ser reconhecido”, ressaltou o ministro.

A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, destacou o crescimento do setor industrial em 2023 e 2024, assim como a importância dos resultados da NIB. “Entre os muitos dados positivos, dois chama a atenção: a indústria brasileira criou mais de 530 mil empregos em 2023 e 2024, e desse total mais de 70% das vagas criadas foram ocupadas por jovens e mulheres”.

Por fim, o presidente da CNI, Ricardo Alban, elogiou a retomada da política industrial pelo atual governo e detalhou a necessidade de se progredir nesse caminho. “É um exemplo para que a gente vá crescendo, evoluindo, como todos os países do mundo vêm fazendo, com uma política industrial com um olhar voltado para as cadeias produtivas”, concluiu.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Diagnóstico Equidade 2026 mostra avanço das políticas de educação étnico-racial

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Os dados do Diagnóstico Equidade 2026, realizado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), mostram que as estratégias de equidade racial estão cada vez mais presentes nos estados e municípios brasileiros. Entre 2024 e 2026, o percentual de redes municipais que declararam contar com áreas especificas para a gestão dessas ações passou de 15% para 42%; entre as redes estaduais, o indicador chegou a 100% em 2026.  

Esse diagnóstico é uma iniciativa criada em 2024 pelo MEC, pondo fim a uma lacuna de dados cuja ausência comprometia a capacidade estatal de promoção da equidade. Em sua segunda edição, o diagnóstico manteve participação próxima à universalidade, com resposta ao questionário de 97% das redes municipais e 100% das redes estaduais. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa. 

Do ponto de vista institucional, por exemplo, houve um aumento no percentual de redes de ensino com áreas específicas para fazer a gestão de ações de equidade racial. Entre 2024 e 2026, o número saiu de 15% para 42% entre os municípios, e alcançou 100% em 2026 entre as redes estaduais. Além disso, a presença de normativa local relacionada à promoção da educação para as relações étnico-raciais (Erer) passou de 43% para 55% entre municípios e de 74% para 93% entre as redes estaduais. 

Os dados também mostram crescimento percentual de redes municipais que realizam campanhas de declaração racial, ação para promover o reconhecimento e a valorização das identidades étnico-raciais, bem como para permitir análises educacionais racializadas cada vez mais precisas. O levantamento revela que este crescimento foi de 66% para 86% em dois anos nas redes municipais, e de 63% para 93% nas redes estaduais. 

Houve também uma redução do percentual de estudantes sem declaração racial no Censo Escolar entre 2023 e 2025, representando uma queda de 24% para 10%, sendo que o indicador vinha se mantendo constante em torno de 26%, nos anos anteriores.  

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Os novos dados apresentam um crescimento da maturidade de organização das redes em diferentes frentes e que a temática da equidade racial entrou no centro da agenda da política pública, demonstrando as ações da Pneerq e de mecanismos indutores, tais como o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva e a complementação-VAAR Fundeb da União. 

O Diagnóstico Equidade 2026 tem o objetivo de identificar diferentes aspectos da implementação de políticas equitativas no país, particularmente aquelas ligadas à promoção da educação para as relações étnico-raciais, em cumprimento à Lei 10.639/03, modificada pela Lei 11.645/08, e ao fortalecimento da educação escolar quilombola. 

Equidade racial no planejamento educacional – No indicador de incorporação da equidade racial como objetivo presente no Plano de Ações Articuladas (PAR), as redes municipais passaram de 30% para 67%. Nas redes estaduais, o avanço foi de 56% para 93%. Esse panorama revela a preocupação crescente das redes de ensino em planejar e buscar apoio técnico e financeiro para estratégias de enfrentamento das desigualdades. 

Formação em relações étnico-raciais – Outro indicador que apresentou avanço foi o percentual de redes municipais de ensino que ofereceram formações, seminários, oficinas e palestras sobre equidade racial, passou de 48%, no ano de 2024, para 69%, em 2026. Todas as redes estaduais declararam realizar essa oferta. Esse resultado demonstra que o tema da equidade racial também foi inserido no planejamento formativo das secretarias, ação crucial para trabalhar a difusão de práticas pedagógicas antirracistas entre os professores da rede pública. 

Monitoramento das Leis de Erer – O diagnóstico permitiu identificar o acompanhamento da implementação das leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008. O indicador passou de 18% para 34% para as redes municipais, e de 30% para 59% para as redes estaduais. O monitoramento permite às redes identificarem escolas onde há maior dificuldade de execução de práticas pedagógicas de educação para as relações étnico-raciais e gargalos operacionais, e assim planejar de forma mais efetiva as estratégias para cumprimento das leis. 

Identificação e resposta ao racismo e injúria racial – Cresceu também a adoção de protocolos para casos de racismo ou injúria racial nas redes estaduais, de 59% para 93% (mais de 30 pontos percentuais). Nas redes municipais, o percentual saiu de 36% para 53%. Nesse contexto, o Ministério da Educação publicou, em 2026, uma série de protocolos nacionais, os quais podem servir de referência para o trabalho das escolas públicas. 

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Práticas de gestão – O conjunto de perguntas com menor avanço no período foi o relacionado à dimensão das práticas de gestão das redes de ensino em relação a suas escolas. Acerca da evolução das respostas sobre protocolos de resposta ao racismo e de campanhas de declaração racial, que fazem parte desta dimensão, o Diagnóstico de Equidade 2026 permitiu identificar que alguns indicadores cruciais ainda não avançaram como o esperado. 

Os pontos de atenção para o próximo ciclo estão na implementação de estratégias de incentivos às escolas e aos professores para a implementação da educação para as relações étnico-raciais, bem como a consideração de conhecimentos sobre Erer nos processos seletivos de professores e diretores escolares. No período, passou de 44% para 74% o percentual de redes estaduais que incluíram a avaliação de conhecimentos sobre relações étnico-raciais nos processos de escolha da gestão escolar. 

Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às Secretarias de Educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer) e 12 sobre Educação Escolar Quilombola (EEQ). 

Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.  

As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo. 

Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi

Fonte: Ministério da Educação

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