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Polícia Federal prende dois suspeitos por tráfico de pessoas no Amapá
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Oiapoque, 07/08/2025 – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (7), a operação Arapuca 2 e cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra suspeitos de envolvimento em crimes de tráfico de pessoas para exploração sexual. As prisões foram realizadas no distrito de Vila Vitória e na região central de Oiapoque (AP).
Os indivíduos também são acusados de comércio ilegal de armas de fogo, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil, além do favorecimento da prostituição e de outras formas de exploração sexual de crianças, adolescentes e pessoas em situação de vulnerabilidade.
A ação é um desdobramento de uma operação realizada em dezembro de 2023, quando três pessoas foram presas a partir de uma denúncia anônima. Na ocasião, as investigações apontaram que uma vítima estava sendo mantida em cárcere privado por um dos investigados e era oferecida à prostituição para pescadores da região.
Os suspeitos da ação realizada em 2023 conseguiram responder ao processo em liberdade. No entanto, com o aprofundamento das investigações, surgiram novos indícios de que dois deles teriam voltado a praticar delitos, o que resultou nas prisões preventivas realizadas hoje (7).
Com informações da Polícia Federal
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Das praias e chapadas às serras, florestas e montanhas: conheça as trilhas de longo curso mais famosas do Brasil
Atravessar praias, chapadas, serras, florestas e montanhas seguindo caminhos sinalizados que ligam parques, áreas protegidas e comunidades tradicionais é uma experiência cada vez mais presente no turismo brasileiro. Atualmente, o país conta com 205 trilhas registradas na Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso, somando 41,5 mil quilômetros planejados, dos quais 16,2 mil já estão implementados.
Desse total, 22 rotas são reconhecidas como parte da política pública nacional de trilhas. Esses percursos conectam centenas de municípios, promovem a conservação dos biomas e aproximam visitantes da história, da cultura e da biodiversidade de cada região.
Referências
No Rio de Janeiro, a Transcarioca é considerada uma das pioneiras entre as trilhas de longo curso estruturadas no Brasil. Com cerca de 183 quilômetros, liga a Barra de Guaratiba ao Morro da Urca, cruzando áreas como o Parque Nacional da Tijuca, o Parque Estadual da Pedra Branca e outros espaços protegidos. Pela facilidade de acesso urbano e pelo apelo visual, está entre as rotas mais conhecidas do país, revelando a Mata Atlântica em plena capital fluminense.
Em Goiás, o Caminho de Cora Coralina une natureza, história regional e literatura. São 300 quilômetros que conectam Corumbá de Goiás à Cidade de Goiás. O trajeto percorre oito municípios, resgata antigas rotas do interior goiano e homenageia a poetisa em meio às paisagens do Cerrado.
Também no Cerrado, o Caminho dos Veadeiros passa por cachoeiras, cânions e formações rochosas na região da Chapada dos Veadeiros. A rota integra municípios como Formosa, Alto Paraíso de Goiás, São João d’Aliança e Cavalcante, em um dos destinos de ecoturismo mais conhecidos do interior do país.
Na Serra da Mantiqueira, a Transmantiqueira atravessa mais de 40 municípios entre São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. São cerca de 1.200 quilômetros que interligam parques e áreas protegidas, sendo uma das travessias de referência para praticantes de trekking e montanhismo.
Em Minas Gerais, a Transespinhaço percorre aproximadamente 1.280 quilômetros ao longo da Serra do Espinhaço, região reconhecida como Reserva da Biosfera. O trajeto reúne biodiversidade, patrimônio histórico e contato com comunidades locais em um dos grandes corredores naturais do país.
No Sul, os Caminhos da Baleia Franca margeiam o litoral catarinense conectando praias, costões, dunas e lagoas. Em um percurso de aproximadamente 172 quilômetros, a trilha combina caminhada, paisagens costeiras e observação da fauna marinha, especialmente durante a temporada de migração da baleia-franca-austral.
Integração
As trilhas de longo curso contribuem para organizar o uso turístico de áreas naturais, orientar visitantes e fortalecer a conservação da natureza. A sinalização padronizada, conhecida pelas pegadas amarelas e pretas, facilita a experiência de quem percorre os caminhos e ajuda a dar identidade às rotas brasileiras.
Esses percursos também movimentam a economia local. O fluxo de visitantes gera demanda por hospedagem, alimentação, transporte, condução de visitantes, guias e pequenos serviços nos municípios atravessados pelas trilhas.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


