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“Nós temos a responsabilidade de fazer a nossa conexão com o território e do território com o Brasil”, afirma Luiz Marinho
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O 1º Encontro Nacional do Programa Paul Singer, iniciado nesta segunda-feira (25), marca um momento importante para a agenda da Economia Popular e Solidária no país. Promovido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o evento tem como objetivo debater as potencialidades e os desafios desse modelo econômico nos territórios com agentes e parceiros do programa, além de discutir a implementação do Sistema Nacional de Economia Solidária (Senaes).
A solenidade de abertura foi realizada no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília, reunindo parceiros do programa e autoridades do Governo Federal. Nesta terça-feira (26) e quarta-feira (27), a programação segue no Centro de Treinamento Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em Luziânia (GO).
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, destacou a importância do Programa Paul Singer para a pasta. A iniciativa é coordenada no âmbito do MTE pela Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes). Segundo ele, nem todos os estados e municípios contam com ações voltadas ao desenvolvimento dos empreendimentos econômicos solidários. “Nós (MTE) temos a responsabilidade de fazer a nossa conexão com o território e do território com o Brasil”, afirmou.
Lançado em 2024, o Programa Paul Singer tem como objetivo retomar o compromisso do Estado com a reconstrução da política pública de Economia Popular e Solidária, como estratégia de inclusão social e desenvolvimento socioeconômico. O programa conta com um corpo técnico de 500 agentes territoriais que atuam diretamente nas localidades, sob a supervisão de 54 coordenadores estaduais. São parceiros da iniciativa a Fundacentro e a Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Presente no evento, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, relembrou o legado do economista Paul Singer, pioneiro e incentivador da Economia Popular e Solidária no país. Singer foi o primeiro secretário de Economia Popular e Solidária no MTE durante os dois primeiros mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “A economia solidária não pode ser vista como algo paralelo ao desenvolvimento do país. Ela deve assumir um lugar central na economia nacional”, destacou Márcia.
Em sua fala, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que a pasta conta com 1.900 agentes de cultura em todo o país e ressaltou a importância do trabalho desempenhado por esses profissionais. “Só unidos vamos poder fazer a transformação que o Brasil precisa. Não pode ser uma ação individual. Se unirmos as forças, vamos poder continuar a fazer esse trabalho tão importante, tão delicado, que é a construção de políticas públicas para melhorar a vida das cidadãs e dos cidadãos brasileiros, principalmente daqueles que mais precisam”, declarou.
Participaram do evento pelo MTE o atual secretário da Senaes, Fernando Zamban, o ex-secretário da Senaes, Gilberto Carvalho, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, além de representantes do Banco do Brasil, da Petrobras, da Fundacentro, da União Nacional das Organizações Cooperativistas Solidárias (Unicopas) e de outras entidades ligadas ao tema.
Dados do Programa Paul Singer
Os agentes territoriais realizaram, até maio de 2026, 36.211 ações, alcançando diretamente 226.101 pessoas, em 1.080 municípios do país, a região com maior concentração de agentes é o Nordeste (402 cidades), seguida pelo Sudeste (287) e pelo Sul (219).
Acompanhe aqui a programação do evento
Saiba mais sobre a Economia Solidária — Ministério do Trabalho e Emprego
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MDIC abre inscrições para o prêmio Selo de Boas Práticas Regulatórias
Estão abertas as inscrições do prêmio Selo de Boas Práticas Regulatórias, iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) que busca aprimorar a ação normativa por meio do reconhecimento, da visibilidade e da disseminação de boas práticas;
Até 18 de setembro, órgãos e entidades reguladoras podem inscrever atos normativos federais, estaduais e municipais, de interesse geral de agentes econômicos ou de usuários dos serviços prestados, para concorrer ao prêmio.
A avaliação leva em conta os critérios de previsibilidade, transparência, qualidade regulatória, participação social e coerência regulatória.
As regras da edição 2026 do Selo foram publicadas pelo MDIC na quinta-feira (13/8), no Diário Oficial da União, em portaria da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória. Os atos devem ser inscritos em formulário eletrônico específico.
Cada órgão ou entidade poderá apresentar até três atos. Para participar, o ato deve estar em vigor, ter sido publicados há no máximo quatro anos e não ter sido avaliado em edições anteriores do Selo.
O resultado será divulgado no portal do MDIC e no Portal da Regulação em até 90 dias após o encerramento do prazo de submissão.
Período de inscrição: até 18 de setembro de 2026
– Portaria de abertura das inscrições
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços



