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Pesquisa mostra que viajantes se planejam e esperam a Black Friday para comprar passagens

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O planejamento para organizar uma viagem ganhou um incentivo com a chegada da Black Friday. Segundo uma pesquisa realizada pela plataforma de vendas de passagens rodoviárias online ClickBus, 54% dos clientes entrevistados pesquisam passagens entre 1 e mais de 3 meses antes do período de descontos, ainda que a maioria (69%), deixe para comprar no próprio mês de novembro. O levantamento ainda mostra que 95% dos consumidores consideram esperar a Black Friday para comprar passagens.

A pesquisa também mostra que o destino das passagens também já está definido: 30% dos viajantes planejam embarcar entre novembro e dezembro (principalmente no período do Natal).

Os dados também revelam que os entrevistas pela plataforma colocaram as viagens/serviços como prioridade para investimento durante a Black Friday, a frente de eletrônicos (49%) e moda/bens de consumo (39%).

Em relação aos preços, a pesquisa mostra que os descontos diretos no valor são o maior incentivo para 68% dos consumidores. Já o planejamento de gastos com passagens está concentrado entre R$ 100 e R$ 500 (38%) e, em seguida, entre R$ 500 e R$ 1.000 (21%).

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O levantamento ouviu viajantes rodoviários de todas as regiões do Brasil, com o objetivo de entender como o período impacta a decisão de compra de viagens e quais incentivos mais influenciam o consumidor. A amostra é composta principalmente por mulheres (57%) e residentes da região Sudeste (68%).

INCENTIVO –  Para que os brasileiros possam, cada vez mais, conhecer o próprio país, o Ministério do Turismo atua para incentivar e facilitar as viagens dos brasileiros em território nacional por meio do programa “Conheça o Brasil”. Entre as propostas da iniciativa estão: a ampliação da conectividade e mobilidade entre destinos nacionais, com especial ênfase nas localidades turísticas regionais, e o aumento do número de turistas nos destinos brasileiros, estimulando a geração de negócios aos prestadores de serviços turísticos e fomentando a competitividade no setor.

O Programa também intensifica a geração de emprego e renda nas comunidades que recebem visitantes, promovendo, assim, um impacto positivo e sustentável no desenvolvimento econômico local.

Por Marco Guimarães

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo plural é estratégia de competitividade, defendem especialistas no Fórum Internacional de Mulheres no Turismo

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Ir além do óbvio e incluir recortes de gênero, raça, idade e ancestralidade não é apenas uma pauta social, mas uma estratégia de competitividade e mercado para os destinos brasileiros. Essa avaliação marcou o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, realizado nesta quinta-feira (4), durante o segundo dia do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O debate reuniu especialistas em afroturismo, turismo 60+ e turismo indígena para discutir como diferentes trajetórias, identidades e territórios influenciam a forma de viajar, empreender e consumir turismo no país.

​A coordenadora-geral de Turismo Responsável e Sustentável do Ministério do Turismo, Carolina Fávero, destacou que as políticas públicas voltadas às mulheres precisam considerar essa pluralidade. “As mulheres viajam de maneiras diferentes, vivem realidades diferentes e se relacionam com os destinos de formas distintas. Pensar em um turismo mais inclusivo significa reconhecer essa diversidade e construir experiências que contemplem todas elas”, afirmou.

​Afroturismo

​Especialista em afroturismo, Thaís Rosa Pinheiro defendeu que os destinos brasileiros avancem no reconhecimento da diversidade racial presente no país e valorizem histórias que, por muito tempo, permaneceram invisibilizadas. 

Segundo ela, os turistas buscam cada vez mais experiências autênticas, ligadas à identidade, à cultura e à memória dos territórios. ​”O turismo é feito de pessoas para pessoas. As belezas naturais são importantes, mas o que conecta o visitante aos destinos são as histórias, a cultura e a identidade de quem vive nesses lugares”, ressaltou.

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​Para Thaís, ampliar o olhar sobre o afroturismo também significa qualificar o acolhimento e combater situações de discriminação, que ainda afetam viajantes negros em diferentes etapas da experiência turística.

​Turismo 60+

A criadora do blog Sentidos do Viajar, Sylvia Yano, chamou a atenção para o crescimento da população idosa e para a necessidade de o setor desenvolver produtos e experiências mais adequados a esse público. Segundo ela, muitas mulheres acima dos 60 anos ainda não se reconhecem na comunicação e na oferta turística disponíveis atualmente.

​Dados apresentados pela especialista mostram que 74% das pessoas com mais de 60 anos não se enxergam representadas no turismo. Atualmente, o Brasil possui cerca de 35 milhões de pessoas nessa faixa etária, número que tende a crescer nas próximas décadas.

​”A população está envelhecendo e o turismo precisa se preparar para isso. Não estamos falando apenas de acessibilidade, mas de experiências significativas, autênticas e alinhadas aos interesses desse público”, ressaltou.

​Protagonismo indígena

​Representando a Rota dos Encantados Potiguara, a empreendedora indígena Îasypytã Potiguara defendeu que os povos originários deixem de ser vistos apenas como atrativos turísticos e passem a ocupar o papel de protagonistas na construção e na gestão das experiências oferecidas aos visitantes.

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​Segundo ela, iniciativas de etnoturismo sustentável têm contribuído para preservar tradições, fortalecer economias locais e gerar renda para mulheres indígenas em seus próprios territórios. ​”Quem melhor para contar a história de um povo do que as pessoas que pertencem a ele? Quando os povos indígenas assumem o protagonismo do turismo, fortalecem sua cultura, preservam seus territórios e transformam a realidade das comunidades”, afirmou.

​Encerrando o painel, as participantes defenderam que a ampliação da diversidade no turismo não deve ser vista apenas como uma pauta de inclusão, mas como uma estratégia para tornar os destinos mais competitivos, autênticos e preparados para atender aos diferentes perfis de viajantes que movimentam o setor.

Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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