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Operação Compliance Zero avança e mira corrupção no alto escalão do sistema financeiro

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Brasília, 16/4/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) divulgou os resultados da quarta fase da Operação Compliance Zero em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (16), no Palácio da Justiça.

Deflagrada hoje, a fase atual investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, com foco na corrupção de gestores envolvidos nas negociações sob investigação. A Polícia Federal cumpre dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão, emitidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal (DF) e em São Paulo (SP).

Participaram da coletiva o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva; o diretor-executivo da Polícia Federal (PF), William Marcel Murad; o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção, Dennis Cali; e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas.

O ministro Wellington Lima reforçou que a divulgação de informações ocorre dentro dos limites legais. “É dever do Ministério da Justiça e da Polícia Federal prestar informações à população, mas com rigorosa observância do sigilo.”

Segundo Murad, esse é um desdobramento direto das investigações iniciais e se concentra na apuração de corrupção associada à operação financeira investigada desde o início. “Temos uma operação extremamente complexa, com fases e fatos distintos.” Ao reforçar as limitações na divulgação de detalhes, ele ressaltou que parte significativa das investigações segue sob sigilo.

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Fases da Operação Compliance Zero

A Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 para investigar fraudes contra o sistema financeiro nacional, com foco na emissão e na negociação de títulos de crédito falsos.

As investigações tiveram início em 2024, após requisição do Ministério Público Federal, e apontam que o Banco Master teria criado carteiras de crédito sem lastro, posteriormente vendidas ao Banco de Brasília (BRB) e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada, após fiscalização do Banco Central do Brasil.

A operação foi estruturada em diferentes fases interligadas:

1ª fase (nov/2025): foco nas fraudes envolvendo a negociação de créditos fraudulentos entre instituições financeiras. Segundo Murad, tratava-se de “créditos fraudulentos inexistentes […] que davam lastro à negociação”. Foram cumpridos 25 mandados de busca, sete prisões e houve bloqueio de R$ 1,3 bilhão, além do afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

2ª fase (jan/2026): aprofundamento das fraudes estruturais no sistema financeiro, com uso de fundos para sustentar o esquema. O diretor-executivo da PF apontou um sofisticado esquema com camadas distintas de fundos. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, uma prisão e bloqueados cerca de R$ 6 bilhões.

3ª fase (mar/2026): investigação de corrupção de agentes públicos e obstrução de justiça, com quatro prisões e afastamento de dois servidores do Banco Central.

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4ª fase (atual): foco na corrupção de gestores e na lavagem de dinheiro. Segundo a PF, a etapa investiga a corrupção dos gestores e o esquema de lavagem de dinheiro decorrente desses atos.

Os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado, corrupção e lavagem de dinheiro. As medidas judiciais incluem prisões preventivas, buscas e apreensões, afastamento de cargos públicos e o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens, com o objetivo de interromper as atividades do grupo e garantir a recuperação de ativos.

Foto: Tom Costa/MJSP
Foto: Tom Costa/MJSP

Durante a coletiva, o Governo Federal destacou que a operação se insere em uma estratégia mais ampla de combate ao crime organizado. Segundo o secretário Chico Lucas, a diretriz é “atacar o andar de cima e os magnatas do crime”, com foco na chamada asfixia financeira das organizações criminosas.

As autoridades também enfatizaram o compromisso com a institucionalidade e a autonomia das investigações.
“Não há caminho fora da institucionalidade. Não se persegue nem se protege, a atuação se dá nos limites da lei”, enfatizou o ministro Wellington Lima.

A Polícia Federal reforçou que novas fases não estão descartadas e que seguirá atuando com autonomia para aprofundar os desdobramentos das investigações.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Comissão de Implantação da UFEsporte realiza primeira reunião

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Nesta quinta-feira, 24 de setembro, a Comissão de Implantação da Universidade Federal do Esporte (UFEsporte) realizou sua primeira reunião ordinária no Ministério da Educação (MEC), em Brasília. O encontro reuniu representantes do governo federal, de instituições de ensino superior e de entidades do setor esportivo para iniciar o planejamento técnico e pedagógico da nova instituição de educação superior.  

Criada pela Lei nº 15.457, de 3 de julho de 2026, a UFEsporte tem como finalidade formar profissionais para a gestão de políticas públicas, administração de entidades esportivas e formadores especializados em treinamento de atletas de alto rendimento. 

Participaram do encontro o secretário de Educação Superior, Marcus Vinícius David; o secretário Nacional do Paradesporto, Fábio Augusto de Araújo; e a secretária Nacional de Excelência Esportiva, Iziane Castro Marques. Para a presidência da comissão, foi eleito o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Fernando Marinho Mezzadri. A vice-presidência ficará a cargo do professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Israel Teoldo da Costa. 

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O grupo é responsável por elaborar o estatuto, o regimento geral, o projeto pedagógico institucional e a estrutura organizacional da universidade, além de definir os cursos que comporão a oferta inicial da instituição. 

Instituído pela Portaria MEC nº 639/2026 e atualizado pela Portaria MEC nº 705/2026, o colegiado é composto por 28 membros, sendo 23 titulares e cinco suplentes. A estrutura integra representantes da Secretaria de Educação Superior (Sesu) e da Secretaria-Executiva do MEC, do Ministério do Esporte (MEsp), da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), do Conselho Nacional do Esporte (CNE) e do Instituto Santos Dumont (ISD), além de professores e pesquisadores da área de Ciência do Esporte e indicação da Presidência do Senado Federal.  

De acordo com o planejamento apresentado para a instituição, as atividades acadêmicas estão previstas para começar no segundo semestre de 2027, com cinco cursos de graduação e cinco de pós-graduação lato sensu. Em quatro anos, a previsão é chegar a 11 cursos de graduação e até 3 mil estudantes. A grade acadêmica deverá abranger áreas como Ciência do esporte, educação física, gestão e marketing esportivo, medicina esportiva e reabilitação e nutrição esportiva. 

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Entre as diretrizes previstas para a instituição estão ações relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência no paradesporto e ao acesso à educação formal por atletas em fase de transição de carreira. A proposta também contempla ações relacionadas à igualdade entre homens e mulheres no esporte, à igualdade de oportunidades e remuneração e ao combate à discriminação. 

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sesu  

Fonte: Ministério da Educação

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