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Operação contra abuso sexual infantojuvenil cumpre mandados em todo o País
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Brasília, 28/4/2026 – Com apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Polícia Federal (PF) realizou, nesta terça-feira (28), a Operação Nacional Proteção Integral IV, voltada à identificação e à prisão de autores de crimes de abuso sexual contra crianças e adolescentes. Ao todo, foram cumpridos 159 mandados de busca e apreensão e 16 mandados de prisão preventiva nos 26 estados e no Distrito Federal.
A ação mobiliza 503 policiais federais e 243 policiais civis do Distrito Federal (DF) e dos seguintes estados: Bahia (BA), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS), Pará (PA), Paraná (PR), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Sul (RS), São Paulo (SP) e Tocantins (TO).
A Operação Nacional Proteção Integral IV integra uma força internacional de combate a crimes transnacionais que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes. Denominada Operação Internacional Aliados pela Infância VI, a iniciativa ocorre de forma simultânea em 15 países.
Além do Brasil, participam Argentina, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Espanha, França, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Uruguai.
Em 2026, a PF já cumpriu ao menos 450 mandados de prisão de foragidos por crimes sexuais por meio dos Grupos de Capturas.
O MJSP atua de forma integrada no enfrentamento ao abuso sexual infantojuvenil, com ações de inteligência, cooperação entre forças de segurança e uso de tecnologia no combate a crimes cibernéticos, fortalecendo a atuação conjunta entre União e estados.
Prevenção e orientação
Embora o termo pornografia ainda conste no Estatuto da Criança e do Adolescente, a terminologia adotada internacionalmente prioriza expressões como abuso sexual de crianças e adolescentes ou violência sexual contra crianças e adolescentes, por refletirem com maior precisão a gravidade desses crimes.
Como medida de prevenção, a PF orienta pais e responsáveis a acompanharem o uso da internet por crianças e adolescentes. O diálogo aberto sobre segurança no ambiente digital e o incentivo à comunicação de situações suspeitas são estratégias essenciais para reduzir riscos e ampliar a proteção.
*Com informações da Polícia Federal
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



