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Padronização do índice de elucidação de crimes é discutida pelo Conselho Gestor do Sinesp

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Brasília, 28/03/2025 – Padronizar o índice de elucidação de crimes, com ênfase inicial nos homicídios, e promover maior consistência e qualidade nas informações foi o tema central da reunião do Conselho Gestor do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (ConSinesp), nessa quinta-feira (27), no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

Essa foi a primeira reunião ordinária do conselho em 2025, marcada por iniciativas voltadas à integração e ao fortalecimento da política de dados na área. A diretora de Gestão e Integração das Informações (DGI), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP, Vanessa Fusco, que também preside o colegiado, ressaltou que o momento é de renovação e avanço.

“Este ano, o ConSinesp inicia uma nova fase, com a chegada de novos conselheiros e uma agenda robusta voltada para temas relevantes da gestão e qualificação dos dados. A união entre os colegiados será essencial para avançarmos em soluções concretas para a segurança pública”, destacou Vanessa.

Novos conselheiros

Durante o encontro, foram empossados os novos conselheiros das cinco regiões do País. O colegiado também é composto por cinco representantes do Governo Federal, entre eles: Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF), Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), além de dois membros do MJSP — sendo um da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e outro da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

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O secretário-executivo do ConSinesp, Dérik Reis, enfatizou a importância da composição plural do encontro. “A participação dos principais colegiados de segurança pública do País reforça o papel integrador do ConSinesp, que tem como missão articular esforços entre União e estados para a construção de um sistema de dados cada vez mais confiável e eficiente”, afirmou.

Durante a reunião, Vanessa Fusco apresentou um trecho da proposta de modernização do Sinesp do futuro, que prevê o uso de inteligência artificial para aprimorar a análise e a qualidade dos dados de segurança pública.

O evento contou com a presença dos presidentes dos principais colegiados de segurança pública do País, como o Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp); o Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil (CONCPC); o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares (CNCG-PM); e o Conselho de Dirigentes de Polícia Científica (CONDPC).

Atuação de forma integrada

As iniciativas do colegiado na área de integração de dados foram destacadas pelo presidente do Consesp, Sandro Avelar, que reforçou a importância deles na atuação integrada para o fortalecimento das políticas públicas de segurança.

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“O Brasil tem 27 unidades federativas e a padronização dos dados é essencial não apenas para garantir a transparência na produção dos resultados, mas também para possibilitar a adoção de estratégias conjuntas entre os estados” disse.

Segundo ele, essa padronização facilita o alinhamento entre as unidades federativas e promove a colaboração mútua. “O Ministério da Justiça e Segurança Pública deve liderar esse processo. O Consesp sempre buscará o diálogo e o alinhamento de todos os estados”, ressaltou Avelar.

Já o índice de elucidação de homicídios foi abordado pela presidente do CONCPC, Heloísa Brito. Ela ressaltou que “o reconhecimento do valor da atividade investigativa e da segurança pública como um todo perpassa pela definição de índices que destaquem esse esforço e os resultados por eles alcançados. Para tanto, a integração capitaneada pela Senasp é fundamental”.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes

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O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.

O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.

Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.

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Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.

Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.

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Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.

Assessoria de Comunicação Social do MEC

Fonte: Ministério da Educação

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