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Olimpíada premia professores de matemática do Ensino Médio

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O Ministério da Educação (MEC) realizou, nesta segunda-feira, 30 de março, a cerimônia de premiação da Olimpíada de Professores de Matemática do Ensino Médio no Brasil (OPMBr). As olimpíadas integram o Compromisso Nacional Toda Matemática, política do MEC voltada ao fortalecimento do ensino e da aprendizagem desse componente na educação básica. O evento ocorreu no auditório do edifício anexo do MEC, em Brasília (DF), e foi transmitido pelo canal do MEC no YouTube

A iniciativa tem como objetivo reconhecer professores medalhistas da OPMBr e valorizar práticas pedagógicas inovadoras e de excelência no ensino de matemática. A olimpíada busca destacar experiências que contribuam para tornar o ensino de matemática mais significativo, incentivando metodologias que ampliem o engajamento dos estudantes e os resultados de aprendizagem. 

A olimpíada contou com 1.209 inscritos e as cinco regiões do país foram representadas entre os 81 medalhistas, sendo 37 do Nordeste; 32 do Sudeste; nove do Sul; dois do Norte; e um do Centro-Oeste. Desses, 20 professores de três regiões do Brasil (SE, com 11; NE, com oito; e Sul, com um) receberam medalhas de ouro. Além disso, 19 professores foram premiados com medalhas de prata, 42 de bronze e 41 com menções honrosas. 

Os premiados com medalha de ouro ganharão uma viagem à China onde conhecerão a Shanghai Normal University, com apoio do Centro de Educação de Professores da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e das Embaixadas do Brasil e da China; intercâmbio em Xangai; e recursos de capacitação em seus estados e cidades. 

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A premiação reuniu cerca de 100 pessoas, entre professores, representantes de secretarias de educação, instituições parceiras, pesquisadores e técnicos do MEC. 

Cerimônia – A mesa de abertura contou com a presença da secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt; do secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli; do coordenador-geral de Ensino Fundamental do MEC, Victor Eyng; do embaixador da China no Brasil; Zhu Qingqiao; do vice-diretor do Centro de Formação de Professores da Unesco em Xangai, Hu Guoyong; da coordenadora do Setor de Educação da Unesco no Brasil, Maria Rebeca Otero Gomes; da presidente da Sociedade Brasileira de Matemática, Jaqueline Godoy Mesquita; do representante do Conselho Gestor da OPMBr, José Antônio Puppim; e da gerente de Desenvolvimento e Soluções do Itaú Social, Sônia Dias. 

Na ocasião, a secretária de Educação Básica agradeceu a parceria da Unesco e da República da China nas olimpíadas e destacou que, assim como o país asiático, o Brasil colocou a educação como prioridade para construção de políticas públicas. Ela parabenizou os professores premiados e agradeceu a presença dos docentes medalhistas da primeira olimpíada, realizada em 2023.  

“Essa medalha é o compromisso com a educação pública brasileira, é o compromisso com a visão sistêmica da educação básica e com a matemática, como um eixo estruturalmente de todos os demais saberes. Com vocês, honramos a educação pública brasileira”, destacou Kátia Schweickardt. 

Já o secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Marcelo Bregagnoli, observou que essa olimpíada tem um formato diferente, porque envolve docentes, além de ser essencial para conhecer as boas experiências. “O MEC vai fazer essa ação de disseminação das boas práticas, dentro desse compromisso tão importante, que é o Compromisso Nacional Toda Matemática. Em um momento de tanta instabilidade no mundo, Brasil e China podem dar o exemplo através da transferência tecnológica, através do processo do intercâmbio cultural, mas, sobretudo, através de um produto proveniente de um processo educacional efetivo. Esse momento representa isso”, observou. 

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Já o coordenador-geral de Ensino Fundamental do MEC, Victor Eyng, falou que a matemática, às vezes, é lida e interpretada como algo distante, difícil e para poucos. Nesse sentido, disse ele, o compromisso busca gerar um encantamento pelo componente, com o intuito de que a matemática seja para todos e todas. 

“Precisamos, em nossa prática cotidiana e de nosso dia a dia, transformar essa visão que muitos de nossos estudantes ainda carregam do que é a matemática e do que é aprender matemática. Esse papel não tem como ser executado sem passar pela figura do professor e da professora. Esse evento, hoje, está sendo protagonizado por 20 professores medalhistas de ouro, em uma celebração de reconhecimento de suas práticas de excelência. Que ele sirva de inspiração para muitos outros professores e profissionais, de que é possível ter uma matemática acessível, uma matemática que seja para todos e todas”, considerou. 

Parceiros – A olimpíada é realizada em parceria com instituições de referência na área, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA/ITAEx;); a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM); e a Universidade Federal do Ceará (UFC). 

Conheça todos os medalhistas

 Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)

Fonte: Ministério da Educação

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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados

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Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.

A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.

Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.

Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.

Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.

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Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.

“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”

O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.

Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.

Operações em unidades prisionais

Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.

A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.

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Plataformas digitais

Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.

O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.

“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.

De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.

“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.

A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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